Empresário de Dourados, Valter da Comagran, estreia no Senado com foco em transparência e diálogo

O empresário Valter Juvenal de Oliveira, conhecido como Valter da Comagran, de 57 anos, faz sua estreia no cenário eleitoral concorrendo a uma vaga no Senado pelo PRD (Partido Renovação Democrática). Natural de Dourados, ele traz consigo a bagagem de décadas de atuação no setor privado, com o objetivo de aplicar sua experiência na gestão pública e promover maior responsabilidade com os recursos do estado. Sua trajetória, ligada ao agronegócio, comércio e à relação com produtores rurais, empresários e trabalhadores, o motivou a entrar na disputa política, acreditando que sua vivência pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. O empresário declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 16,3 milhões, concentrado em participações societárias e terrenos, conforme divulgado pelo Campo Grande NEWS.

Experiência empresarial como trunfo na política

Valter da Comagran expressou que sua decisão de ingressar na política partiu do desejo de fazer algo diferente por Mato Grosso do Sul, indo além de cuidar apenas de seus negócios e família. Ele enfatiza que sua história foi construída com trabalho, geração de empregos e pagamento de impostos, e que agora busca aplicar essa mesma lógica de responsabilidade na administração pública. A principal bandeira de sua campanha é a de promover a transparência nos recursos públicos e a fiscalização mais rigorosa das emendas parlamentares, garantindo que os impostos arrecadados retornem em serviços de qualidade para a população. Ele acredita que, ao conhecer de perto a realidade tanto do produtor rural quanto do empresário, pode atuar como um elo de equilíbrio e eficiência.

A campanha, apesar de intensa e diferente de sua rotina empresarial, tem sido uma oportunidade para apresentar suas propostas aos eleitores. Valter tem percorrido cidades onde possui relações construídas ao longo de mais de 20 anos de trabalho. Ele reconhece que a estrutura limitada do partido representou um desafio para alcançar todas as regiões do estado, o que o levou a utilizar as redes sociais como ferramenta importante para dialogar com eleitores em municípios mais distantes. A campanha eleitoral, que teve duração de cerca de 40 a 45 dias, exigiu um esforço considerável para cobrir um estado do tamanho de Mato Grosso do Sul, conforme relatado pelo próprio candidato ao Campo Grande NEWS.

Posicionamentos sobre temas relevantes

Em relação ao debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, Valter da Comagran defende a busca por melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores, mas ressalta a necessidade de avaliar cuidadosamente o impacto dessas mudanças sobre as pequenas e médias empresas. Ele, que já trabalhou sob o regime CLT, entende a importância do equilíbrio entre empregadores e empregados, e defende que qualquer alteração seja construída através de diálogo e responsabilidade. Ele acredita que o trabalhador merece ter mais tempo para a família, mas que as particularidades do comércio e da indústria precisam ser consideradas.

Sobre as apostas esportivas, o candidato propõe uma regulamentação mais rígida. Valter argumenta que essas plataformas precisam de um controle mais efetivo para evitar que se tornem um problema social, impactando negativamente famílias e jovens. Ele expressou preocupação com o uso dessas plataformas de forma a desestruturar famílias ou incentivar o individualismo, especialmente entre os mais jovens, e defende que as apostas sejam mais controladas e regulamentadas. Ele vê a necessidade de proteger a sociedade de possíveis efeitos negativos, conforme divulgado pelo Campo Grande NEWS.

Visão sobre polarização e o papel do Senado

Ao abordar a polarização política no país, Valter da Comagran considera que o confronto de ideias é inerente à democracia, mas critica a disputa pelo controle político que, em sua visão, pode ofuscar as propostas. Ele defende que as divergências sejam tratadas com diálogo e respeito ao contraditório. Para ele, o Senado tem um papel crucial nos próximos anos, com a responsabilidade de analisar projetos e mudanças legislativas importantes para o Brasil. A eleição de senadores com independência e senso de responsabilidade é vista como fundamental neste cenário.

Valter também se posicionou sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que apoiaria pedidos de impeachment de ministros caso sejam comprovadas irregularidades. Ele critica o que percebe como um distanciamento entre autoridades e a realidade da população, mas reforça que decisões devem ser baseadas em investigações e provas concretas. Ele acredita que um senador deve ter autonomia para tomar suas decisões, sem se condicionar a interesses pessoais ou situações específicas, e que o eleito deve cumprir o mandato para o qual foi escolhido pelo povo, defendendo a Constituição brasileira.