A expectativa em Campo Grande para ver o meio-campista Ederson em campo pela Seleção Brasileira transformou-se em apreensão e silêncio. Reunidos na casa da mãe do jogador, familiares e amigos vibraram com sua entrada no segundo tempo, mas a alegria durou pouco com os gols da Noruega, culminando na eliminação do Brasil da Copa do Mundo.
Orgulho dá lugar à frustração após gols da Noruega
A entrada de Ederson, aos 34 minutos do segundo tempo, era o momento aguardado por cerca de 50 pessoas reunidas em Campo Grande. No entanto, a comemoração inicial deu lugar à tristeza com os gols noruegueses que selaram a derrota por 2 a 1. A eliminação igualou a campanha de 1990, marcando um duro golpe para os torcedores sul-mato-grossenses.
A montanha-russa de emoções da torcida
Sidney Francisco, cacique de 43 anos e acompanhante da carreira de Ederson desde o início, expressou a emoção inicial. “Foi uma emoção e tanto, né? Graças a Deus que ele está jogando. Tomara que o Brasil vire agora, né? Vamos torcer. Tem mais alguns minutos ainda aí”, disse ele antes dos gols adversários. A virada de sentimento foi abrupta.
“Foi uma tristeza, né? Acabou de entrar, acho que nem tinha nem entrado no campo ainda e o Brasil infelizmente levou um gol”, lamentou Sidney após o primeiro gol da Noruega. Mesmo com a adversidade, ele ainda buscava uma faísca de esperança, “Dá tempo ainda. Tem mais uns cinco minutos pra jogar ainda aí”.
A tia do jogador, Juslene Lourenço, compartilhou a sensação de que o gol norueguês ofuscou o momento mais esperado. “Ofuscou a entrada dele, né? Mas a gente está na esperança ainda, e eu tenho certeza que o Brasil vai virar e o Ederson vai poder fazer uma partida excelente”, afirmou, antes do segundo gol da Noruega selar o destino da partida.
O segundo gol norueguês mergulhou o ambiente em um silêncio chocado. “De novo outro gol. De novo. Não acredito. Mas é aquele ditado, né? Enquanto há 1% de chance, tem 99% de fé. Então nós somos brasileiros, não desistimos nunca, né? Seguimos aí, na fé. E eu tenho esperança que vai dar certo. Certeza”, declarou Juslene, demonstrando a resiliência brasileira.
Frustração e apreensão tomam conta da família
Ivaneis Gonçalves Moreira, tio de Ederson e cacique da Aldeia Água Funda, descreveu a rápida transição do orgulho para a frustração. “A família vibrou muito, né? A família, os amigos, mas infelizmente logo que ele entrou, saiu o gol da Noruega, né? Mas agora vamos ver se o Brasil consegue empatar”, comentou. Ele ressaltou a rapidez com que o momento se transformou.
“Nem aproveitar, porque ele acabou de entrar e acabou de sair o gol. Foi uma coisa muito rápida, né? Foi uma frustração logo em seguida. Frustração logo em seguida, agora estamos aí apreensivos”, relatou Ivaneis, que ainda nutria esperanças de empate e prorrogação. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a torcida buscava manter a fé até o último momento.
A tristeza de Ederson e a esperança para o futuro
A avó de Ederson, Edithe Cândido dos Santos, de 73 anos, expressou sua tristeza com a derrota, mesmo com a alegria inicial de ver o neto em campo. “É muito triste, né, a gente perder, né? Eu sabia, eu sabia que esse jogo ia… Ele ia perder, quando eu vi esse homem aí, o Haaland, jogando no outro, ele sempre ganhando, ganhando, né? Aí, quando o Brasil ia pegar, eu falei… despedida”, confidenciou.
O gol de Neymar, de pênalti aos 54 minutos do segundo tempo, diminuiu o placar, mas não reverteu a eliminação. A tristeza tomou conta da casa, especialmente para Vinicius Dantas, de 11 anos, que lamentou: “Agora não tem o que fazer. O sonho do hexa só daqui a quatro anos”. O menino acreditava na vitória, especialmente pelos pênaltis a favor do Brasil, mas lamentou as oportunidades perdidas.
Laurigia Dantas, mãe de Vinicius e casada com um primo de Ederson, emocionou-se ao ver a tristeza do filho. “Eu chorei de ver ele chorando porque ele estava muito esperançoso por essa época, ele acompanhou todos os jogos, ele entende tudo de futebol, ele ficou muito emocionado”, contou. Como torcedora, Laurigia lamentou a derrota, mas celebrou a expectativa gerada pela entrada de Ederson.
“A gente fica emocionada, fica triste, chateada pelo Brasil, né? Estava todo mundo muito esperançoso, até porque agora no segundo tempo ele entrou, a gente estava muito esperançoso, a família toda, né? A mãe dele ficou ansiosa, ela nem senta, mas vai ter que ficar para a próxima”, afirmou. Laurigia Dantas, conforme o Campo Grande NEWS apurou, espera ver Ederson convocado para a próxima Copa, mais experiente e focado em trazer o hexacampeonato.
“Com toda certeza, todos eles e mais experientes, com menos lesões, mais empolgados para trazer esse hexa”, disse. Ela também acredita que o Brasil poderia ter vencido, “Com certeza! É um pênalti que não dava pra ter perdido, né? Teve momentos que eram pra ser nosso, mas o jogo é assim, né?”, concluiu. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando a trajetória de Ederson e a repercussão em sua terra natal.

