A defesa do cardiologista João Jazbik Neto, investigado pela morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti em Campo Grande, anunciou que entrará com um habeas corpus nesta quinta-feira (21) para pedir a liberdade do médico. Representado pelo advogado José Trad, o profissional teve sua prisão preventiva decretada após a polícia encontrar armas sem documentação em sua residência. A defesa contesta a necessidade da prisão, argumentando que ela não se justifica e não impede o andamento das investigações.
Cardiologista preso em Campo Grande: defesa busca liberdade
O caso ganhou repercussão após a morte de Fabíola Marcotti, encontrada com um tiro na cabeça na residência do médico. Inicialmente, João Jazbik Neto acionou a polícia informando que se tratava de um suicídio. No entanto, divergências nos depoimentos e a descoberta de armas ilegais levantaram suspeitas.
Conforme apuração do g1, a polícia se dirigiu à casa do médico na região da Chácara dos Poderes após o incidente. Foi nesse momento que as armas sem registro foram encontradas, levando à autuação em flagrante do cardiologista.
A 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) informou na terça-feira (19) que foram identificadas inconsistências entre as declarações do médico, de outros suspeitos e de testemunhas. Diante disso, um inquérito foi instaurado para determinar se a morte foi um suicídio ou um feminicídio.
Fraude processual e lesão incompatível com a versão do médico
O delegado Leandro Santiago explicou que a investigação aponta que o médico teria instruído o caseiro e um ex-funcionário a moverem um armário contendo armas e munições para outro imóvel dentro da propriedade. Essa ação é vista pela polícia como uma tentativa de fraude processual, o que levou à autuação em flagrante dos três envolvidos.
Adicionalmente, uma perícia preliminar indicou que a lesão na cabeça da vítima não condiz com a versão apresentada pelo cardiologista. Essa constatação reforça as suspeitas da polícia sobre as circunstâncias da morte. O médico também foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo, tanto de uso permitido quanto restrito.
A defesa do cardiologista refuta a acusação de fraude processual como justificativa para a prisão preventiva. O advogado José Trad afirmou que a medida será contestada em todos os seus aspectos, pois, segundo ele, a prisão não tem o condão de atrapalhar as investigações. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a investigação sobre a morte de Fabíola Marcotti segue em andamento, com a polícia buscando esclarecer todos os detalhes do ocorrido.
O caso tem gerado grande comoção em Campo Grande e levanta questões importantes sobre a investigação de mortes violentas e a conduta de profissionais da saúde em situações delicadas. A atuação da polícia e a análise das evidências são cruciais para que a justiça seja feita. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando o desenrolar deste caso complexo e trará atualizações assim que disponíveis.
A defesa do médico busca, através do habeas corpus, reverter a decisão de prisão preventiva, argumentando a ausência dos requisitos legais para tal medida. A expectativa é que o pedido seja analisado pela justiça nos próximos dias, definindo os próximos passos para o cardiologista e para a continuidade da investigação, como analisado pelo Campo Grande NEWS, que preza pela informação de qualidade e imparcialidade nos casos de repercussão na capital.

