Fábio Trad vota e aposta em 2º turno: “Chega de coronéis!”

Fábio Trad aposta em 2º turno e critica “coronéis” em MS

O candidato petista ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, exerceu seu direito ao voto neste domingo (4) em Campo Grande, acompanhado de sua vice, Dona Gilda, e familiares. Trad expressou confiança em um segundo turno para aprofundar o debate sobre corrupção e criticou veementemente a concentração de poder nas mãos de figuras ligadas ao agronegócio, referindo-se a eles como “coronéis”.

Segundo o candidato, o governo de Eduardo Riedel (PP) tem apresentado falhas significativas em áreas cruciais como saúde, infraestrutura de estradas e combate ao feminicídio. A declaração surge em um contexto de eleição acirrada, onde o debate sobre os rumos do estado ganha destaque. Conforme divulgado pelo Campo Grande NEWS, Trad demonstrou otimismo quanto à possibilidade de um segundo turno.

Esperança em debate aprofundado

Ao ser questionado sobre a possibilidade de um segundo turno, Fábio Trad reafirmou sua expectativa. “A certeza de agora um segundo turno, porque Mato Grosso do Sul precisa para debater com profundidade os gravíssimos problemas que nos afligem, inclusive o problema da corrupção”, declarou o candidato.

Trad fez um apelo direto: “chega de coronéis em Mato Grosso do Sul”, manifestando sua insatisfação com a influência desproporcional de setores do agronegócio nas decisões políticas do estado. Ele defendeu a necessidade de o “povo voltar a tomar assento na mesa do poder”, ressaltando a importância da participação popular na gestão pública.

Críticas contundentes à gestão atual

Em sua avaliação de campanha, Trad destacou ter percorrido 70 cidades de carro, em oposição a viagens de “jatinho”, enfatizando o contato direto com os eleitores. Ele também elogiou a parceria com a vice, Dona Gilda, descrevendo-a como uma “mulher extraordinária, mãe, avó, que tem experiência em gestão pública”.

O candidato apontou que, com base nas conversas com os eleitores, concluiu que “o Estado não está sendo bem gerido” sob a administração de Eduardo Riedel (PP). Trad citou “problemas graves na saúde, na integridade, na transparência e corrupção generalizada” no governo atual. Além disso, criticou a precariedade das estradas, com buracos e falta de acostamento e iluminação, e apontou que a educação poderia estar em melhor patamar.

“Um estado rico como o nosso, nós deveríamos estar entre os top 3”, afirmou, comparando o desempenho de Mato Grosso do Sul com outros estados. Fábio Trad também abordou o elevado índice de feminicídios, criticando a falta de “ação enérgica, preventiva e repressiva por parte do atual governo” e ressaltando que sua chapa possui propostas para o enfrentamento da questão.

Visão sobre o cenário nacional e soberania

Em resposta às convicções de adversários sobre o encerramento da eleição ao governo de Mato Grosso do Sul no primeiro turno, Fábio Trad citou a Bíblia: “Eu tenho a dizer que a soberba, segundo a Bíblia, anuncia a queda”, pontuou.

No âmbito nacional, Trad expressou sua crença na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Ele também criticou o que chamou de “intervenção estadunidense nas eleições brasileiras” e defendeu a soberania nacional.

“Eu vejo que já há uma operação em curso dos Estados Unidos através de financiamentos a órgãos ligados à extrema-direita para desestabilizar psicologicamente o eleitorado, infundindo-lhe medo. Mas nós acreditamos que o Brasil deve continuar sendo soberano, sobretudo com as suas riquezas naturais, que é essa uma das ambições dos Estados Unidos, para que nós, então, possamos continuar jurando a nossa bandeira, a bandeira verde-amarela do Brasil. Isto sim é patriotismo”, resumiu Trad.

Acompanhamento dos resultados e clima hostil

Fábio Trad informou que acompanhará o resultado das apurações ao lado de sua família, incluindo sua esposa, Flávia Trad, que se recupera de uma cirurgia de apendicite. “Vou ficar ao lado da minha querida esposa, que está convalescente, e dos meus filhos em casa, com a maior tranquilidade e harmonia espiritual possível”, disse.

Antes de votar, o candidato Fábio Trad foi alvo de vaias e chamado de “ladrão” por um eleitor. A situação exigiu a intervenção do promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri para pacificar o local de votação. O eleitor, posteriormente, explicou que a ofensa se referia ao presidente Lula, e não ao candidato petista. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o candidato declarou que o episódio “faz parte da democracia” e que “o amor vence o ódio”.

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