Campo Grande foi escolhida para sediar uma base regional da Força Nacional do SUS (ForSUS), um passo crucial na estratégia do Governo Federal para aprimorar a resposta a emergências em saúde diante de eventos climáticos extremos, como o fenômeno El Niño. A previsão é que a unidade seja implantada em novembro de 2026, integrando uma rede nacional de nove bases regionais destinadas a descentralizar e agilizar o atendimento.
O anúncio foi feito durante a reunião virtual “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027 – Região Centro-Oeste”, um evento que reuniu autoridades governamentais e jornalistas para discutir os preparativos para os próximos anos, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo que prevê um investimento total de R$ 1,335 bilhão em ações de prevenção e resposta a desastres, com foco em segurança alimentar e fortalecimento da infraestrutura de saúde.
A descentralização da Força Nacional do SUS, segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, tem como objetivo aproximar os recursos e equipes especializadas dos territórios mais vulneráveis. Essa medida visa, principalmente, **reduzir o tempo de resposta** em situações de desastre e ampliar o suporte em cenários de emergência, fortalecendo a capacidade local de pronta resposta e garantindo educação permanente para os profissionais da área.
Rede nacional de bases regionais
A instalação da base em Campo Grande faz parte de um planejamento federal que contempla a criação de **nove bases regionais da Força Nacional do SUS** espalhadas pelo país. Essa rede visa otimizar a logística e a eficiência no atendimento a emergências de saúde pública, especialmente em contextos de eventos climáticos extremos associados ao El Niño. Além de Campo Grande, outras cidades já tiveram bases anunciadas ou documentadas, como Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Recife (PE), Belém (PA), Manaus (AM) e Porto Velho (RO). Cuiabá (MT) também está entre as cidades que receberão um Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC).
O Ministério da Saúde informou que as bases regionalizadas permitirão o **deslocamento rápido de equipes** para áreas afetadas, com a meta de chegar em até 48 horas. Essa agilidade é fundamental para mitigar os impactos de desastres naturais e garantir a continuidade do atendimento à população em momentos críticos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a estrutura de Campo Grande ainda carece de detalhes operacionais, como endereço exato, número de profissionais designados, equipamentos disponíveis e a área específica de abrangência da base, bem como o investimento financeiro direcionado especificamente para sua implantação.
Investimento bilionário para enfrentar o El Niño
A criação das bases da ForSUS é apenas uma parte de um pacote robusto de ações federais para lidar com os potenciais impactos do El Niño nos próximos anos. O Governo Federal prevê um aporte de **R$ 1,335 bilhão** para diversas frentes de atuação. A maior fatia desses recursos, R$ 850 milhões, será destinada à formação de **estoques públicos de alimentos**. A iniciativa inclui a compra de 310 mil toneladas de arroz, em resposta ao risco de quebra de safra na Região Sul, e 180 mil toneladas de milho, priorizando o atendimento ao semiárido nordestino.
Outros recursos significativos incluem R$ 337 milhões para prevenção e combate a incêndios, R$ 65 milhões para a distribuição de 350 mil cestas de alimentos, R$ 13 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) voltado a agricultores do Norte, e R$ 25 milhões para o monitoramento de rios. Para a área da saúde, especificamente para os CISC e a Força Nacional do SUS, estão reservados R$ 45 milhões. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o foco é **garantir a segurança alimentar e hídrica**, além de fortalecer a infraestrutura de saúde para responder a eventos extremos.
A estratégia de descentralização da Força Nacional do SUS, conforme o Campo Grande NEWS checou, representa um avanço na capacidade de resposta do Brasil a emergências climáticas e sanitárias. A intenção é criar uma estrutura **mais resiliente e ágil**, capaz de atender às demandas crescentes de uma população cada vez mais exposta a eventos extremos. A previsão de implantação em novembro de 2026 para a base de Campo Grande demonstra o planejamento a longo prazo do governo para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

