Florista pode perder visão após ferimento grave no olho durante ação da PM em Campo Grande

Uma florista de 63 anos, Neide Fátima de Oliveira, corre o risco de perder a visão do olho esquerdo após ser atingida por um estilhaço durante uma ação da Polícia Militar na madrugada de domingo (18), no bairro Jardim Leblon, em Campo Grande. A idosa, que trabalha vendendo rosas há mais de 25 anos, está internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro e aguarda uma vaga para ser transferida, com a possibilidade de precisar de cirurgia.

Florista ferida em ação policial em Campo Grande

O incidente ocorreu enquanto Neide Fátima de Oliveira estava em uma tabacaria para trocar dinheiro. Ao perceber a chegada da Polícia Militar, ela se aproximou para observar o que acontecia. Segundo o boletim de ocorrência, um objeto que parecia uma bomba de gás lacrimogêneo foi lançado, e um estilhaço atingiu seu olho esquerdo, causando um ferimento grave e sangramento intenso.

A Polícia Militar conduziu Neide até a UPA do bairro e informou os familiares sobre o ocorrido. A filha da florista, Poliana Roberta de Oliveira, relatou que a mãe está sem enxergar e que os médicos aguardam o inchaço diminuir para avaliar o tratamento, devido ao sério risco de perda da visão. A família teme que alguma sequela possa impedir Neide de continuar seu trabalho, que é sua principal fonte de sustento e também uma fonte de alegria.

Versão da Polícia Militar

Conforme a nota oficial da Polícia Militar, as equipes foram acionadas para atender a uma ocorrência de perturbação do sossego em um estabelecimento comercial. A corporação informou que, durante a ação, houve o arremesso de garrafas contra os policiais, o que motivou o uso de granadas de efeito moral para dispersar a multidão. A PM também relatou que Neide procurou os policiais mostrando o ferimento e pedindo ajuda.

Ainda de acordo com a nota da PM, um relato de uma testemunha presente no local indicou que a lesão da senhora pode ter sido causada por uma garrafa de vidro durante a dispersão. A Polícia Militar informou que uma viatura prestou apoio para o deslocamento de Neide até a UPA Leblon. A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) informou que, segundo o registro da ocorrência, equipes da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para a situação de perturbação do sossego no bairro Leblon, onde havia grande aglomeração de pessoas, som alto e manobras perigosas de motociclistas.

Risco de perda da visão e impacto no sustento

A filha de Neide expressou grande preocupação com o futuro da mãe. “É a terapia dela, é o que deixa ela feliz”, disse Poliana sobre o trabalho com flores. A possibilidade de sequelas visuais levanta o temor de que Neide, que vende rosas há mais de 25 anos, não consiga mais exercer sua profissão, que é essencial para o sustento da família.

A notícia sobre o incidente gerou repercussão e preocupação na comunidade local. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a situação levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados pela polícia em operações que envolvem civis. A reportagem do Campo Grande NEWS buscou mais detalhes sobre o caso para trazer informações atualizadas aos seus leitores.

Aguardando avaliação médica e possível cirurgia

No momento, Neide Fátima de Oliveira permanece sob cuidados médicos na UPA, com seu quadro de saúde sendo monitorado de perto. A família espera por uma vaga em um hospital para que ela possa receber o atendimento especializado necessário. A comunidade de Campo Grande acompanha o caso com apreensão, na torcida pela recuperação de Neide.

O caso destaca a importância da cautela em ações policiais, especialmente em áreas com grande circulação de pessoas. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a família de Neide busca por respostas e espera que a justiça seja feita, garantindo que situações como essa não se repitam. A reportagem do Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos deste triste episódio.