Comerciante some após sair a pé de salão em Campo Grande

O desaparecimento do comerciante Anderson de Souza Torquato, de 38 anos, morador de Coxim, mobiliza familiares e amigos em Campo Grande desde a tarde de quarta-feira (15). Anderson sumiu após sair de um salão de beleza na região central da Capital. O último contato com a companheira foi uma ligação desesperada, onde ele afirmou não saber onde estava e, visivelmente abalado, começou a chorar antes de a chamada ser interrompida.

A situação se desenrolou enquanto a companheira de Anderson realizava um serviço em um salão de beleza localizado na Rua Marechal Rondon. Ele aguardava do lado de fora do estabelecimento. Por volta das 17h, um telefonema para a companheira trouxe um misto de alívio e preocupação. Anderson atendeu, mas suas respostas indicavam desorientação e angústia, culminando em um choro que precedeu o fim abrupto da comunicação. Desde então, não há mais notícias sobre o paradeiro do comerciante.

Comerciante desaparece em Campo Grande e família pede ajuda

Anderson de Souza Torquato, que reside em Coxim, a cerca de 253 quilômetros de Campo Grande, estava na Capital com a companheira para buscar a filha, que passaria um período de férias com o pai. O casal chegou ao local por volta das 13h50. Enquanto a mulher se dirigiu ao salão de beleza na Rua Marechal Rondon, Anderson decidiu esperar do lado de fora do estabelecimento.

Quando a companheira terminou o atendimento, por volta das 17h, não encontrou Anderson. Inicialmente, ela imaginou que ele pudesse ter entrado no veículo do casal, uma Saveiro Cross, mas ele não estava lá. A preocupação aumentou quando as tentativas de contato por mensagem e ligações para o celular dele não obtiveram resposta.

Imagens de circuito interno do salão de beleza, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, registraram Anderson deixando as chaves da caminhonete sobre o balcão do estabelecimento. Em seguida, ele saiu a pé pela Rua Marechal Rondon, tomando o rumo da Avenida Calógeras. Este foi o último momento em que ele foi visto.

Pouco tempo depois, por volta das 17h, o telefone da companheira tocou. Era Anderson. Questionado sobre sua localização, ele respondeu de forma incerta, dizendo que “não sabia” onde estava. No meio da conversa, ele começou a chorar, e a ligação foi encerrada de forma abrupta. Todas as tentativas posteriores de restabelecer o contato falharam, aumentando o desespero da família.

Buscas e pedido de informações

Diante da gravidade da situação, a companheira de Anderson procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro para registrar o desaparecimento. No boletim de ocorrência, ela detalhou o relacionamento de união estável com Anderson, que já dura mais de quatro anos. A polícia já iniciou as investigações para tentar localizar o comerciante.

No momento em que foi visto pela última vez, Anderson de Souza Torquato vestia uma calça jeans, um sapato marrom e uma blusa de frio na cor bege. A família, em desespero, divulgou um cartaz com a foto do comerciante e faz um apelo à população. Qualquer informação sobre o paradeiro de Anderson pode ser repassada através do telefone (67) 99351-3744. A Polícia Civil também está recebendo denúncias e informações que possam auxiliar nas buscas.

O caso chama a atenção pela rapidez com que se desenrolou e pela forma inesperada do desaparecimento. A desorientação expressa por Anderson durante a ligação levanta diversas hipóteses, desde um possível mal súbito ou desorientação causada por algum evento imprevisto, até outras circunstâncias que ainda precisam ser apuradas pelas autoridades. O Campo Grande NEWS segue acompanhando o caso e trará atualizações assim que disponíveis.

A falta de contato e a desorientação demonstrada na última ligação são os pontos mais preocupantes para a família. Anderson é descrito como um homem trabalhador e, segundo a companheira, não possuía motivos aparentes para desaparecer. As autoridades pedem que qualquer pessoa que tenha visto Anderson após as 13h50 de quarta-feira na região central de Campo Grande entre em contato. A colaboração da comunidade é vista como fundamental para a resolução deste mistério, como noticiado pelo Campo Grande NEWS, que enfatiza a importância de informações precisas para a polícia.