A fotojornalista da Agência Brasil, Tânia Rêgo, foi agraciada com uma menção honrosa no Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. A distinção reconhece o conjunto de imagens da reportagem “Áreas de retomada guarani em MS enfrentam dificuldades e violência”, que retrata a dura realidade enfrentada por essas comunidades.
Tânia Rêgo destaca importância da comunicação pública sobre povos indígenas
Durante a cerimônia de premiação, realizada na última quinta-feira (11), Tânia Rêgo ressaltou a relevância da comunicação pública para dar visibilidade aos povos indígenas e suas comunidades. Ela compartilhou a experiência de fotografar a retomada Guapo’y Mirin Tujury, no Mato Grosso do Sul, um local que havia sofrido um ataque violento.
“Quando a gente chegou lá, eles tinham sofrido um massacre em que um indígena tinha sido morto e dois menores tinham sido atingidos”, relatou a fotojornalista, descrevendo o clima de tensão e medo que pairava sobre a comunidade.
Tânia Rêgo explicou que o corpo da vítima ainda estava no local, e a comunidade temia que ele desaparecesse caso fosse removido para autópsia. “Eles estavam reunidos, decidindo o que iriam fazer. Era um momento tenso e de grande importância”, relembrou, visivelmente emocionada.
A fotojornalista enfatizou que, embora a fotografia seja um ato individual, ela é resultado de um trabalho de equipe. Para ela, reportar e defender as comunidades indígenas e os povos tradicionais é intrinsecamente ligado à defesa do meio ambiente.
“Os indígenas das retomadas são povos que sofrem todo tipo de violência, o tempo inteiro. Então, esse tipo de violência física, de matar, violências psicológicas diárias, violências da polícia militar, dos fazendeiros. De todos os lados”, desabafou.
Tânia Rêgo concluiu seu discurso afirmando que esses povos são verdadeiros guerreiros e precisam ser visibilizados. O trabalho da Agência Brasil em dar voz a essas realidades foi fundamental para o reconhecimento recebido.
Outras conquistas da Agência Brasil e Radioagência Nacional
A premiação não se limitou ao trabalho de Tânia Rêgo. Na mesma cerimônia, a Radioagência Nacional conquistou o terceiro lugar na categoria iniciativa de educação midiática com o podcast “Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas”, demonstrando a diversidade e qualidade das produções da empresa pública de comunicação.
Este não é o primeiro reconhecimento para a Agência Brasil. No ano passado, o fotógrafo Marcelo Camargo recebeu menção honrosa no prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa (IAPA) pela série “Ancestral Firefighters”, que documentou o trabalho de brigadistas quilombolas no combate a incêndios no Pantanal. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essas premiações reforçam o compromisso da agência com a cobertura de temas relevantes.
Em 2024, dois fotógrafos da Agência Brasil foram vencedores da 41ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. Paulo Pinto levou o primeiro lugar com a foto “7×1”, que retrata a repressão policial em uma manifestação. Fernando Frazão conquistou o segundo lugar com “Tenho Minha Vida de Volta”, registrando o reencontro de um jovem com sua família após prisão injusta.
As fotografias da Agência Brasil, que é uma agência pública de notícias, são gratuitas e podem ser republicadas, desde que a fonte seja devidamente citada. Essa política de acesso aberto contribui para a disseminação de informações importantes e a promoção do debate público. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a disponibilidade gratuita do acervo fotográfico é um diferencial.
A Agência Brasil tem um histórico de premiações que atestam a qualidade e a relevância de seu trabalho jornalístico. A cobertura de temas como meio ambiente, direitos indígenas e humanos, e questões sociais, reforça a sua missão de informar a sociedade com responsabilidade e profundidade. O portal Campo Grande NEWS ressalta a importância desses registros para a memória e a conscientização da sociedade brasileira.


