Campo Grande registrou um número alarmante de acidentes com escorpiões em 2025, totalizando 2.041 picadas entre janeiro e dezembro. Os dados, divulgados pelo SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), reforçam o alerta das autoridades de saúde sobre a **permanência dos escorpiões como principal causa de acidentes com animais peçonhentos em Mato Grosso do Sul**. A situação exige atenção redobrada da população e a adoção de medidas preventivas eficazes para evitar mais incidentes.
Esses números colocam Campo Grande em destaque no cenário estadual, onde os escorpiões representam uma parcela significativa dos acidentes. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tem intensificado as campanhas de conscientização sobre os riscos e as formas de prevenção. A proliferação desses aracnídeos, muitas vezes associada a condições ambientais e à falta de saneamento em algumas áreas, tem sido um desafio constante para os órgãos de saúde pública.
A predominância dos escorpiões em acidentes com animais peçonhentos em Mato Grosso do Sul é um fato consolidado. Entre 2023 e 2024, o estado contabilizou 13.227 casos, dos quais impressionantes 75,71% foram causados por escorpiões. Essa estatística, que demonstra a **urgência em combater a presença desses animais em áreas urbanas**, também evidencia a necessidade de um monitoramento contínuo e de ações de controle mais efetivas por parte das autoridades competentes.
Espécies e Riscos Associados
As principais espécies de escorpiões encontradas em Mato Grosso do Sul são o *Tityus confluens* (escorpião amarelo), o *Tityus serrulatus* (também escorpião amarelo) e o *Tityus bahiensis* (escorpião marrom). Enquanto o *Tityus confluens* geralmente causa acidentes de menor gravidade, o *Tityus serrulatus* está associado a quadros moderados a graves, que podem demandar internação hospitalar. O *Tityus bahiensis*, por sua vez, é responsável por casos mais sérios, especialmente em crianças e idosos, grupos considerados mais vulneráveis às complicações decorrentes da picada.
A biologia desses animais contribui para o aumento do risco de contato com humanos. Durante o dia, os escorpiões buscam ambientes úmidos e escuros para se abrigar, como ralos, caixas de esgoto, entulhos e frestas em paredes. À noite, eles saem para caçar, o que eleva a probabilidade de encontros acidentais em residências e outros espaços frequentados por pessoas. O Campo Grande NEWS reforça que essa busca por alimento e abrigo em locais próximos aos humanos é um dos principais fatores para o alto número de acidentes.
Sintomas e o Que Fazer em Caso de Picada
Os sintomas de uma picada de escorpião podem variar em intensidade, mas geralmente incluem dor local imediata e intensa, sensação de formigamento e vermelhidão na área atingida. Em casos mais graves, os sinais podem evoluir para tremores, náuseas, vômitos, produção excessiva de saliva e, em situações extremas, levar a complicações sérias que podem resultar em óbito. A rapidez no atendimento médico é crucial para um prognóstico favorável.
Em caso de picada, a orientação das autoridades de saúde, divulgada também pelo Campo Grande NEWS, é clara: **buscar atendimento médico imediato em unidades de saúde 24 horas**, como UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRSs (Centros Regionais de Saúde). Se possível e com extremo cuidado, a vítima ou acompanhantes podem capturar o animal ou tirar uma foto, pois a identificação correta auxilia no diagnóstico e no tratamento. O soro antiescorpiônico, tratamento específico, é disponibilizado exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Prevenção é a Melhor Arma Contra Escorpiões
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) enfatiza que a prevenção é a medida mais eficaz para reduzir o número de acidentes com escorpiões. Entre as principais recomendações estão a vedação de frestas em paredes e pisos, a instalação de telas em ralos e caixas de esgoto, a eliminação de acúmulo de entulhos em quintais e terrenos baldios, e a manutenção de móveis afastados das paredes. Além disso, é fundamental conferir roupas e calçados antes de usá-los, especialmente aqueles que ficaram guardados por algum tempo.
É igualmente importante saber o que **não fazer** em caso de picada. Práticas como furar ou cortar o local da picada, aplicar gelo ou água fria, usar torniquetes, colocar substâncias sobre a ferida, fazer curativos fechados ou tentar sugar o veneno podem agravar o quadro, aumentar o risco de infecções e dificultar o tratamento. A informação correta e a ação rápida em buscar ajuda profissional são essenciais para a segurança e bem-estar da população.

