Justiça do Rio decreta prisão preventiva de ex-CEO do Hurb, João Ricardo Rangel, preso no Ceará com documento falso e tornozeleira descarregada
A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão importante nesta quarta-feira, 7 de fevereiro, decretando a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, anteriormente conhecida como Hotel Urbano. A medida visa garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, segundo o juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal.
João Ricardo Rangel foi detido na última segunda-feira, 5 de fevereiro, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará. No momento da prisão, o empresário portava um documento falso e sua tornozeleira eletrônica estava descarregada, o que levantou suspeitas e motivou a ação judicial.
O pedido de prisão preventiva foi formalizado na terça-feira, 6 de fevereiro, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A solicitação se deu em virtude do descumprimento de medidas cautelares que haviam sido impostas anteriormente pela Justiça ao ex-CEO.
Relembre o caso e as acusações contra o ex-CEO
As medidas cautelares foram estabelecidas após a prisão de Rangel em flagrante, acusado de furto de obras de arte e outros objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura. Em maio de 2025, o empresário foi denunciado pelo MPRJ pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, indicando um padrão de conduta que preocupou as autoridades.
Defesa tenta reverter decisão e alega desconhecimento
A defesa de João Ricardo Rangel, representada pelo advogado Vicente Donnici, apresentou argumentos para contestar a prisão preventiva. Segundo a defesa, o ex-CEO não teria descumprido as medidas cautelares, pois sua ausência do Rio de Janeiro por mais de 30 dias, sem aviso prévio, não teria ocorrido como determinado pela Justiça. Eles afirmam que a viagem ao Ceará iniciou em 29 de dezembro.
Adicionalmente, a defesa questionou a alegação de que a tornozeleira eletrônica estivesse desligada, argumentando que não haveria prova concreta disso e que, caso estivesse desativada, não teria sido um ato intencional. A estratégia da defesa busca desqualificar as evidências apresentadas contra o empresário.
Juiz rechaça argumentos da defesa e confirma gravidade do caso
O juiz André Felipe Veras de Oliveira não acatou os argumentos da defesa. Quanto à tornozeleira eletrônica, o magistrado destacou que o relatório de monitoramento fornecido pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) é claro e aponta para as **reiteradas violações de monitoramento** feitas pelo réu. Essa confirmação reforça a decisão pela prisão preventiva.
Ao expedir o mandado de prisão, o juiz determinou que João Ricardo Rangel seja encaminhado para o Rio de Janeiro, onde responderá pelos crimes em questão. A decisão reforça a seriedade com que a Justiça trata o descumprimento de medidas judiciais e a necessidade de garantir a ordem pública.
Risco à ordem pública e à aplicação da lei penal
A fundamentação para a prisão preventiva, conforme a decisão judicial, baseia-se no **evidente risco à ordem pública e à aplicação da lei penal**. O comportamento do ex-CEO, incluindo a posse de documento falso e a desativação da tornozeleira eletrônica, são fatores que indicam a necessidade de sua custódia para evitar novas infrações e assegurar o andamento do processo judicial.


