Dez enfermeiras grávidas ao mesmo tempo em maternidade vivem ‘baby boom’

Dez enfermeiras grávidas ao mesmo tempo em maternidade vivem ‘baby boom’

Em uma coincidência que está encantando a todos, dez enfermeiras da Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, estão grávidas simultaneamente. A situação inusitada gerou um verdadeiro “baby boom” na unidade de saúde, que reuniu sete delas para uma emocionante foto em frente ao hospital. A maternidade, conhecida por acolher e cuidar de inúmeras gestantes e recém-nascidos diariamente, agora vê suas próprias profissionais experimentando a maternidade na pele, ou melhor, na barriga. Essa “energia de maternidade” contagiante tem sido o assunto do momento entre colegas e pacientes, conforme divulgado pela própria instituição em suas redes sociais, levantando a questão se o ambiente de trabalho, cercado pela chegada de novos bebês, influencia essa onda de gestações. A equipe de enfermagem, acostumada a orientar e apoiar outras mães, agora se prepara para viver essa jornada transformadora, muitas delas escolhendo o mesmo local de trabalho para dar à luz seus filhos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa é a primeira vez que a maternidade registra um “baby boom” dessa proporção, exigindo uma reorganização das equipes para garantir a continuidade do atendimento de excelência. A experiência de transitar do papel de cuidadora para o de gestante traz uma nova perspectiva e um sentimento ainda maior de acolhimento e segurança para as futuras mamães, que estão cercadas por colegas experientes e dedicados. Essa troca de experiências, como aponta a enfermeira-chefe Viviane Wolff, é gratificante e demonstra a força do vínculo entre as profissionais e o ambiente hospitalar. A situação, embora surpreendente, reforça a atmosfera de cuidado e esperança que permeia a Maternidade Cândido Mariano, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.

Profissionais vivenciam a maternidade de forma ainda mais especial

A enfermeira Isabella Pereira de Mesquita, de 30 anos, que trabalha há três anos na maternidade, relata que a proximidade com as gestantes e os recém-nascidos torna sua própria gravidez ainda mais significativa. “Ver as gestantes chegando e, logo depois, seus bebês, aquece o coração”, compartilha. Agora, grávida de 37 semanas e esperando seu segundo filho, José Antônio, ela se prepara para dar à luz em 9 de agosto, escolhendo a Cândido Mariano.

Isabella expressa a emoção de percorrer os corredores do hospital imaginando o momento em que segurará seu bebê. “Só de andar pelos corredores do hospital, já imagino o grande dia em que pegarei meu bebê no colo”, comenta. A escolha pela maternidade onde trabalha se deve à confiança e ao sentimento de acolhimento. “Já incluí no meu plano de parto a Maternidade Cândido Mariano. Vou me sentir muito acolhida e feliz por ser cuidada pelos meus colegas de trabalho. Isso torna essa vivência muito mais especial”, afirma.

Histórias de superação e esperança marcam a nova geração de mães

Para a enfermeira Jéssica Brandão, de 36 anos, que atua na maternidade há sete anos, a gravidez de sua filha Amanda tem um significado especial. Após enfrentar três abortos e ser diagnosticada com trombofilia, Jéssica vive a gestação com cuidados redobrados, aplicando injeções diárias de anticoagulante, que ela chama carinhosamente de “picadinhas do amor”. “Estamos vencendo e prosseguindo na gestação”, resume.

A gestação é vivida com muita emoção a cada ultrassom e movimento do bebê. “É uma experiência mágica. Cada ultrassom, cada movimento, o crescimento e o desenvolvimento dela me fazem muito feliz”, diz. Jéssica também optou pela Cândido Mariano para o nascimento de Amanda, previsto para 10 de novembro. “Me sinto protegida e acolhida aqui. Todo o cuidado e carinho que tive com as pacientes e os recém-nascidos ao longo desses sete anos tenho certeza de que serão retribuídos quando a minha vez chegar”, declara.

A empatia e o conhecimento técnico em nova perspectiva

A enfermeira obstetra Letícia do Nascimento Rocha, de 32 anos, grávida de seis meses de Miguel, com parto previsto para 18 de novembro, também escolheu a Maternidade Cândido Mariano para o nascimento. Há dois anos na instituição, ela acompanha diariamente gestantes, puérperas e recém-nascidos, um trabalho que exige sensibilidade e empatia.

Letícia ressalta que estar do outro lado, vivenciando a gravidez, a fez compreender ainda mais os sentimentos das mulheres que atende. “Estar do outro lado é uma experiência muito especial. Em muitos momentos, é como me ver no lugar das pacientes que acompanhei durante esses anos. Isso me fez compreender ainda mais os sentimentos, as expectativas e até as inseguranças que fazem parte da gestação”, comenta. O acompanhamento do pré-natal por um obstetra da própria maternidade transmite, segundo ela, “muita confiança e tranquilidade”.

Um “baby boom” que inspira e emociona

A enfermeira-chefe da unidade, Viviane Wolff, destacou que este é um “baby boom” inédito na maternidade. A gestão precisou se reorganizar, realocando profissionais para setores administrativos, conforme a legislação. “Como gestora, a preocupação inicial é reorganizar as equipes e realocá-las para setores administrativos, conforme prevê a legislação. Mas, como profissional que trabalha em uma maternidade, é muito gratificante ver nossas colaboradoras realizando o sonho da maternidade”, explicou.

Viviane acredita que as futuras mamães se sentem mais seguras por estarem cercadas por colegas que entendem sua jornada. “Acredito que elas se sintam acolhidas e mais seguras, porque estão cercadas por profissionais que vivenciam diariamente esse momento e podem apoiá-las no que precisarem”, disse. Atualmente, as dez enfermeiras grávidas dividem a rotina entre plantões, consultas de pré-natal e a ansiosa espera pelos seus bebês, vivenciando uma fase repleta de emoção e significado no local onde dedicam suas carreiras. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando essa história inspiradora.