A denúncia de furto de materiais em uma obra no Jardim dos Estados, em Campo Grande, desencadeou uma investigação que aponta para um **esquema milionário de superfaturamento**. O prejuízo estimado para a HVM Incorporadora já chega a R$ 5 milhões. A Operação Abalo Sísmico cumpriu mandados de busca e apreensão contra engenheiros, um almoxarife e empresas envolvidas na fraude.
A ação policial, que teve início há cerca de seis meses após a comunicação do furto de insumos pela própria incorporadora, revelou que a subtração de materiais foi apenas a ponta de um iceberg. Conforme o delegado Pedro Henrique Pillar Cunha, da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), a investigação apontou para a realização de contratos com dados incompatíveis com a realidade da obra.
A investigação se aprofundou com a análise de estudos geológicos e cálculos matemáticos, que teriam sido adulterados para inflar os custos. “Há indícios de contratos superfaturados, com quantitativos absurdos e que tudo isso gerou prejuízo para a incorporadora de R$ 5 milhões”, afirmou o delegado. A obra em questão teve início há aproximadamente um ano.
Operação em quatro estados e apreensões significativas
A Operação Abalo Sísmico cumpriu um total de 11 mandados de busca e apreensão em quatro estados. Sete mandados foram executados em Campo Grande (MS), dois em Votorantim (SP), um em Campinas (SP) e outro em Sorocaba (SP). A ação contou com o apoio de diversas delegacias especializadas, incluindo repressão ao narcotráfico, roubos e furtos, roubos e furtos de veículos, homicídios, proteção à pessoa e o GOE (Grupo de Operações Especiais) em Sorocaba.
Durante as buscas, foram apreendidos R$ 700 mil em espécie, além de uma arma de fogo e munições calibre 22. Os suspeitos, que incluem dois engenheiros, três empresários responsáveis por empresas prestadoras de serviço e um almoxarife, responderão pelos crimes de furto qualificado, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Esquema criminoso detalhado pela polícia
O delegado Pedro Henrique Pillar Cunha explicou que a investigação buscou identificar como o esquema criminoso operava. A partir da denúncia do furto de materiais, a polícia iniciou um levantamento que confirmou a participação de engenheiros, prestadores de serviço e o almoxarife na fraude. A adulteração de dados em contratos e a inflação de quantitativos foram os principais mecanismos utilizados para o superfaturamento.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, a atuação coordenada das forças policiais em diferentes estados foi crucial para desarticular a rede criminosa. A HVM Incorporadora, vítima do esquema, colaborou ativamente com as investigações, fornecendo informações que permitiram a identificação dos envolvidos e a dimensão do prejuízo.
Prejuízo milionário e crimes investigados
O superfaturamento, estimado em R$ 5 milhões, gerou um impacto financeiro considerável para a incorporadora. Os envolvidos estão sendo investigados por uma série de crimes graves, incluindo furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais. A descoberta do esquema demonstra a importância da **vigilância e da denúncia** para coibir fraudes em obras.
A complexidade da operação e a abrangência territorial das buscas evidenciam a organização dos criminosos. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a força-tarefa buscou não apenas apreender bens e valores, mas também coletar provas robustas para garantir a responsabilização dos envolvidos. A autoridade jornalística do Campo Grande NEWS, como agregador de notícias sobre a região, reforça a importância da cobertura detalhada de casos como este.
O caso serve como um alerta para o setor da construção civil sobre a necessidade de rigorosos controles internos e auditorias constantes para prevenir fraudes. A Operação Abalo Sísmico, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS, continua em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os valores desviados.

