Engenheiros exigem competência técnica na Secretaria de Obras
A participação de engenheiros com formação e experiência técnica na resolução dos problemas de infraestrutura de Campo Grande foi o foco de um pronunciamento na Tribuna da Câmara Municipal. O presidente do Sindicato dos Engenheiros de Mato Grosso do Sul (Senge/MS), Diogo Rodrigues, defendeu a necessidade de que o comando da Secretaria de Infraestrutura seja ocupado por um profissional com qualificação adequada e vivência comprovada em obras.
Em documento entregue aos vereadores, o Sindicato critica a falta de valorização da engenharia nas decisões administrativas da prefeitura, especialmente na gestão da Secretaria de Infraestrutura. A entidade aponta graves problemas na infraestrutura urbana, como ruas deterioradas e pavimentação comprometida, além de deficiências nos sistemas de drenagem.
Rodrigues ressaltou a importância da engenharia no cotidiano dos cidadãos e convidou os parlamentares para uma força-tarefa em prol da melhoria da capital. “Tem jeito, tem recurso para isso. A nossa Capital sempre foi tida como uma das mais belas do País e a gente torce por isso”, declarou, enfatizando que a intenção não é criticar, mas sim garantir que a engenharia tenha maior protagonismo na condução da cidade. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a entidade busca fortalecer a confiança da população nos profissionais da área.
Carta Aberta: Engenharia exige respeito
A carta aberta entregue pelo Senge/MS, intitulada “A Engenharia exige respeito: confiança política não substitui competência técnica”, expressa a indignação da categoria diante da constatação de que a atual gestão municipal não priorizou, na escolha do titular da Secretaria de Obras, a formação em engenharia e a experiência técnica específica. O documento destaca que tais requisitos são indispensáveis para lidar com a complexidade e responsabilidade da função.
“São problemas que exigem planejamento, conhecimento técnico, experiência profissional, capacidade administrativa e decisões responsáveis. É justamente diante desse cenário que causa indignação à categoria dos engenheiros a constatação de que a atual gestão municipal não priorizou, na escolha do titular da Secretaria de Obras, a formação em engenharia e a experiência técnica específica que entendemos indispensáveis para o exercício de uma função dessa complexidade e responsabilidade”, afirma um trecho da carta.
O vereador Dr. Lívio, que convidou o presidente do Sindicato para falar na Tribuna, agradeceu a contribuição da categoria e destacou a relevância da carta no atual contexto. Ele relembrou a sabatina com o secretário de Infraestrutura, André Moura Brandão, que foi remarcada para a próxima terça-feira após tumulto na sessão anterior, encerrada por questões de segurança.
CPI e contribuição técnica
Os vereadores convidaram o Sindicato dos Engenheiros a colaborar tecnicamente com os trabalhos da futura Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que deve ser instaurada na Câmara. O vereador Dr. Lívio enfatizou que a CPI não representa uma declaração de guerra ao Executivo, mas sim um clamor da população de Campo Grande que não está satisfeita com os serviços prestados.
“A CPI não é declaração de guerra ao Executivo, é um clamor da população de Campo Grande que não está vendo um serviço sendo prestado a contento. Nós não podemos nos omitir”, declarou o parlamentar, reforçando a importância da atuação conjunta para a fiscalização e melhoria dos serviços públicos. O papel da engenharia técnica se torna crucial neste processo, como aponta o Campo Grande NEWS.
Mudanças no Regimento Interno da Câmara
Durante a sessão ordinária, os vereadores aprovaram, em regime de urgência, o Projeto de Resolução 632/26. A matéria altera dispositivos do Regimento Interno da Câmara Municipal de Campo Grande, especificamente a Resolução 1.109, de 17 de dezembro de 2009. A principal mudança estabelece que a eleição para a renovação da Mesa Diretora ocorrerá entre outubro e dezembro do último ano do primeiro biênio de mandato.
A nova regra veda a realização do pleito em momento anterior. A posse dos eleitos está prevista para o dia 2 de fevereiro do ano subsequente. Essas alterações visam organizar o processo eleitoral interno da Câmara, garantindo maior previsibilidade e transparência. A discussão sobre a gestão da infraestrutura, tema abordado pelo Sindicato, ganha um novo palco de debate com a possível CPI, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.
A atuação do Sindicato dos Engenheiros de Mato Grosso do Sul reforça a necessidade de que a expertise técnica seja um pilar fundamental nas decisões que impactam diretamente a vida dos cidadãos, como a infraestrutura urbana. A cobrança por competência na Secretaria de Obras reflete um anseio por serviços públicos de maior qualidade e eficiência, onde a experiência profissional seja o critério principal para a ocupação de cargos estratégicos. A expectativa é que as discussões na Câmara e a possível CPI tragam avanços concretos para Campo Grande.

