A Polícia Nacional do Paraguai (PNP) divulgou informações cruciais sobre o assassinato do tarólogo brasileiro Rodrigo Cristaldo Pereira, de 23 anos. Segundo as investigações, o homem preso pelo crime, Nelson Roberto Acunha Cabañas, de 29 anos, contou com o apoio de sua companheira, que teria marcado a consulta com a vítima minutos antes do brutal assassinato. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (15) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.
Companheira é apontada como mandante de assassinato de tarólogo
A prisão de Nelson Roberto Acunha Cabañas ocorreu na tarde de segunda-feira (19), em Pedro Juan Caballero. As autoridades apuraram que Sonia Elizabeth Alén Cabral, companheira do suspeito, desempenhou um papel fundamental na execução do crime. Ela teria utilizado o celular de sua avó para agendar uma falsa consulta de tarô com Rodrigo Cristaldo Pereira.
Após o assassinato, Sonia Elizabeth apagou as conversas do aparelho e fugiu, com a suspeita de que tenha se dirigido para o Brasil. A polícia trabalha com a forte hipótese de que o crime tenha sido um homicídio por encomenda, e as buscas pela cúmplice continuam intensamente.
Conforme relatado pela promotora Katia Uemura, há evidências suficientes para comprovar o envolvimento do detido no assassinato. “Temos elementos suficientes que indicam a participação do detido neste fato. Além da motocicleta, recolhemos vestimentas e aparelhos telefônicos que passarão por análise técnica”, declarou a promotora à rádio Nuestra Realidad. Essas informações são consideradas essenciais para desvendar a dinâmica do crime e identificar os possíveis autores intelectuais.
Planejamento e Fuga da Cúmplice
A investigação aponta que Sonia Elizabeth Alén Cabral, de 23 anos, foi a responsável por entrar em contato com a vítima. Ela insistiu no agendamento da consulta de tarô, utilizando o telefone da avó, dona da residência onde foram realizadas buscas policiais. A ação demonstra um planejamento prévio para atrair Rodrigo ao local do crime.
O modus operandi sugere que o criminoso se passou por cliente para ganhar a confiança da vítima e fazê-la abrir o portão de sua residência. Rodrigo, que atendia apenas com hora marcada, foi surpreendido e morto a tiros em frente à sua casa, na Rua Santa Ana, bairro Obrero.
Após o crime, a companheira do suspeito apagou todas as evidências digitais e empreendeu fuga. A polícia suspeita que ela tenha cruzado a fronteira e se refugiado no Brasil. “Essas informações fazem parte da apuração e são fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime e a possível autoria intelectual”, ressaltou a promotora Uemura.
Prisão do Suspeito e Aparelhos Apreendidos
Nelson Roberto Acunha Cabañas foi detido em via pública enquanto pilotava uma motocicleta. O veículo possuía características semelhantes às usadas pelo autor dos disparos, conforme registrado por câmeras de segurança. Durante a abordagem, os policiais apreenderam também vestimentas que podem ter sido utilizadas no ataque, além de aparelhos celulares.
Rodrigo Cristaldo Pereira, filho de paraguaios e com nacionalidade brasileira, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local, antes mesmo da chegada do socorro. O caso chocou a comunidade local e levanta sérias questões sobre a segurança na região de fronteira.
Até o momento, o motivo exato do crime não foi oficialmente divulgado. No entanto, a hipótese de homicídio por encomenda ganha força. Nelson Roberto Acunha Cabañas permanece preso e à disposição do Ministério Público paraguaio, enquanto as autoridades seguem na busca pela identificação e captura de Sonia Elizabeth Alén Cabral. O Campo Grande NEWS acompanha de perto as investigações e trará atualizações assim que disponíveis.
A ação policial e a colaboração do Ministério Público, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, foram cruciais para a rápida identificação do principal suspeito. A expertise da polícia em investigações de fronteira, como já demonstrado em outras ocasiões noticiadas pelo Campo Grande NEWS, tem sido fundamental para desvendar crimes complexos na região.

