A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6×1 de trabalho no Brasil ganhou um importante impulso com sua aprovação no Congresso Nacional. Este avanço, impulsionado pelo movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT) e pela iniciativa da deputada federal Erika Hilton, reacende em todo o país a discussão sobre a necessidade de maior qualidade de vida, cuidado com a saúde mental e a devida valorização dos trabalhadores. A vereadora Luiza Ribeiro (PT) celebrou a conquista nacional e aproveitou para reforçar sua defesa pela redução da jornada de trabalho para servidores públicos municipais em Campo Grande, propondo a adoção de 30 horas semanais.
Para Luiza Ribeiro, a discussão em âmbito nacional representa um marco significativo na construção de relações de trabalho mais equilibradas e humanizadas. O foco se volta para o direito fundamental ao descanso, ao convívio familiar e ao bem-estar geral do indivíduo, reconhecendo que a vida não deve se resumir apenas à atividade profissional. “É uma vitória importante para quem acredita que a vida não pode ser resumida ao trabalho. O trabalhador precisa ter tempo para viver, cuidar da saúde, estudar, conviver com a família e participar da sociedade”, declarou a vereadora. Ela enfatiza que esse debate, que agora ganha força no Congresso, precisa ser replicado e implementado nos municípios.
Jornada de 30 horas para servidores municipais em Campo Grande
Em consonância com essa visão, a parlamentar já protocolou na Câmara Municipal de Campo Grande a Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município nº 106/2025. O objetivo principal desta proposta é a redução da jornada de trabalho dos servidores públicos municipais para 30 horas semanais, com uma carga diária de seis horas. Essa medida visa modernizar a estrutura de serviço público no município, promovendo maior qualidade de vida para os trabalhadores sem comprometer a produtividade ou a qualidade do atendimento à população.
Luiza Ribeiro argumenta que a proposta busca otimizar a organização do serviço público. Atualmente, muitos servidores enfrentam jornadas extensas, que ultrapassam 12 horas diárias ao considerar os deslocamentos, intervalos e o trânsito. Essa situação gera um desgaste físico e emocional considerável, além de aumentar despesas com alimentação e transporte. A redução para 30 horas semanais, segundo a vereadora, racionalizaria a jornada, reduziria custos operacionais e, fundamentalmente, melhoraria o bem-estar dos servidores.
A proposta de emenda altera o inciso IX do artigo 14 da Lei Orgânica do Município de Campo Grande. A nova redação estabelece que a duração normal do trabalho não excederá 30 horas semanais e seis horas diárias. Cargos de confiança e legislações federais específicas serão respeitados, garantindo a conformidade legal da medida. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa iniciativa reflete uma tendência global de repensar os modelos de trabalho.
Experiências passadas e benefícios econômicos
A vereadora também ressalta que a experiência adquirida durante a pandemia de COVID-19 serviu como um laboratório prático. Ficou evidente que jornadas de trabalho reduzidas e em turno único podem ser eficazes para manter a produtividade no serviço público. “Durante a pandemia, o serviço público funcionou em jornada reduzida sem prejuízos à população. Isso mostrou que é possível reorganizar o trabalho de forma mais eficiente e humana”, destacou Ribeiro.
Ela acrescenta que é crucial superar modelos de trabalho considerados ultrapassados, que frequentemente levam ao adoecimento de trabalhadores e não oferecem benefícios tangíveis para a administração pública. A redução da jornada, segundo a vereadora, pode ainda gerar economia para os cofres públicos. A diminuição no consumo de energia elétrica, água, e a redução de custos com manutenção e funcionamento das repartições são benefícios potenciais apontados pela parlamentar.
O Campo Grande NEWS destaca que essa visão se alinha com discussões contemporâneas sobre o futuro do trabalho. “Estamos falando de uma proposta moderna, inteligente e alinhada ao que o mundo inteiro já vem discutindo. Valorizar o servidor é também melhorar a qualidade do serviço oferecido à população”, concluiu Luiza Ribeiro, reforçando o impacto positivo que a medida pode ter tanto para os servidores quanto para a sociedade.
A discussão sobre a escala 6×1 e a busca por jornadas de trabalho mais humanas e eficientes ganha força, e a proposta de 30 horas semanais para servidores municipais em Campo Grande se apresenta como um passo concreto na direção de um futuro laboral mais equilibrado e produtivo, como bem apontado pelo Campo Grande NEWS.

