Áudios alarmantes com afirmações falsas sobre um suposto aumento de casos de Covid-19 no período pré-Carnaval voltaram a circular em grupos de aplicativos de mensagens. As mensagens, que criam um clima de pânico e desinformação, alegam um crescimento expressivo da doença e a necessidade de medidas drásticas de prevenção, como estoque de álcool e uso contínuo de máscaras. No entanto, as autoridades de saúde de Campo Grande e do estado de Mato Grosso do Sul já se pronunciaram para desmentir tais boatos, assegurando que os dados oficiais de monitoramento epidemiológico não indicam qualquer crescimento alarmante da Covid-19.
Boatos sobre Covid-19 antes do Carnaval são desmentidos
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande divulgaram comunicados oficiais refutando as informações falsas que circulam em aplicativos como o WhatsApp. Segundo as pastas, os registros da doença não apontam para um crescimento significativo, especialmente quando comparados a períodos anteriores. A desinformação tem gerado preocupação em parte da população, que se depara com conteúdos alarmistas sem a devida checagem.
Dados oficiais contradizem áudios alarmistas
Conforme os dados apresentados pela Sesau, em Campo Grande, foram registrados 397 casos de Covid-19 em 2026, um número consideravelmente menor se comparado às 1.227 notificações do mesmo período em 2025. Essa disparidade nos números reforça o desmentido das autoridades. A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que a Covid-19, embora apresente comportamento sazonal com picos em períodos de maior circulação de pessoas, como festas de fim de ano, demonstra índices bem mais baixos em 2026 do que no ano anterior.
Em Mato Grosso do Sul, a situação também é de estabilidade, contrariando os boatos. Nas primeiras semanas de 2026, foram registradas apenas três internações por Covid-19. Em contrapartida, nas últimas três semanas de 2025, o estado contabilizou 14 hospitalizações pela doença. Essa comparação direta evidencia a ausência de um surto ou aumento expressivo que justifique o pânico disseminado pelas mensagens falsas.
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), vinculado à UFMS, também confirmou que não houve registro de casos de Covid-19 na unidade em 2026, até o momento. Essa informação desmente diretamente as alegações alarmantes contidas em áudios que circulam em grupos de mensagens. O Humap é uma referência em saúde na região, e a ausência de casos em sua unidade reforça a narrativa oficial de controle da doença.
O que dizem as mensagens falsas?
Uma das mensagens alarmistas, em áudio, traz a alegação de uma mulher que se identifica como trabalhadora de um hospital. Ela pede que as pessoas avisem amigos e familiares sobre um suposto aumento de casos de Covid-19, incentivando o uso de máscaras e o estoque de álcool. A mulher afirma que a informação “não pode divulgar” e que a situação é grave, mencionando também dengue, chikungunya e zika como doenças em alta. Ela alega que “muita gente morrendo dentro do hospital”, o que foi categoricamente desmentido pelas autoridades de saúde.
A única morte confirmada por Covid-19 em Mato Grosso do Sul nos últimos meses ocorreu em 10 de dezembro, bem antes do período pré-Carnaval de 2026. Essa informação contradiz diretamente o tom de urgência e perigo iminente transmitido pela mensagem falsa. A disseminação de notícias sem verificação pode gerar ansiedade e levar a comportamentos inadequados em relação à saúde pública.
Outro áudio obtido pelo Campo Grande News, obtido por meio de checagem jornalística, apresenta um homem alegando ter recebido informações de uma “doutora” sobre uma suposta “vacina fatal” que seria aplicada à população. Ele mente ao afirmar que quem tomar a vacina “vai morrer instantaneamente” e atribui isso a uma “Primeira Ordem Mundial”. Essa teoria conspiratória é completamente infundada e perigosa, pois visa desacreditar campanhas de vacinação essenciais para a saúde coletiva, conforme o Campo Grande NEWS checou.
Interrupção no fluxo de dados e transparência
A SES de Mato Grosso do Sul também informou que, até o momento, não foi identificado um aumento no número de casos nem de óbitos por Covid-19 no estado. Contudo, a pasta explicou que houve uma interrupção no fluxo de dados da doença em todos os estados brasileiros. Essa interrupção ocorreu para a atualização das bases de dados do Ministério da Saúde. Por essa razão, não é possível, neste momento, realizar uma análise comparativa precisa entre os primeiros dias de 2026 e o mesmo período do ano passado.
Apesar dessa dificuldade pontual na comparação detalhada, os dados já disponíveis são suficientes para desmentir os boatos. Para manter a transparência, a Secretaria de Estado de Saúde divulgou que, nas primeiras semanas de 2026, foram registrados apenas três casos de internação por Covid-19 no estado. Em contraste, nas últimas três semanas de 2025, o número de hospitalizações pela doença foi de 14. Esses números, divulgados pelo Campo Grande NEWS, reforçam a ideia de que a situação está sob controle.
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) também foi contatado pela reportagem, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. A comunicação oficial das secretarias de saúde é fundamental para combater a desinformação, e o Campo Grande NEWS tem se empenhado em trazer essas informações checadas para a população, garantindo a credibilidade das notícias sobre saúde pública.
É crucial que a população busque informações em fontes oficiais e confiáveis, como os sites das Secretarias de Saúde e veículos de imprensa com histórico de credibilidade, como o Campo Grande NEWS. A disseminação de fake news pode ter consequências graves, prejudicando a saúde pública e gerando pânico desnecessário. A vigilância constante e a checagem de fatos são as melhores ferramentas contra a desinformação.

