Dólar fecha em alta a R$ 5,11 em dia de tensão global e bolsa em compasso de espera

O dólar comercial encerrou a semana com leve alta, cotado a R$ 5,111, refletindo a aversão ao risco global em meio a tensões geopolíticas crescentes no Oriente Médio. A bolsa brasileira, o Ibovespa, por sua vez, interrompeu uma sequência de ganhos e ficou praticamente estável, oscilando em torno dos 173.714,08 pontos. O dia foi marcado pela disparada dos preços do petróleo, que amenizaram as perdas da moeda brasileira e impulsionaram as ações da Petrobras, mas não foram suficientes para evitar um saldo negativo no índice acionário. Conforme informação divulgada pela Reuters, o pessimismo com empresas de inteligência artificial também contribuiu para o clima de cautela nos mercados internacionais.

Mercados globais em alerta com conflito e IA

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, como o dólar, o que favoreceu a moeda norte-americana frente às divisas de países emergentes. O dólar chegou a atingir a máxima de R$ 5,133 durante o pregão, mas recuou na parte da tarde. Apesar da pressão externa, o real apresentou um desempenho relativamente melhor do que outras moedas de mercados emergentes, em parte devido à alta do petróleo, que beneficia a balança comercial brasileira.

O barril do petróleo Brent, referência para a Petrobras, avançou 4,59%, fechando a US$ 88,10. O WTI, do Texas, subiu 4,48%, a US$ 82,49. As duas referências acumulam valorização de cerca de 16% na semana, alimentando receios de novos choques de oferta e pressão sobre os preços da energia, com potencial impacto na inflação global e nas decisões de política monetária dos bancos centrais. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a preocupação com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o escoamento de petróleo, intensificou o movimento de alta dos preços.

Ibovespa resiste, mas perde fôlego no fechamento

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira com uma leve queda de 0,06%, marcando sua primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta em parte do pregão, mas cedeu à medida que os juros futuros avançaram e ações ligadas ao consumo passaram a liderar as perdas. O desempenho das ações da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, foi um dos fatores que limitaram as perdas do índice. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a alta do petróleo Brent para US$ 88,10 o barril foi um alívio para as ações da estatal.

Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, e empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas. Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira, medida pelo IBC-Br de maio, e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No cenário internacional, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando a migração para ativos de menor risco.

Real tem desempenho resiliente apesar do cenário adverso

O dólar à vista fechou com alta de 0,24%, a R$ 5,111. Na semana, a variação foi praticamente nula, e em julho, a moeda acumula queda de 1%. Em 2026, o dólar registra desvalorização de 6,88% frente ao real. Apesar do cenário externo desfavorável, o real mostrou resiliência, superando o desempenho de outras moedas emergentes. A valorização do petróleo beneficiou as perspectivas para os termos de troca do Brasil, um importante exportador da commodity, o que ajudou a reduzir parte da pressão cambial. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a alta do petróleo Brent para US$ 88,10 o barril teve um impacto positivo na percepção de risco do real.

A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a demanda por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda norte-americana. A divisa chegou a atingir a máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30, mas perdeu força ao longo da tarde. O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permaneceu em segundo plano para os investidores diante da magnitude dos eventos geopolíticos globais.

Impacto da guerra e da IA nos mercados

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã. A preocupação com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo, impulsionou os preços. O barril do tipo Brent avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10. O barril WTI subiu 4,48%, a US$ 82,49. As duas referências acumulam valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de que a escalada do conflito provoque novos choques de oferta e mantenha elevada a pressão sobre os preços da energia.

No cenário de tecnologia, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais. Esse movimento reforçou a tendência de migração para ativos com menor risco, impactando negativamente o setor de tecnologia e, por consequência, a bolsa brasileira que também sentiu o reflexo desse pessimismo. A combinação de fatores geopolíticos e de incertezas no setor de tecnologia moldou o comportamento dos investidores na semana.