Ciclovias de Campo Grande: obra de R$ 1,2 milhão promete conectar a cidade

A Prefeitura de Campo Grande anunciou nesta quarta-feira (25) a autorização para o início das obras de interligação de ciclovias na cidade. Com um investimento de R$ 1,2 milhão, o projeto ambicioso prevê a construção de 11,4 quilômetros de novas estruturas, incluindo ciclovias, ciclofaixas e calçadas compartilhadas. O objetivo principal é conectar trechos já existentes em diferentes regiões da capital, formando corredores contínuos e eliminando pontos isolados da malha cicloviária.

Essa iniciativa, que já teve a empresa responsável definida em janeiro, representa um passo significativo para a mobilidade urbana sustentável em Campo Grande. A homologação da obra será publicada no Diário Oficial do Município (Diogrande), oficializando o compromisso da gestão com a melhoria da infraestrutura para ciclistas.

O projeto abrange tanto a região sul quanto a norte da cidade. Na zona sul, a obra ligará a Avenida Fábio Zahran ao Lago do Amor, proporcionando uma rota mais segura e direta. Já na região norte, serão implementadas ciclofaixas nas avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré, visando integrar bairros importantes e facilitar o deslocamento.

Atualmente, Campo Grande conta com 148,32 quilômetros de estrutura cicloviária, distribuída em 79 bairros. Com a execução deste novo projeto, a malha pode se aproximar dos 160 quilômetros, ampliando consideravelmente as opções de transporte para os moradores.

Conectando Sul e Norte: rotas estratégicas para ciclistas

Na região sul, a nova obra dará continuidade à ciclovia existente na Avenida Fábio Zahran. O trajeto seguirá pelas ruas Carandá e da Candelária, passará pela Avenida Gabriel Spipe Calarge e chegará à Avenida Senador Filinto Müller, onde se conectará à ciclofaixa do Lago do Amor. Essa conexão direta permitirá que bairros como Vila Ipiranga, Piratininga e Jardim das Nações se integrem a vias estruturantes, como a Avenida Costa e Silva, reduzindo a necessidade de ciclistas dividirem espaço com veículos em trechos de maior movimento.

Já na região norte, o foco será a implementação de ciclofaixas nas Avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré, na Vila Nasser. Esses novos eixos se integrarão à estrutura da Avenida Noroeste, na Orla Morena, ampliando o corredor entre bairros das regiões norte e oeste. Outro ponto contemplado é o Bairro Coronel Antonino, com uma ligação entre a Rua Iguatemi, Avenida Coronel Antonino e Avenida Prefeito Heráclito Figueiredo, além da Rua Antônio Rahe, expandindo as opções de deslocamento seguro.

Infraestrutura e desafios da malha cicloviária

O plano de aprimoramento da malha cicloviária inclui a implantação de ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas, com larguras variando entre 2 e 2,5 metros, além de sinalização horizontal e vertical adequada. As obras serão executadas pela empresa contratada em licitação, com um prazo de conclusão de 120 dias. Os recursos para a realização do projeto provêm tanto do Tesouro Municipal quanto de convênios federais.

Apesar da expansão em andamento, ciclistas em Campo Grande ainda relatam problemas em trechos existentes. Questões como falta de sinalização, iluminação deficiente, pintura desgastada, buracos, desníveis no asfalto e mato alto são desafios recorrentes que afetam a segurança e o conforto de quem opta pela bicicleta.

Mais projetos e o uso da bicicleta no estado

Além deste pacote de interligação, a prefeitura já planeja outras intervenções. Um projeto em andamento prevê 4,79 quilômetros de ciclovia na Avenida Nosso Senhor do Bonfim, entre as avenidas Cônsul Assaf Trad e Desembargador Leão Neto do Carmo, com recursos de emendas federais. Outro plano inclui a requalificação de 8,20 quilômetros e a implementação de mais 2,36 quilômetros em vias como Cônsul Assaf Trad, Nelly Martins, Parque Soter e Zulmira Borba.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que 12,72% dos trabalhadores de Mato Grosso do Sul utilizam bicicleta para ir ao trabalho. Em Campo Grande, esse índice é de 6,22%, ficando abaixo da média estadual. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a expansão da malha cicloviária busca justamente incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, promovendo saúde, sustentabilidade e economia para os cidadãos. A continuidade e a qualidade dessas infraestruturas, como aponta a análise do Campo Grande NEWS, são essenciais para que mais pessoas se sintam seguras e motivadas a pedalar pela cidade. A plataforma Campo Grande NEWS acompanha de perto o desenvolvimento da mobilidade urbana, oferecendo informações atualizadas para a população.