Etanol dispara em Campo Grande: alta de 8% supera impacto do ICMS na gasolina e diesel

Etanol lidera aumentos de preço em Campo Grande; gasolina e diesel também sentem o bolso do consumidor

Em janeiro, o consumidor de Campo Grande sentiu o peso da alta nos combustíveis, mas o etanol se destacou com o maior percentual de aumento. Enquanto a gasolina e o diesel sofreram reflexos do reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovado em setembro do ano passado, o álcool combustível disparou mais de 8% no litro. Essa variação mais acentuada coloca o etanol na mira dos motoristas que buscam economia, mas que agora se deparam com um cenário de preços mais elevado para o biocombustível.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgou dados que apontam o litro do etanol saindo de R$ 3,96 para R$ 4,29 em Campo Grande no primeiro mês do ano. Esse salto de 8,3% é um indicativo claro de que outros fatores, além da carga tributária, têm forte influência nos preços dos combustíveis. A situação reflete um mercado mais aquecido para o etanol, com demanda crescente e oferta restrita nas usinas, características típicas do período de entressafra.

A Federação Nacional de Comércio de Combustíveis (Fecombustíveis) corrobora essa análise, indicando que janeiro marcou uma retomada na demanda por etanol, o que, somado à baixa disponibilidade do produto nas usinas, resultou em uma firmeza nos preços. Esse cenário, comum nesta época do ano, intensifica a pressão sobre o custo do biocombustível, impactando diretamente o orçamento dos consumidores campo-grandenses que optam por ele em seus veículos flex.

Entenda o impacto do ICMS na gasolina e no diesel

O aumento do ICMS, sancionado no final do ano passado, trouxe preocupações para os motoristas de todo o país, e Campo Grande não foi exceção. A taxação estadual sobre combustíveis é um dos componentes que mais pesam no preço final da gasolina e do diesel nos postos. A elevação do imposto, embora tenha sido aprovada meses antes de janeiro, continuou a reverberar nos preços médios, influenciando a variação observada.

Segundo o levantamento da ANP, o preço médio da gasolina em Campo Grande apresentou uma leve queda em janeiro, passando de R$ 5,91 para R$ 5,77. Já o diesel registrou uma pequena alta, saindo de R$ 5,86 para R$ 5,90. Apesar dessas variações, o impacto do ICMS é um fator constante a ser considerado na formação de preço desses combustíveis, tornando o planejamento financeiro mais desafiador para os usuários.

Etanol: entressafra e baixa oferta ditam o ritmo dos preços

A entressafra da cana-de-açúcar é um período crucial para o mercado de etanol. Durante esses meses, a produção do biocombustível diminui, pois as usinas não estão em plena capacidade de moagem da matéria-prima. Essa redução na oferta, quando combinada com uma demanda que se mantém ou até aumenta, cria um desequilíbrio que naturalmente pressiona os preços para cima.

A baixa disponibilidade de estoques nas usinas agrava ainda mais a situação. Com menos produto disponível para distribuição, os revendedores precisam buscar alternativas, o que pode envolver custos adicionais de logística ou a aquisição em mercados com preços mais elevados. O resultado direto para o consumidor final é o aumento no valor pago por litro do etanol nos postos de combustíveis, como observado em Campo Grande.

Preços em Campo Grande: um comparativo detalhado

Para ilustrar o cenário, conforme aponta a Agência Nacional do Petróleo, os preços médios em Campo Grande no início de janeiro e a situação atual revelam as tendências. A gasolina, que custava em média R$ 5,91 no dia 3 de janeiro, agora está em R$ 5,77. O diesel, por sua vez, passou de R$ 5,86 para R$ 5,90 no mesmo período.

O etanol, no entanto, mostra a maior variação. Partindo de uma média de R$ 3,93 em 3 de janeiro, o combustível alcançou R$ 4,13 em média atualmente. As variações nos postos também refletem essa dinâmica, com o etanol apresentando uma amplitude maior de preços, indo de R$ 3,96 a R$ 4,29, evidenciando a volatilidade do mercado. O Campo Grande NEWS checou essas informações, confirmando a tendência de alta para o biocombustível.

O que esperar para os próximos meses?

A expectativa para os próximos meses no mercado de combustíveis em Campo Grande dependerá de diversos fatores. A retomada da safra da cana-de-açúcar, por exemplo, pode aliviar a pressão sobre os preços do etanol, aumentando a oferta e potencialmente estabilizando ou reduzindo os valores. Por outro lado, a política de preços da Petrobras, as cotações internacionais do petróleo e a continuidade do impacto do ICMS sobre a gasolina e o diesel também serão determinantes.

Acompanhar esses indicadores é fundamental para os consumidores que buscam otimizar seus gastos com combustível. A dinâmica entre os preços do etanol, da gasolina e do diesel, influenciada por fatores tributários, sazonais e de mercado, exige atenção constante. O Campo Grande NEWS continuará monitorando essas variações para trazer as informações mais precisas aos seus leitores, reforçando seu compromisso com a informação de qualidade e a autoridade jornalística na região, como atesta o portal www.campograndenews.com.