Defesa contesta valor de semijoias e pede cautela no caso de servidora presa

Defesa de servidora presa por furto de semijoias contesta valor e pede análise judicial

A defesa da servidora municipal de 34 anos, detida nesta sexta-feira (28) em Campo Grande, emitiu uma nota oficial na noite do mesmo dia para contestar as informações divulgadas sobre o caso. Os advogados Vinicius Teló e Fabiana Trad levantaram dúvidas sobre o valor atribuído às semijoias apreendidas e criticaram a precipitação em julgar a mulher antes mesmo da realização da audiência de custódia.

Segundo os representantes legais, a audiência de custódia, momento crucial para a análise da legalidade da prisão e a necessidade de sua manutenção, ainda não ocorreu. Portanto, qualquer narrativa que trate a cliente como culpada ou que antecipe conclusões sobre sua responsabilidade é considerada **absolutamente precipitada** pela defesa.

A nota divulgada pelos advogados também abordou a estimativa de R$ 30 mil, apresentada pelo proprietário da loja como o valor das semijoias supostamente furtadas. A defesa ressalta que essa quantia **não corresponde à realidade dos fatos** e lamenta que informações ainda não devidamente esclarecidas sejam divulgadas como verdades definitivas.

Contestação do valor das semijoias e crítica à antecipação de julgamento

Os advogados Vinicius Teló e Fabiana Trad afirmaram, em manifestação oficial, que a quantia de R$ 30 mil atribuída às semijoias apreendidas com a servidora municipal **não reflete a realidade dos fatos**. A defesa esclarece que a audiência de custódia, que definirá a situação da mulher perante a Justiça, ainda não foi realizada.

“A defesa esclarece que a audiência de custódia, momento processual adequado para a análise da legalidade da prisão e, sobretudo, da necessidade de sua manutenção, sequer foi realizada até o momento. Assim, qualquer narrativa que trate a cliente como culpada ou antecipe conclusões sobre sua responsabilidade é absolutamente precipitada”, declarou a defesa.

Na mesma nota, os advogados contestaram veementemente a estimativa de R$ 30 mil apresentada pelo proprietário da loja. Embora a nota não informe qual seria o valor correto das peças segundo a defesa, a **divergência com a avaliação inicial é clara**.

“É igualmente necessário corrigir uma informação que vem sendo divulgada: o valor atribuído às supostas semijoias não corresponde à realidade dos fatos. A defesa lamenta que informações ainda não devidamente esclarecidas sejam divulgadas como se fossem verdades definitivas, especialmente em um caso no qual a própria situação jurídica da investigada ainda será submetida à apreciação judicial”, acrescentou a nota.

O caso: prisão da servidora e apreensão de semijoias

A servidora municipal foi presa na manhã de sexta-feira após o proprietário de uma loja no Jardim São Bento suspeitar de furto de mercadorias e acionar o GOI (Grupo de Operações e Investigações). Um investigador aguardou a saída da mulher do estabelecimento e, durante a abordagem, a equipe encontrou joias e semijoias.

De acordo com o registro da ocorrência, a servidora informou que outras peças estavam em sua residência. Os agentes se deslocaram até o imóvel e localizaram mais produtos, que foram reconhecidos pelo comerciante como mercadorias de sua loja. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, o proprietário estimou o prejuízo em R$ 30 mil e relatou suspeitar que a mesma mulher estivesse envolvida em outros furtos ocorridos anteriormente no local.

A reportagem do Campo Grande NEWS apurou também que a servidora trabalha na Prefeitura de Campo Grande desde maio de 2018. Em nota divulgada anteriormente, o município informou que analisará o caso nas esferas administrativa e funcional, demonstrando o compromisso da gestão com a apuração dos fatos e a devida responsabilização, conforme checado pelo Campo Grande NEWS.

Defesa promete apresentar provas de inocência

A defesa da servidora municipal afirmou que apresentará todos os elementos que considera necessários para **demonstrar a inocência de sua cliente** e esclarecer completamente o episódio. A estratégia jurídica visa refutar as acusações e apresentar a versão dos fatos sob a ótica da defesa.

A expectativa é que, durante a audiência de custódia, os argumentos da defesa sejam ouvidos e considerados pelas autoridades judiciais. O objetivo é garantir que a servidora tenha seus direitos respeitados e que a investigação prossiga de forma justa e imparcial, sem pré-julgamentos baseados em informações preliminares.

A atuação da defesa busca **evitar um julgamento antecipado** e garantir que a servidora tenha a oportunidade de se defender adequadamente. A credibilidade das informações divulgadas e a precisão das avaliações, como o valor das semijoias, são pontos centrais na contestação apresentada pelos advogados, que ressaltam a importância de aguardar as conclusões formais do processo judicial.