Família Crippa busca elo com padre que pode virar santo no MS

Padre João Crippa pode ser beatificado e família busca conexão

A curiosidade sobre as origens e possíveis laços familiares com figuras históricas é um motor para muitas pesquisas. No caso da família Crippa em Mato Grosso do Sul, essa busca ganhou um novo contorno com a possibilidade de beatificação do padre salesiano João Crippa. O jornalista Hugo Zerbato Crippa, de 37 anos, se questiona se há algum parentesco com o religioso, cujo nome batiza ruas em Campo Grande e Coxim.

A dúvida sobre a conexão familiar com o padre salesiano João Crippa ressurge com força. Isso se deve à abertura de um inquérito diocesano, prevista para 20 de outubro, que visa investigar a trajetória do religioso e avaliar sua potencial beatificação. Nascido na Lombardia, Itália, em 1861, o padre teve uma atuação significativa no antigo Mato Grosso, falecendo em Três Lagoas em 1941.

A descoberta inicial sobre a existência do padre João Crippa ocorreu de forma inusitada para Hugo Zerbato Crippa. Ele conta que ouviu falar do religioso pela primeira vez ao se deparar com o nome de uma rua em Campo Grande, a capital do estado. Mais tarde, encontrou uma via com o mesmo nome em Coxim, cidade onde reside atualmente. A placa da rua, localizada perto de um antigo ponto de encontro, sempre despertou seu interesse, mas, para sua surpresa, ninguém em sua família, nem mesmo os mais velhos, possuía informações sobre quem foi o padre.

Um encontro familiar que não trouxe respostas

Em uma tentativa de desvendar as origens de sua família e possivelmente encontrar alguma ligação com o padre, Hugo, com o auxílio de uma tia também portadora do sobrenome Crippa, organizou um grande encontro familiar. O evento ocorreu em 2016 na cidade de Alto Paraná, no Paraná, local de origem da família. O objetivo era reunir parentes, registrar memórias e, quem sabe, traçar a história dos antepassados.

Mais de cem pessoas compareceram ao encontro, a maioria vinda do Paraná. Todos foram devidamente uniformizados com camisetas que exibiam o brasão da família, criando um forte senso de união e identidade. “Todo mundo decidiu: ‘Vamos nos reunir então’, porque tem os avós, o pessoal está ficando mais velho, e a gente queria registrar esse encontro”, relatou Hugo sobre a motivação para a reunião.

Apesar de ter aproximado diversos ramos da família Crippa e fortalecido os laços entre os parentes, o encontro de 2016 não trouxe as respostas que Hugo buscava sobre uma possível conexão com o padre João Crippa. As pesquisas realizadas na época, inclusive em grupos de redes sociais, renderam poucas informações. Além disso, a família não deu continuidade aos encontros, e a questão da ligação com o religioso permaneceu em aberto.

A trajetória do Padre João Crippa

O padre João Crippa nasceu em 1861 na região da Lombardia, na Itália. Conforme sua biografia, ele chegou à América no final do século XIX e foi ordenado sacerdote em 1894. Sua atuação no que era então o estado de Mato Grosso foi marcante, com passagens por diversas localidades. Em Campo Grande, ele teve participação fundamental na criação do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora e na implantação do Oratório São José, conhecido popularmente como Capelinha.

O religioso faleceu em Três Lagoas, no interior de Mato Grosso do Sul, em 1941, aos 79 anos de idade. Seus restos mortais repousam na Paróquia São José, localizada em Campo Grande. A abertura solene do inquérito diocesano, agendada para 20 de outubro, marca o início oficial da investigação pela Igreja Católica. Nesta etapa, serão reunidos documentos e testemunhos para analisar minuciosamente a vida, as virtudes e a fama de santidade do padre João Crippa.

Hugo relata que, embora existam histórias sobre antepassados que vieram da Itália, a cidade de origem exata dos Crippa ainda é um mistério. Ele também menciona que, em Mato Grosso do Sul, não tem conhecimento de outras famílias com o sobrenome Crippa além de seus próprios parentes. A busca por essa conexão, agora impulsionada pela possibilidade de beatificação, continua sendo um tema de interesse para o jornalista e sua família.

Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a família Crippa em Mato Grosso do Sul não possui informações concretas que liguem seus antepassados ao padre João Crippa. A história do religioso, que atuou no estado e pode se tornar santo, reaviva a curiosidade sobre as origens da família e a possibilidade de um elo ancestral. O processo de beatificação, que se inicia com o inquérito diocesano, pode trazer novas luzes sobre a história de João Crippa e, quem sabe, revelar conexões inesperadas com seus conterrâneos que carregam o mesmo sobrenome. O Campo Grande NEWS segue acompanhando os desdobramentos deste caso, que une história, fé e a busca por identidade familiar.