Capivara gigante de Campo Grande é derrubada por temporal e vira notícia

A famosa capivara gigante, que se tornou um ponto de atração e parada para fotos na Avenida Coronel Antonino, em Campo Grande, sofreu um revés inesperado. Durante o forte temporal que atingiu a cidade na quinta-feira (10), a escultura de fibra, com seus impressionantes quase três metros de altura, foi derrubada pela força do vento. O incidente, que causou surpresa e lamentação, deixou a peça deitada sobre o telhado da salgaderia onde estava instalada.

A peça, que ostentava uma xícara nas mãos, perdeu o objeto e a estrutura cedeu, caindo sobre a fachada do estabelecimento localizado no número 319 da avenida. O temporal foi severo, acompanhado de chuva intensa, granizo e rajadas de vento que assolaram a região no fim da tarde. Conforme informação divulgada pelo Campo Grande News, os ventos chegaram a atingir 83,8 km/h em Mato Grosso do Sul, contribuindo para os diversos estragos registrados.

A capivara que virou símbolo da região

A queda da capivara gigante representa mais do que um simples estrago material. Há cerca de seis meses, a escultura já havia ganhado destaque em reportagem do Campo Grande News, sendo apresentada como a principal aposta dos proprietários para atrair clientes e destacar o comércio. Instalada de forma proeminente no alto da fachada, com a xícara de café e um salgado em mãos, a capivara se tornou um sucesso, fazendo com que motoristas e pedestres parassem para registrar o momento.

Na matéria publicada em março, Gilmar Vicente da Silva, o proprietário de 61 anos, explicou a escolha do animal. Segundo ele, a inspiração veio da presença marcante das capivaras em diversos pontos da cidade, um símbolo de Campo Grande. Essa conexão com a fauna local foi um dos fatores que contribuiu para a popularidade da escultura. O Campo Grande News checou que a iniciativa deu tão certo que a loja também exibia quatro “filhotes” da capivara, representados por pelúcias espalhadas pelo estabelecimento.

Temporal causa estragos generalizados na Capital

A cena da capivara caída contrasta fortemente com a alegria e o sucesso que ela trouxe para o comércio. A quinta-feira foi marcada por um temporal devastador em Campo Grande. Além da queda da escultura, a cidade enfrentou uma série de outros transtornos. Árvores foram arrancadas, postes caíram, a energia elétrica foi interrompida em várias áreas e nove escolas municipais sofreram danos significativos, ficando impossibilitadas de receber alunos no dia seguinte.

O impacto do temporal foi sentido em diversas esferas. Semáforos entraram em pane, veículos foram danificados pela queda de árvores e até mesmo parte do teto de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) desabou. A Esplanada Ferroviária e a Feira Central também foram afetadas, com estruturas sendo levadas pelo vento e o fechamento temporário devido à falta de energia. A Feira do Rita Vieira também teve seu encerramento antecipado.

Defesa Civil pede colaboração da população

Diante da extensão dos estragos, a Defesa Civil de Campo Grande fez um apelo para que os moradores comuniquem os prejuízos sofridos. Essa medida é fundamental para que os órgãos responsáveis possam mapear as ocorrências e prestar o auxílio necessário à população. A força dos ventos, que atingiram a marca de 83,8 km/h, demonstrou a intensidade da tempestade que varreu o estado. O Campo Grande News checou que a colaboração da comunidade é essencial para a rápida resposta em situações de emergência.

Ainda não há informações sobre o tamanho exato do prejuízo financeiro para a salgaderia nem sobre a possibilidade de a capivara gigante ser restaurada e recolocada em pé. A reportagem do Campo Grande News tentou contato com o proprietário para obter mais detalhes, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. A expectativa agora é pela recuperação da cidade e pela possível reabilitação da carismática capivara, que se tornou um ícone local.