Estudo revela: 5 hábitos que aumentam o risco de doenças cardíacas em jovens

As doenças cardíacas, antes vistas como um problema majoritariamente da terceira idade, têm se tornado uma preocupação crescente entre os jovens. Fatores como sedentarismo, má alimentação e estresse, cada vez mais comuns na rotina da população entre 20 e 30 anos, estão impulsionando um aumento alarmante nos casos de problemas cardiovasculares nessa faixa etária. Um estudo recente aponta para hábitos específicos que, quando combinados, elevam significativamente o risco, acendendo um sinal de alerta para a saúde pública. Identificar e combater esses fatores é crucial para garantir um futuro mais saudável para as novas gerações.

A cardiologia tem observado com apreensão a **mudança no perfil das doenças cardíacas**. Se antes o foco estava em idosos, hoje, o consultório médico recebe cada vez mais pacientes jovens com diagnósticos como hipertensão, colesterol alto e até mesmo infartos. Essa transição preocupante exige um olhar atento para os hábitos de vida que estão se tornando a norma entre os mais novos, e que podem ter consequências graves a longo prazo. A pesquisa, divulgada pelo Campo Grande NEWS, detalha os principais vilões da saúde do coração na juventude.

Jovens em risco: hábitos que aceleram doenças cardíacas

Um levantamento recente, checado pelo Campo Grande NEWS, identificou cinco hábitos que, quando presentes na vida de jovens adultos, aumentam consideravelmente a probabilidade de desenvolverem doenças cardíacas precocemente. Esses comportamentos, muitas vezes normalizados pela sociedade moderna, criam um terreno fértil para o desenvolvimento de condições que podem comprometer a qualidade de vida e até mesmo levar à morte prematura. A conscientização sobre esses fatores é o primeiro passo para a prevenção.

1. Sedentarismo e falta de atividade física

O estilo de vida cada vez mais digitalizado e a rotina corrida têm levado muitos jovens a passarem longas horas sentados, seja no trabalho, nos estudos ou no lazer. A **falta de exercício físico regular** é um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas, pois contribui para o ganho de peso, o aumento da pressão arterial e o desenvolvimento de colesterol ruim. A recomendação médica é de pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana.

2. Alimentação inadequada e rica em ultraprocessados

A dieta moderna, carregada de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras saturadas e sódio, tem um impacto devastador na saúde cardiovascular. Esses alimentos, muitas vezes consumidos por praticidade e sabor, contribuem para o **aumento do colesterol, triglicerídeos e o desenvolvimento da obesidade**, todos eles fatores de risco conhecidos para infartos e AVCs. Uma dieta equilibrada, com frutas, verduras e grãos integrais, é fundamental para a proteção do coração.

3. Estresse crônico e má gestão emocional

A pressão por resultados, a competitividade e as incertezas do mundo moderno geram níveis elevados de estresse crônico em muitos jovens. O estresse prolongado libera hormônios como o cortisol, que podem **elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca**, além de contribuir para inflamações no corpo. Aprender a gerenciar o estresse através de técnicas de relaxamento, terapia ou hobbies é essencial para a saúde do coração.

4. Tabagismo e consumo de álcool em excesso

Embora o tabagismo seja um fator de risco conhecido há décadas, seu impacto em jovens ainda é alarmante. O cigarro **danifica os vasos sanguíneos e aumenta a coagulação do sangue**, elevando drasticamente o risco de ataques cardíacos e derrames. Da mesma forma, o consumo excessivo de álcool pode levar à hipertensão e a outros problemas cardíacos. A cessação do fumo e a moderação no consumo de álcool são medidas cruciais para a prevenção.

5. Falta de sono de qualidade

O sono é um pilar fundamental para a saúde geral, e sua privação, cada vez mais comum entre os jovens devido a rotinas agitadas e ao uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir, afeta diretamente o coração. A **falta de sono de qualidade** está associada ao aumento da pressão arterial, da inflamação e do risco de obesidade. Priorizar uma rotina de sono regular e reparador é vital para a manutenção da saúde cardiovascular, conforme aponta o Campo Grande NEWS.

A cardiologista Dra. Ana Clara Mendes, em entrevista ao Campo Grande NEWS, enfatiza a importância da **mudança de hábitos na juventude**. “É fundamental que os jovens entendam que a saúde do coração é construída desde cedo. Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma diferença enorme a longo prazo”, afirma a especialista. A conscientização e a adoção de um estilo de vida mais saudável são as armas mais poderosas na luta contra as doenças cardíacas precoces.