Campo Grande registrou a impressionante marca de 7,7°C na manhã desta segunda-feira (11), posicionando-se como a terceira capital mais fria do Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Uma forte massa de ar polar avançou sobre o Centro-Sul do país, provocando uma queda drástica nas temperaturas em Mato Grosso do Sul. A situação foi tão intensa que bairros da Capital experimentaram sensação térmica negativa, e o alerta para a possibilidade de geada permanece no sul do Estado até esta terça-feira (12).
O frio rigoroso em Campo Grande, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, ficou atrás apenas de Curitiba, que marcou 2,5°C, e São Paulo, com 7,2°C. A massa de ar polar não apenas derrubou as temperaturas mínimas, mas também gerou uma sensação térmica de -3,2°C em áreas como a Vila Popular. No domingo (10), a capital sul-mato-grossense já havia registrado a tarde mais fria do ano, com máxima de apenas 17,6°C. A situação é preocupante, com três mortes sendo investigadas sob a suspeita de hipotermia.
Frio intenso em Campo Grande: o que dizem os especialistas
A queda acentuada nas temperaturas em Campo Grande é um reflexo direto da massa de ar polar que atingiu o país. Segundo o Inmet, apenas Curitiba (2,5°C) e São Paulo (7,2°C) registraram temperaturas mais baixas entre as capitais. Campo Grande se destacou por ficar à frente de outras cidades como Cuiabá (14°C), Rio Branco (14,7°C) e Goiânia (15,4°C), mostrando a força do fenômeno na região.
Além da mínima recorde, a capital sul-mato-grossense viveu a tarde mais fria do ano no domingo, com a temperatura máxima atingindo apenas 17,6°C. A previsão meteorológica indica que o frio deve persistir até quarta-feira (13), com uma elevação gradual das temperaturas a partir de quinta-feira (14). Essa variação climática exige atenção da população.
Sensação térmica negativa e os fatores geográficos
Em bairros específicos de Campo Grande, como a Vila Popular, a sensação térmica chegou a atingir -3,2°C durante a madrugada. Essa área, próxima à estação meteorológica do Inmet na Embrapa Gado de Corte, tem características geográficas que favorecem a concentração do ar frio. Meteorologistas explicam que a presença de vegetação, áreas abertas e a proximidade com córregos contribuem para temperaturas mais baixas em regiões menos adensadas.
Nesses locais, o ar frio encontra menos obstáculos para circular e tende a se acumular próximo ao solo, intensificando a sensação de frio. O Campo Grande NEWS destaca que essa combinação de fatores climáticos e geográficos explica as variações de temperatura dentro da própria cidade. A umidade relativa do ar também é um ponto de atenção, podendo cair para índices entre 20% e 40% nos próximos dias.
Alertas e consequências do frio extremo
O frio intenso não apenas impactou a rotina dos moradores, mas também gerou consequências sociais e de saúde. Houve um aumento na procura por roupas de inverno e um reforço nas ações de acolhimento para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Lamentavelmente, no fim de semana, três mortes registradas em Campo Grande estão sendo investigadas pela possibilidade de terem sido causadas por hipotermia, um quadro grave de queda da temperatura corporal.
Para esta terça-feira (12), o Inmet emitiu um alerta de possibilidade de geada em cidades do sul do Estado, como Ponta Porã, Amambai e Iguatemi. Nesses municípios, as mínimas podem chegar a 7°C, com o fenômeno esperado em baixadas e fundos de vale. Em Campo Grande, a previsão para terça é de mínima de 10°C e máxima de 22°C, com céu predominantemente limpo.
Previsão para os próximos dias e cuidados necessários
A tendência para os próximos dias, segundo o Campo Grande NEWS, é de manutenção do frio até quarta-feira (13). A partir de quinta-feira (14), espera-se uma elevação gradual das temperaturas, trazendo um alívio para os dias mais gelados. No entanto, a baixa umidade do ar continua sendo um fator de preocupação, exigindo cuidados redobrados com a hidratação e a saúde respiratória.
Moradores de Campo Grande e região devem continuar atentos às orientações meteorológicas e tomar as precauções necessárias para se proteger do frio, especialmente os grupos mais vulneráveis. Acompanhar as atualizações do Inmet é fundamental para se manter informado sobre as condições climáticas e os alertas emitidos.

