Campo Grande tem 3ª menor queda na cesta básica: entenda os motivos

O preço da cesta básica em Campo Grande apresentou uma redução de 2,16% no segundo semestre de 2025, o que representa uma queda de R$ 17,12 nos últimos seis meses do ano passado. Essa taxa coloca a capital sul-mato-grossense como a terceira com a menor redução em todo o Brasil, atrás apenas de Belo Horizonte (MG) e Macapá (AP). O levantamento, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revela uma tendência de queda generalizada em todas as capitais brasileiras, reflexo de investimentos na política agrícola do Governo Federal.

A diminuição nos valores foi impulsionada pela queda expressiva em itens essenciais como tomate (-36,69%), batata (-27,27%) e arroz (-18,20%). Açúcar (-12,32%) e café (-3,83%) também registraram recuos. Segundo Edegar Pretto, presidente da Conab, essa redução é fruto dos investimentos do Governo Federal no setor agropecuário, que aumentaram a produção de alimentos para consumo interno e foram auxiliados pela ampliação de crédito e juros subsidiários do Plano Safra. Isso resultou em uma safra histórica, com mais alimentos disponíveis e preços mais acessíveis para a população.

Apesar da queda percentual, Campo Grande figura entre as capitais com a cesta básica mais cara do Brasil. Conforme análise do Dieese, a cidade ocupa a 6ª posição no ranking, com um valor de R$ 775,90. Este valor é superior ao de capitais como Curitiba, Vitória, Goiânia, Belo Horizonte e Brasília. São Paulo lidera a lista das cestas básicas mais caras, com R$ 845,95, o equivalente a 60,25% do salário mínimo. Para os consumidores de Campo Grande, o valor da cesta básica representou 55,25% do salário mínimo válido em dezembro de 2025, que era de R$ 1.519, exigindo 112 horas e 27 minutos de trabalho para garantir os alimentos essenciais.

Queda impulsionada por alimentos básicos

A queda generalizada nos preços da cesta básica em Campo Grande, conforme o Campo Grande NEWS checou, foi significativamente influenciada pela redução no custo de produtos como tomate, batata e arroz. O tomate, por exemplo, teve uma diminuição de 36,69% em seu preço no último semestre. A batata apresentou uma queda de 27,27%, e o arroz, um dos itens mais consumidos, viu seu preço cair 18,20%. O açúcar (-12,32%) e o café (-3,83%) também contribuíram para a redução geral.

Essa tendência de queda nos preços dos alimentos básicos é um reflexo direto das políticas agrícolas implementadas pelo Governo Federal. A Conab destacou que os investimentos no agronegócio brasileiro têm resultado em um aumento na produção, o que, por sua vez, leva à maior disponibilidade de alimentos no mercado interno e à consequente redução dos preços para o consumidor final. A ampliação do crédito e os juros subsidiários do Plano Safra, tanto para o setor empresarial quanto para a agricultura familiar, foram fundamentais para alcançar essa safra histórica.

Campo Grande entre as cestas mais caras

Apesar da expressiva redução no segundo semestre de 2025, que a posicionou como a terceira menor queda nacional, Campo Grande continua figurando entre as capitais com o custo mais elevado para a cesta básica. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados pelo Campo Grande NEWS, a cidade ocupa a sexta posição no ranking nacional, com um valor médio de R$ 775,90. Este patamar a coloca à frente de grandes centros urbanos como Curitiba, Vitória, Goiânia, Belo Horizonte e Brasília.

O valor da cesta básica em Campo Grande, mesmo com a recente queda, ainda representa uma parcela considerável do salário mínimo. Em dezembro de 2025, o custo total correspondia a 55,25% do salário mínimo vigente na época, que era de R$ 1.519. Para adquirir os produtos essenciais, um morador de Campo Grande precisava dedicar, em média, 112 horas e 27 minutos de trabalho mensal. Essa realidade impacta diretamente o poder de compra das famílias campo-grandenses, como aponta a pesquisa.

Variações mensais e anuais

Ao analisar a variação mensal entre novembro e dezembro de 2025, observou-se uma queda média de 0,72% no valor da cesta básica em Campo Grande. Dentre os 13 produtos que compõem o item, seis apresentaram redução de preço, incluindo tomate (-12,54%), açúcar cristal (-5,32%), leite integral (-3,04%) e arroz agulhinha (-2,68%). Por outro lado, sete itens registraram alta, com destaque para a batata (10,87%) e o feijão carioca (1,19%).

No comparativo anual, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a situação se mostra mais complexa. O café em pó foi o principal responsável pelas altas, com um aumento de 41,06%. Tomate (8,40%) e farinha de trigo (7,67%) também registraram elevações significativas. Em contrapartida, produtos como arroz agulhinha (-38,46%), batata (-20,00%) e açúcar cristal (-13,80%) apresentaram quedas expressivas no período, conforme dados apurados pelo Campo Grande NEWS, demonstrando a volatilidade dos preços no mercado.

A necessidade de um salário mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas foi estimada em R$ 7.106,83 em 2025, o que representa 4,68 vezes o valor do piso salarial vigente naquele ano. Essa discrepância entre o salário mínimo necessário e o efetivamente pago evidencia os desafios financeiros enfrentados por muitas famílias brasileiras, mesmo diante de quedas pontuais no custo de vida, como a observada na cesta básica de Campo Grande.