O cansaço e a dor de cabeça persistente, sintomas que poderiam ser facilmente ignorados, serviram como um alerta crucial para a família do pequeno Noah Campagnollo Moura, de apenas 2 anos e 9 meses, de Campo Grande (MS). O que parecia um mal-estar comum evoluiu para a descoberta de um tumor cerebral maligno, mudando drasticamente a rotina da família em menos de um mês.
A jornada de Noah começou com queixas de dor e um sono incomum. A preocupação dos pais os levou a buscar atendimento médico, resultando em exames que confirmaram a gravidade da situação. O caso ressalta a importância de observar atentamente os sinais que as crianças apresentam e a busca por diagnóstico médico quando algo foge do comum. Conforme relatado ao Campo Grande NEWS, a descoberta ocorreu no início de fevereiro, após o menino começar a se queixar de dores de cabeça frequentes e demonstrar um cansaço acentuado.
“Ele só pedia para dormir e tinha muita dor de cabeça”, relembra o avô materno, Luiz Carlos Pereira de Moura, de 49 anos. A percepção de que não se tratava de uma dor de cabeça comum motivou a ida ao médico. O primeiro atendimento foi realizado no Hospital da Cassems, em Campo Grande. A tomografia computadorizada de crânio, realizada em 7 de fevereiro, revelou a presença do tumor.
Primeira cirurgia e o diagnóstico de malignidade
Dois dias após a descoberta, em 9 de fevereiro, Noah passou por uma cirurgia emergencial para drenar o excesso de líquido no cérebro. O procedimento foi necessário devido à pressão exercida pelo tumor, que, segundo os médicos, era a causa das dores e de outros sintomas como problemas de coordenação motora, emagrecimento e irritabilidade. Para garantir a drenagem contínua e prevenir o acúmulo de líquido caso o tumor crescesse, um cateter foi instalado no crânio do menino. Essa primeira intervenção, realizada na rede particular, teve um custo de aproximadamente R$ 136 mil, valor coberto por economias familiares e apoio de amigos e parentes.
Segunda cirurgia e a batalha contra o tumor
Apesar da primeira cirurgia ter aliviado os sintomas, a recomendação médica é clara: uma segunda intervenção é necessária para a retirada completa do tumor. O procedimento mais complexo será realizado no Hospital de Amor, em Barretos (SP), um centro de referência para o tratamento de câncer infantil. “Vão tentar retirar 100%, mas é uma cirurgia de difícil acesso, porque o tumor está grande”, explica o avô, ressaltando a gravidade do quadro. A decisão de transferir Noah para Barretos foi baseada na expertise da equipe médica local em lidar com casos oncológicos pediátricos.
Vaquinha virtual e apoio da comunidade
Diante dos custos elevados do tratamento, incluindo a futura cirurgia, quimioterapia e radioterapia, além das despesas com hospedagem e alimentação em outra cidade, a família organizou uma vaquinha virtual. A meta estabelecida é de R$ 150 mil. Até o momento, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, mais de R$ 101 mil já foram arrecadados, demonstrando a solidariedade da comunidade. Além da vaquinha online, um almoço beneficente foi organizado em Campo Grande para angariar mais fundos. Os recursos serão essenciais para cobrir os gastos durante o período de tratamento intensivo.
Esperança e a força da união familiar
A mãe de Noah, Eduarda Campagnollo Moura, de 27 anos, precisou parar de trabalhar para acompanhar o filho em Barretos, onde o avô também se deslocou para oferecer suporte. A proximidade com a criança é um fator importante, pois Noah é muito apegado à família. A jornada é desafiadora, mas a família demonstra união e esperança. “Temos noção de que essa fase será difícil, mas estamos juntos para superar”, afirma o avô. O apoio recebido, tanto financeiro quanto em mensagens de fé e orações, tem sido fundamental para manter o ânimo em meio à adversidade. O caso de Noah evidencia a importância da atenção aos detalhes na saúde infantil e a força da solidariedade em momentos de crise, como mostra a cobertura do Campo Grande NEWS sobre a mobilização em prol do menino.

