Fábio Trad hostilizado em votação, mas minimiza ataque e mira segundo turno

O candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, foi alvo de hostilidades por eleitores ao chegar para votar em Campo Grande na manhã deste domingo (4). Trad relatou ter sido chamado de “ladrão”, o que o levou a acionar o promotor Humberto Lapa Ferri. Apesar do incidente, o candidato minimizou o ocorrido, classificando-o como parte do processo democrático e expressando otimismo quanto à possibilidade de um segundo turno nas eleições estaduais.

Fábio Trad relata hostilidade e confia no segundo turno

Ao chegar ao Instituto Missionário São José, em Campo Grande, para exercer seu direito ao voto, o candidato Fábio Trad (PT) foi confrontado por eleitores. Segundo relatos, ele teria sido ofendido com o grito de “ladrão”. Trad procurou o promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, que interveio na situação. Um dos eleitores envolvidos negou a ofensa direta ao candidato, afirmando ter gritado “Lula ladrão”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O candidato, buscando evitar o confronto, seguiu para sua seção eleitoral. Vídeos registrados no local mostram Trad apontando o eleitor em questão para o promotor. Após a intervenção, Trad declarou que tais episódios são inerentes à democracia. “Faz parte da democracia. O amor vence o ódio, meu querido”, afirmou o candidato, demonstrando resiliência diante da situação.

Fábio Trad aproveitou a ocasião para reforçar sua confiança na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, apostando em um segundo turno. Ele atribuiu parte de seu crescimento nas pesquisas ao desempenho no último debate da campanha, que, segundo ele, permitiu um debate mais aprofundado sobre os “gravíssimos problemas” do estado, incluindo a corrupção.

Críticas à gestão atual e defesa da soberania

Trad reiterou seu discurso contra o que chama de concentração de poder nas mãos de “coronéis” em Mato Grosso do Sul, criticando grupos ligados ao agronegócio e defendendo o retorno do “povo” ao poder. Ele também avaliou sua campanha, destacando a percorridas por 70 cidades e a parceria com sua candidata a vice, Dona Gilda, ressaltando a experiência dela em gestão pública.

As queixas ouvidas em suas viagens reforçaram as críticas de Trad à administração do governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP). O candidato apontou falhas em áreas como saúde, transparência, integridade, segurança pública, infraestrutura e educação, além de acusar a gestão de corrupção. Ele citou estradas precárias e indicadores educacionais que, em seu entender, poderiam ser melhores em um estado rico como Mato Grosso do Sul.

O candidato também abordou a questão do feminicídio, criticando a falta de ações enérgicas por parte do governo estadual. “Não há uma ação enérgica, preventiva e repressiva por parte do atual governo. E nós temos essas propostas”, declarou, como informado pelo Campo Grande NEWS.

Visão nacional e acusações de interferência externa

Em relação ao cenário nacional, Fábio Trad expressou sua crença na vitória de Lula já no primeiro turno. De forma contundente, ele acusou os Estados Unidos de interferirem no processo eleitoral brasileiro. Segundo Trad, essa interferência se daria por meio de financiamento a organizações ligadas à extrema-direita, com o objetivo de desestabilizar psicologicamente o eleitorado.

“Eu vejo que já há uma operação em curso dos Estados Unidos através de financiamentos a órgãos ligados à extrema-direita para desestabilizar psicologicamente o eleitorado, infundindo-lhe medo. Mas nós acreditamos que o Brasil deve continuar sendo soberano, sobretudo com as suas riquezas naturais, que é essa uma das ambições dos Estados Unidos, para que nós, então, possamos continuar jurando a nossa bandeira, a bandeira verde-amarela do Brasil. Isto sim é patriotismo”, afirmou o candidato, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

Trad finalizou sua participação, demonstrando confiança no processo democrático e na sua capacidade de dialogar com os eleitores sobre as questões cruciais para o futuro de Mato Grosso do Sul. A declaração sobre a soberba bíblica, em resposta às projeções de vitória em primeiro turno de adversários, reforça a estratégia de campanha focada na profundidade dos debates e na mobilização popular, como analisado pelo Campo Grande NEWS.