A 24ª edição do festival Dança em Trânsito começa nesta terça-feira (4) e vai até o dia 11 de junho, espalhando arte e movimento pelo Rio de Janeiro. O evento reunirá 20 companhias e artistas de diversas partes do Brasil e do mundo, com ingressos a preços populares, variando entre R$ 10 e R$ 20. As apresentações ocorrerão em locais como o Espaço Tápia, na Barra da Tijuca, e os teatros Nélson Rodrigues, Carlos Gomes e João Caetano, no centro da cidade. A programação completa pode ser conferida no site oficial do festival.
Diversidade e Alcance Internacional
Artistas de estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina confirmaram presença. Além das atrações nacionais, o festival contará com convidados da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, enriquecendo o intercâmbio cultural com residências e processos de criação internacionais. Essa edição promete ser um palco para a dança contemporânea, atraindo olhares de programadores e curadores de festivais de países como Espanha, Eslovênia, Bulgária e Uruguai, conforme divulgado.
O festival, que teve sua primeira edição em 2002, tem como objetivo promover e democratizar a dança, criando um elo entre artistas e companhias nacionais e internacionais. Ao longo de sua trajetória, o Dança em Trânsito já realizou mais de 1.290 apresentações, contou com a participação de cerca de 150 companhias de 22 países e de mais de 43 cidades brasileiras, alcançando um público superior a 100 mil pessoas, segundo informações dos organizadores.
As diretoras artísticas e curadoras do festival, Flávia Tápias e Giselle Tápias, ressaltam a importância desses encontros. “Janelas para o Mundo e conexões internacionais são momentos muito importantes para os artistas brasileiros comparecerem e estarem ali presentes dialogando diretamente com esses profissionais que raramente vêm ao Brasil assistir a espetáculos”, afirma Flávia Tápias. Giselle Tápias complementa que o intercâmbio fortalece a criação e amplia a inserção internacional das companhias brasileiras.
Dança que Ocupa a Cidade
Uma das marcas registradas do Dança em Trânsito é a ocupação de espaços públicos com espetáculos gratuitos. Nesta edição, a Praça Mauá, na região portuária do Rio, receberá uma apresentação especial. Às 16h, em frente ao Museu do Amanhã, o Bloco Turbilhão Carioca fará uma performance vibrante. O grupo, fundado em 2007, é conhecido por mesclar ritmos brasileiros, como frevo e funk, com a batida de uma bateria de escola de samba.
Essa iniciativa de levar a dança para além dos teatros reforça o caráter democrático do festival, buscando alcançar um público mais amplo e diversificado. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a programação ao ar livre tem sido um sucesso em edições anteriores, atraindo curiosos e amantes da dança para vivenciar a arte em contextos urbanos.
Encontros Internacionais e Diálogo Artístico
O festival promoverá dois encontros abertos ao público, intitulados “Janelas para o Mundo”. Estes eventos oferecerão um panorama sobre os festivais e a dança contemporânea da Coreia do Sul e de Luxemburgo, respectivamente. O primeiro encontro será com Lee Jong-Ho, fundador do Festival Internacional de Dança de Seul (SIDance), no Espaço Tápias, às 11h30. Ele compartilhará informações sobre a cena da dança em seu país e o festival SIDance, abrindo portas para possíveis colaborações com artistas brasileiros.
Dois dias depois, no mesmo horário e local, Bernard Baumgarten, diretor artístico do TROIS C-L | Maison pour la danse, de Luxemburgo, apresentará sua perspectiva. Esses encontros são fundamentais para a troca de experiências e a formação de redes de colaboração internacional, como destacado por Giselle Tápias. O festival é parte do projeto Ciudades Que Danzan, que visa difundir a dança contemporânea em 41 cidades ao redor do mundo.
A importância dessas conexões internacionais foi reforçada pela diretora artística, que enfatizou como a vinda de programadores e diretores de festivais estrangeiros cria um ambiente propício para futuras coproduções e circulações internacionais. “O Dança em Trânsito acredita que a cultura se fortalece por meio das conexões”, concluiu Giselle Tápias. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a iniciativa busca não apenas apresentar a dança, mas também fomentar um ecossistema cultural mais robusto e conectado globalmente.
Histórico e Adaptações do Festival
O festival Dança em Trânsito nasceu em 2002 com a missão de democratizar o acesso à dança e promover o intercâmbio artístico. Ao longo de suas edições, o evento expandiu seu alcance, alcançando desde grandes centros urbanos até cidades do interior, utilizando teatros e espaços públicos. As atividades vão desde residências artísticas e workshops até a abertura de espaços para novos talentos e formação de público.
Durante a pandemia de COVID-19, em 2020, o festival se adaptou com uma versão online, que recebeu indicação ao prêmio da APCA. Em 2021, uma edição híbrida reuniu 25 cidades. A 24ª edição conta com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e patrocínio da Volkswagen Caminhões & Ônibus e Engie Brasil Energia. O Campo Grande NEWS reforça a importância do apoio institucional e empresarial para a realização de eventos culturais de grande porte como este.


