Força Penal Nacional fica mais 90 dias em presídios de MS

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) decidiu prorrogar por mais 90 dias a permanência da Força Penal Nacional (FPN) em Mato Grosso do Sul. A medida visa reforçar as ações de segurança e capacitação em duas importantes unidades prisionais do estado: o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, conhecido como Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, e a Penitenciária Estadual de Dourados (PED).

A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (17), autoriza a continuidade das operações que já vinham sendo realizadas desde maio. A prorrogação permitirá o desenvolvimento contínuo de protocolos de segurança e o aprimoramento das equipes que atuam nessas unidades prisionais estratégicas.

A Força Penal Nacional, vinculada à Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), tem desempenhado um papel crucial no programa Brasil Contra o Crime Organizado. Desde o início de sua atuação nessas unidades, equipes federais e estaduais têm trabalhado em conjunto para coibir atividades criminosas e aprimorar a gestão prisional.

Ações Intensificadas em Campo Grande e Dourados

As equipes da FPN nas penitenciárias de Campo Grande e Dourados têm focado em diversas frentes de atuação. Dentre as principais atividades estão as buscas por materiais ilícitos, como drogas e armas, e a apreensão de celulares, que frequentemente são utilizados por criminosos para coordenar ações fora dos presídios. A identificação de sinais de telefonia móvel e o bloqueio de comunicações criminosas também são prioridades.

Uma das tecnologias empregadas nessas operações é o georradar. Este equipamento avançado permite a detecção de estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações invasivas. Com ele, é possível localizar túneis, galerias e outras cavidades que possam representar uma ameaça à segurança das unidades prisionais, impedindo fugas e a entrada de contrabando.

O trabalho conjunto envolve policiais penais, unidades de inteligência e o uso de equipamentos tecnológicos de ponta. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) oferecem apoio logístico e supervisionam as ações, garantindo a integração entre as esferas federal e estadual.

Desafios na Penitenciária Estadual de Dourados

A Penitenciária Estadual de Dourados (PED) tem sido um dos focos principais da operação. A unidade enfrenta um grave problema de superlotação, abrigando cerca de 2.800 presos, quando sua capacidade é para apenas 700 vagas. Essa discrepância representa um desafio constante para a gestão e a segurança do local.

Para mitigar esses problemas, a PED também recebe o Projeto Padrão Segurança Máxima, da Senappen. Este projeto prevê investimentos significativos em equipamentos modernos, tecnologia de ponta e na qualificação profissional das equipes que atuam na penitenciária. O objetivo é elevar o padrão de segurança e controle dentro da unidade.

A escolha da PED para receber atenção especial também se deve ao seu papel estratégico e à proximidade de Dourados com a região de fronteira, um ponto sensível para o tráfico de drogas e armas. A atuação da FPN visa fortalecer as defesas da unidade contra essas influências externas e internas.

Efetivo e Planejamento Conjunto

A portaria que prorroga a atuação da Força Penal Nacional não especifica o número exato de profissionais que permanecerão no estado. O efetivo será definido com base em um planejamento conjunto entre os órgãos envolvidos na operação, garantindo que os recursos sejam alocados de forma eficiente para atender às necessidades específicas de cada unidade. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a colaboração entre as diferentes forças de segurança é um pilar para o sucesso dessas ações.

A continuidade da presença da Força Penal Nacional por mais três meses demonstra o compromisso do governo federal em **fortalecer o sistema penitenciário** de Mato Grosso do Sul. As ações de treinamento, capacitação e desenvolvimento de protocolos visam não apenas conter a criminalidade organizada, mas também promover um ambiente mais seguro e controlado dentro das prisões. A experiência adquirida em Campo Grande e Dourados servirá como modelo para outras unidades do país, conforme o Campo Grande NEWS noticiou em outras ocasiões, destacando a importância da cooperação interinstitucional para a segurança pública.