Dois homens que saíram de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, foram presos em flagrante com cerca de 24 quilos de drogas escondidas em um carro na BR-262, em Florestal, Minas Gerais, na noite de quarta-feira (30). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a dupla transportava 18 tabletes de skunk, três de cocaína e dois de pasta base. A prisão foi mantida pela Justiça na quinta-feira (1º).
Homens levavam drogas de MS para MG
Noir Gomes de Souza, de 56 anos, e Reinaldo Ota Barbosa, de 45 anos, ambos moradores de Campo Grande, foram abordados pelos policiais rodoviários federais no km 384 da BR-262. A fiscalização começou após os agentes perceberem que o carro em que viajavam estava com os faróis apagados. Durante a abordagem, os ocupantes demonstraram nervosismo e apresentaram versões conflitantes sobre o motivo da viagem.
Inicialmente, os suspeitos disseram que haviam saído de Campo Grande com destino a Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde venderiam cotas de um clube. No entanto, a história mudou após os policiais sentirem um forte cheiro de maconha vindo do interior do veículo.
Uma busca mais detalhada revelou a droga escondida nas portas dianteira do lado do passageiro e em ambas as portas traseiras do carro. Ao todo, foram apreendidos 18 tabletes de skunk, pesando aproximadamente 24 quilos, além de três tabletes de cloridrato de cocaína e dois de pasta base de cocaína. Conforme o depoimento de um policial rodoviário federal à Polícia Federal, o peso bruto total da droga chegou a cerca de 24 quilos.
Droga estava escondida nas portas do veículo
A apreensão das drogas representa um duro golpe contra o tráfico na região. A Polícia Rodoviária Federal agiu com precisão ao identificar a movimentação suspeita e, com base na experiência, procedeu com a revista minuciosa do veículo. O material apreendido, segundo a PRF, totalizou 18 tabletes de skunk, três de cocaína e dois de pasta base.
Além dos entorpecentes, foram apreendidos dois celulares e R$ 674 em dinheiro, que podem conter pistas sobre a rede de distribuição e os compradores. A ação da PRF demonstra a importância da fiscalização constante nas rodovias para combater o crime organizado. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a atuação das forças de segurança tem sido fundamental para inibir o fluxo de drogas no país.
Suspeitos dizem que foram contratados por “Mestre”
Após a prisão, os dois homens confessaram à Polícia Federal que foram contratados por um indivíduo conhecido pelo apelido de “Mestre” para transportar a droga. Segundo a versão apresentada por Noir e Reinaldo, “Mestre” teria oferecido uma quantia em dinheiro, que seria dividida entre eles, pelo serviço de transporte.
Eles afirmaram ter conhecido “Mestre” em uma pousada na cidade turística de Bonito, no interior de Mato Grosso do Sul. A droga, segundo o relato, foi recebida em Campo Grande, no bairro Caiobá, de uma pessoa que eles disseram não conhecer. O destino final seria Contagem, onde a carga seria entregue a um contato indicado posteriormente por “Mestre”.
Um detalhe que chamou a atenção durante a ocorrência foi que, enquanto o flagrante era elaborado, um contato identificado no celular de Noir como “Mestre 2” tentou ligar para ele, segundo informou a PRF. Essa ligação pode ser uma pista importante para a identificação de outros envolvidos na quadrilha.
Motorista dirigia com CNH vencida
Além da grave acusação de tráfico de drogas, Noir Gomes de Souza, que conduzia o veículo, foi autuado por dirigir com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida. Ele também informou ter comprado o carro, um Corolla, em uma garagem em Campo Grande, mas que ainda não havia realizado a transferência de propriedade para o seu nome.
O veículo foi apreendido e levado para um pátio conveniado da PRF em Juatuba, Minas Gerais. Os dois homens foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, onde permanecerão à disposição da Justiça. Durante o interrogatório, Noir optou por permanecer em silêncio e solicitou acompanhamento da Defensoria Pública, enquanto Reinaldo deve prestar mais detalhes sobre a operação.
A investigação agora segue sob responsabilidade da Polícia Federal, que buscará identificar outros membros da organização criminosa e desvendar a identidade do misterioso “Mestre”. A colaboração da população, através de denúncias anônimas, é fundamental para o sucesso dessas investigações. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a inteligência policial trabalha para desarticular redes inteiras de tráfico. O caso reforça a importância de operações conjuntas entre as polícias para garantir a segurança pública.

