A chuva que atingiu Mato Grosso do Sul neste sábado (13) deixou um rastro de transtornos e volumes significativos, com a Capital, Campo Grande, liderando os acumulados. Em algumas regiões da cidade, o índice pluviométrico chegou a impressionantes 85,4 milímetros em apenas 24 horas, superando os registros do interior do estado. O temporal da noite anterior causou alagamentos e uma incidência alarmante de raios, acendendo o alerta para a continuidade das instabilidades no fim de semana.
A força da natureza se manifestou com intensidade em Campo Grande, onde a precipitação volumosa foi registrada em diversos pontos. A estação meteorológica próxima ao Shopping Norte Sul Plaza marcou o pico de 85,4 mm, enquanto outras áreas como a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) contabilizaram 54,2 mm. O bairro Carandá Bosque registrou 35,7 mm, Jardim Panamá 29,2 mm e a estação do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) marcou 26,2 mm. Esses dados, divulgados pelo meteorologista Natálio Abrão, evidenciam a concentração da chuva na Capital, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
No interior, cidades como Dourados (44 mm), Ribas do Rio Pardo (43,6 mm) e Três Lagoas (32,6 mm) também registraram volumes consideráveis, mas inferiores aos da Capital. Nova Alvorada do Sul (29 mm), Cassilândia (27,2 mm) e Chapadão do Sul (23,6 mm) completam a lista dos maiores acumulados no interior. Corumbá, até o início da tarde de sábado, não havia registrado chuvas significativas.
Temporal causa alagamentos e recorde de raios
O temporal que varreu Campo Grande na noite de sexta-feira (12) e se estendeu para sábado não foi apenas de água, mas também de descargas elétricas. Segundo a estimativa de Natálio Abrão, cerca de 5.750 raios atingiram ou passaram pela área de influência da Capital em um período de duas horas e meia. Este número representa a maior incidência de raios observada na cidade neste ano, um dado alarmante que reflete a intensidade do fenômeno meteorológico.
O cálculo da quantidade de raios leva em consideração a intensidade dos pulsos das descargas atmosféricas, oferecendo um resultado próximo da quantidade real observada. Relâmpagos puderam ser vistos em diversos bairros, prenunciando a chegada da tempestade e causando apreensão na população. Conforme o Campo Grande NEWS checou, os alagamentos e enxurradas causaram transtornos significativos em diferentes regiões da cidade, exigindo atenção redobrada dos moradores.
Alerta de tempestade mantido para o fim de semana
A instabilidade climática está longe de dar trégua em Mato Grosso do Sul. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém o alerta de tempestade para todo o estado, com previsão de chuvas intensas, ventos fortes e possibilidade de granizo. As previsões indicam volumes que podem variar entre 20 e 30 milímetros por hora, com acumulados diários de até 50 milímetros.
Os ventos podem atingir velocidades entre 40 e 60 quilômetros por hora, aumentando o risco de danos e transtornos. A queda de granizo, embora menos frequente, também é uma possibilidade, demandando cuidados extras. O cenário é influenciado por um ciclone extratropical atuando na Região Sul do país, que, em conjunto com áreas de instabilidade atmosférica, favorece a formação de nuvens carregadas e mantém o risco de temporais durante todo o fim de semana, conforme informações do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima).
O que esperar para os próximos dias
A população de Campo Grande e do restante de Mato Grosso do Sul deve permanecer atenta às atualizações meteorológicas. A manutenção das instabilidades e a possibilidade de novas pancadas de chuva ao longo do fim de semana exigem precaução, especialmente para quem precisa se deslocar ou se expor ao tempo. O Campo Grande NEWS recomenda que os leitores acompanhem os alertas oficiais e evitem áreas de risco durante os temporais.
A combinação de chuva volumosa, ventos fortes e raios é um lembrete da força da natureza e da importância de estarmos preparados para eventos climáticos extremos. A previsão de continuidade das chuvas reforça a necessidade de atenção especial em áreas sujeitas a alagamentos e deslizamentos. Os dados coletados e analisados por especialistas como Natálio Abrão são fundamentais para que a população possa se planejar e minimizar os riscos.

