A cesta básica em Campo Grande (MS) voltou a pesar mais no bolso do consumidor em maio de 2026. O custo total atingiu R$ 841,19, representando um aumento de 1,73% em relação a abril. Essa elevação se soma a outras já sentidas ao longo do ano, com a variação acumulada em 2026 já registrando uma alta de 8,41%. Olhando para um período mais longo, entre maio de 2025 e maio de 2026, o aumento acumulado chega a 6,56%, conforme divulgado em análise recente.
A necessidade de trabalhar mais para garantir os alimentos essenciais é uma realidade preocupante. Em maio de 2026, um trabalhador que ganha o salário mínimo precisou dedicar 114 horas e 10 minutos de seu tempo para adquirir os produtos da cesta básica. Este número é superior às 112 horas e 13 minutos registradas em abril de 2026, indicando uma perda no poder de compra em um curto intervalo de tempo. Já em maio de 2025, o tempo necessário era de 114 horas e 25 minutos, com um salário mínimo inferior.
Produtos que impulsionaram a alta e os que aliviaram o bolso
A variação de preços em maio de 2026 foi influenciada principalmente por três itens que registraram aumentos significativos em seus valores médios. A batata liderou com uma disparada de 46,71%, seguida pelo tomate, que subiu 21,37%, e o feijão carioca, com alta de 8,37%. Esses produtos se tornaram um peso considerável no orçamento familiar.
Por outro lado, a maioria dos itens da cesta apresentou queda nos preços entre abril e maio de 2026, o que ajudou a mitigar o impacto das altas. A banana registrou a maior queda (-10,84%), seguida pelo café em pó (-7,86%) e o açúcar cristal (-4,35%). Outros produtos como manteiga, óleo de soja, leite integral, carne bovina de primeira, farinha de trigo, pão francês e arroz agulhinha também tiveram seus preços reduzidos nesse período, conforme detalhado em levantamento do Campo Grande NEWS.
Análise dos preços no acumulado dos 12 meses e do ano
No acumulado dos últimos 12 meses, a lista de produtos com elevação de preços é encabeçada pelo feijão carioca, que teve um aumento expressivo de 46,62%. Tomate (29,93%) e batata (29,86%) também figuram entre os que mais encareceram no período. A carne bovina de primeira e o pão francês também apresentaram alta, assim como óleo de soja e leite integral.
Em contrapartida, o acumulado de 12 meses revela quedas importantes em outros itens. O açúcar cristal teve uma redução de 22,81%, seguido pelo arroz agulhinha (-20,27%) e o café em pó (-12,15%). Banana, farinha de trigo e manteiga também ficaram mais baratos nesse intervalo, segundo dados apurados pelo Campo Grande NEWS.
Já no acumulado do ano, entre dezembro de 2025 e maio de 2026, a situação se inverte em alguns pontos. O tomate lidera com uma alta impressionante de 92,64%, seguido de perto pela batata (80,15%) e o feijão carioca (47,05%). Leite integral, carne bovina de primeira e arroz agulhinha também registraram elevação de preços.
Neste mesmo período acumulado do ano, os preços que mais caíram foram os da banana (-14,89%), açúcar cristal (-13,48%) e café em pó (-11,59%). Óleo de soja, farinha de trigo, manteiga e pão francês também apresentaram quedas, aliviando um pouco a pressão sobre o orçamento, como aponta a análise do Campo Grande NEWS.
O impacto no bolso do trabalhador: horas de trabalho e renda comprometida
A relação entre o salário mínimo e o custo da cesta básica reflete diretamente no tempo que o trabalhador precisa dedicar para garantir seu sustento. Em maio de 2026, com um salário mínimo de R$ 1.621,00, foram necessárias 114 horas e 10 minutos de trabalho. Se considerarmos o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 56,10% de sua renda para adquirir a cesta básica naquele mês.
Essa porcentagem é um indicador importante do esforço financeiro exigido. Em abril de 2026, esse percentual foi de 55,15%, e em maio de 2025, era de 56,22%. A variação, embora pareça pequena em alguns momentos, demonstra a flutuação do poder de compra e a dificuldade em manter o orçamento familiar equilibrado diante das oscilações de preços dos alimentos essenciais. A análise detalhada desses números é crucial para entender o cenário econômico e o impacto na vida dos cidadãos de Campo Grande, conforme verificado pelo Campo Grande NEWS.

