O dólar comercial fechou a sexta-feira (13) em R$ 5,229, com alta de 0,57%, superando novamente a marca de R$ 5,20. Essa movimentação ocorreu em um dia de **turbulência no mercado externo** e ajustes pré-carnaval no Brasil. A bolsa de valores, por sua vez, recuou pelo segundo dia consecutivo, refletindo a realização de lucros por parte dos investidores que buscam embolsar ganhos recentes. A cotação do dólar atingiu R$ 5,25 no pico da sessão, mas desacelerou com a atenuação das tensões nos Estados Unidos. Apesar da alta semanal de 0,18%, a divisa acumula queda de 4,72% em 2026. Conforme informações da Reuters, a divulgação da inflação ao consumidor nos EUA em 0,2% em fevereiro não foi suficiente para animar os mercados, especialmente com a criação de empregos acima do esperado, o que diminui as chances de corte de juros pelo Federal Reserve. Paralelamente, a **bolha no setor de inteligência artificial** continua a pesar sobre o mercado financeiro. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o índice Nasdaq, focado em tecnologia, caiu 0,22%, enquanto outros índices americanos fecharam em leve alta. No cenário interno, a realização de lucros foi um fator dominante, com investidores aproveitando as quedas recentes do dólar para comprar a moeda mais barata e as altas na bolsa para vender ações e garantir lucros.
Mercados globais em alerta com dados econômicos dos EUA
A divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos gerou incertezas no mercado financeiro global. A inflação ao consumidor nos EUA, registrada em 0,2% em fevereiro, embora moderada, não foi suficiente para dissipar as preocupações dos investidores. Mais impactante foi o relatório sobre a criação de empregos, divulgado na quarta-feira (12), que superou as expectativas. Esse cenário eleva a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manter as taxas de juros elevadas por mais tempo, o que tende a **desestimular investimentos em mercados emergentes** como o Brasil.
A perspectiva de juros altos nos EUA pode levar a uma fuga de capitais de países com maior risco, como o Brasil, pressionando a cotação do dólar. Além disso, a persistente preocupação com uma possível bolha no setor de inteligência artificial tem afetado negativamente as ações de empresas de tecnologia. O índice Nasdaq, que concentra grande parte dessas empresas, apresentou queda de 0,22% na sexta-feira, refletindo esse sentimento de cautela.
Ibovespa acompanha volatilidade externa e realiza lucros
A bolsa de valores brasileira, representada pelo índice Ibovespa, também sentiu os efeitos da instabilidade internacional e da realização de lucros. O Ibovespa fechou o pregão com queda de 0,69%, aos 186.464 pontos, após ter chegado a cair 1,99% no início da tarde. A recuperação parcial foi influenciada pela alta no preço do petróleo, que impulsionou as ações de petroleiras, e por uma melhora nas bolsas americanas no final do dia. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa dinâmica de **altas e baixas reflete um mercado em busca de equilíbrio** diante de notícias contraditórias.
A realização de lucros foi um fator chave para a queda do Ibovespa. Muitos investidores aproveitaram o período pré-carnaval e as recentes valorizações para vender suas posições e garantir o capital. A estratégia de comprar dólar barato, quando a moeda estava em patamares inferiores, e agora realizar lucros na bolsa, demonstra uma **movimentação tática dos investidores** em busca de otimizar seus retornos no curto prazo.
Dólar em alta, mas com queda semanal; Fatores internos e externos em jogo
Apesar da alta de 0,57% na sexta-feira, que levou o dólar a R$ 5,229, a divisa americana registrou uma valorização modesta de 0,18% ao longo da semana. No acumulado de 2026, o dólar apresenta uma **queda expressiva de 4,72%**, indicando uma tendência de valorização do real em períodos mais longos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a volatilidade observada na sexta-feira é comum em mercados influenciados por eventos externos e pela proximidade de feriados, que podem intensificar movimentos de compra e venda.
A combinação de fatores internacionais, como as decisões de política monetária nos EUA e as preocupações com a inteligência artificial, com a dinâmica interna de realização de lucros, criou um cenário complexo para os mercados. A capacidade do Brasil de atrair investimentos e manter a estabilidade econômica será crucial para influenciar o comportamento do dólar e da bolsa nos próximos meses.


