Ex-advogado de serial killer é solto após pagar fiança por disparo de arma de fogo
O advogado Jean Carlos Cabreira, de 43 anos, foi solto neste domingo (8) após passar por audiência de custódia e pagar fiança no valor de R$ 4.863,00. Ele havia sido preso na madrugada de sábado, após efetuar um disparo de arma de fogo na Rua Afro Puga, no Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. A notícia foi divulgada pelo Campo Grande NEWS, que apurou os detalhes do caso.
Durante a abordagem policial, uma pistola Taurus G2C, sem registro, foi encontrada sob o banco do motorista do veículo Hyundai Creta. O suspeito confirmou ser o proprietário da arma e alegou ter atirado por “besteira”. Entre as medidas cautelares impostas pelo juiz estão a obrigação de manter o endereço atualizado e comparecer a todos os atos processuais, além de não se ausentar da residência por mais de oito dias sem autorização judicial.
Prisão e apreensão de arma
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após uma denúncia anônima informando que o condutor de um veículo teria efetuado um disparo. Ao localizarem o carro, os policiais abordaram os ocupantes e, durante a revista, encontraram a arma de fogo, um carregador e duas munições intactas de calibre 9mm. A arma estava carregada e pronta para uso.
Jean Carlos Cabreira admitiu ser o dono da arma e informou não possuir registro ou porte. Questionado sobre o disparo, confirmou ter atirado por “besteira” e mencionou a existência de um desafeto, sem dar detalhes. Conforme o Campo Grande NEWS checou, ele foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol) com o veículo e o armamento apreendidos.
Histórico de conflitos com a lei
Jean Cabreira possui um histórico de envolvimento em polêmicas e conflitos com a lei. Ele atuou na defesa do serial killer Cleber de Souza Carvalho, conhecido como “Pedreiro Assassino”. Em 2020, ele se envolveu em uma confusão na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), chamando policiais de “malandrinho” e acusando-os de interrogatório sem sua presença, o que resultou em um boletim de ocorrência de desacato.
Três meses antes, ele já havia tido atrito com a equipe policial no Cepol (Centro de Polícias Especializadas). Na ocasião, um boletim de ocorrência foi registrado por calúnia, após o advogado acusar uma autoridade policial de vazar informações sobre o caso do “Pedreiro Assassino” e tentar anular procedimentos policiais. O Campo Grande NEWS acompanhou esses desdobramentos.
Outras ocorrências registradas
O advogado também foi denunciado por agredir um homem em setembro de 2024, em uma tabacaria no Bairro Nova Lima. Na ocasião, após uma briga, ele deu um soco no rosto do segurança do local. Ao tentar agredir policiais militares, ele também teria dado cabeçadas e chutes na viatura ao ser colocado no veículo.
Em março de 2025, Jean foi preso por desacato e por dirigir sob influência de álcool. Durante a abordagem na Rua 14 de Julho, no Centro de Campo Grande, ele teria chamado policiais militares de “arrombados”. O caso foi registrado como disparo de arma de fogo e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

