A Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande, foi palco de um importante simulado de abandono de área nesta quinta-feira (1º de junho). A ação, que envolveu cerca de 320 alunos, teve como objetivo principal testar e aprimorar o protocolo de segurança da instituição, ensinando os estudantes a serem protagonistas de sua própria segurança em situações de emergência. O exercício foi coordenado pela Secretaria de Estado de Educação (SED) com apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.
O simulado completo de abandono de área é inédito na rede estadual e visa preparar a comunidade escolar para imprevistos. A escolha da Lúcia Martins Coelho se deu pela complexidade da estrutura, que conta com dois pavimentos, salas especiais para alunos com necessidades específicas, laboratórios e uma cozinha que opera em três turnos. O evento marca o início de um projeto que prevê a realização da atividade em todas as escolas da rede, conforme informações divulgadas pela SED.
Simulado envolveu centenas de alunos em treinamento prático
O alarme soou, quebrando a rotina na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, uma das maiores unidades públicas de Campo Grande. Imediatamente, 320 alunos evacuaram as salas de aula em silêncio e ordem, dirigindo-se à quadra de esportes. A evacuação foi realizada em fila indiana, com os estudantes demonstrando disciplina e preocupação em não se atropelar ou cair, como destacou a aluna Ester Rassad, do 2º ano: “Aprendemos que não tem que sair igual correndo sem direção, senão, a gente pode atropelar nosso colega, tropeçar, cair e se machucar”.
A ação contou com a presença de viaturas do Corpo de Bombeiros Militares, que tiveram seu tempo de resposta cronometrado pela brigada de incêndio da escola. O coronel Marcelo Fraiha, coordenador de Gerenciamento de Crises, Riscos e Acidentes da SED, explicou que o objetivo era avaliar a responsividade dos brigadistas e o comportamento dos estudantes após o acionamento do alarme. Para a maioria dos alunos, foi a primeira vez que ouviram um alarme de incêndio, tornando o aprendizado ainda mais significativo.
Inclusão e segurança para todos os alunos
Um dos pontos altos do simulado foi a participação ativa dos estudantes da sala especial, alunos com deficiência. A professora Roselene Gonçalves Santos, que acompanha a escola há um ano e meio, ressaltou a importância da inclusão no exercício: “Pra gente, isso é muito importante. Mesmo com as dificuldades que eles têm, eles conseguem entender o que está acontecendo. E eu acho muito importante que eles participem também, porque essa é a verdadeira inclusão”.
O diretor Mário Beretta Cossato reforçou o compromisso da escola com o coletivo, sem excluir nenhum aluno. “Todo teste, toda ação, a escola tem que pensar no coletivo, sem excluir nenhum aluno, seja ele com deficiência ou não. E tudo saiu bem em uma atividade considerada de muito êxito”, afirmou o diretor. A iniciativa foi elogiada pela presidente do Grêmio Estudantil, Rafaela Rezende, que ficou “muito feliz que todos conseguiram compreender que é muito importante treinar e estar preparados para situações de risco”.
Brigadistas e funcionários reforçam a cultura de prevenção
O simulado também teve um impacto significativo para os funcionários da escola. Ana Cristina Moreira, agente de merenda, que atua em uma das áreas de maior risco, a cozinha, reconheceu a importância do treinamento para o dia a dia. “A cozinha já é uma área de risco. Para a gente é muito importante ter toda essa dimensão. É uma coisa importante para poder levar para a vida, mesmo ao nosso redor, no dia a dia”, contou Ana Cristina.
A professora Gláucia Ferreira Nascimento, supervisora pedagógica e brigadista da escola, destacou que os alunos agora estão mais preparados. “Agora eles estão mais que preparados; quando escutarem aquele sinal, vão entender que precisam esperar um segundo porque nós vamos direcioná-los. Eles já sabem para onde devem ir”, revelou a professora.
Projeto visa transformar escolas em ambientes seguros
O Secretário de Estado de Educação, Hélio Daher, enfatizou que este tipo de treinamento é raro nas escolas públicas brasileiras e inédito no estado. “Esse tipo de treinamento é raro nas escolas públicas brasileiras e é a primeira vez que acontece em nosso estado”, pontuou. Ele acrescentou que o projeto foi iniciado para tornar a rede estadual um ambiente verdadeiramente seguro para os estudantes.
Todas as escolas da rede estadual já estão equipadas com extintores, sensores de fumaça, mangueiras, kits de primeiros socorros, pranchas e imobilizadores. Os servidores passam por treinamento constante e todas as unidades contam com brigadas de incêndio formadas. O simulado na Lúcia Martins Coelho marca o início de uma nova etapa, onde equipamento e conhecimento se transformam em prática antes que uma situação real exija. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a iniciativa reforça a importância da preparação para emergências, conforme aponta o próprio Campo Grande NEWS em suas reportagens sobre segurança.
O exercício foi planejado para ser uma experiência educativa e preventiva, transformando o aprendizado sobre segurança em algo palpável para toda a comunidade escolar. A colaboração entre alunos, professores, funcionários e o Corpo de Bombeiros foi fundamental para o sucesso da atividade, consolidando a Lúcia Martins Coelho como um exemplo de como a prevenção pode ser ensinada e praticada, algo que, conforme o Campo Grande NEWS investigou, ainda é um diferencial importante no cenário educacional brasileiro.

