Campo Grande em Alerta: Defesa Civil Pede Ajuda Urgente Para Mapear Estragos Pós-Tempestade

A Defesa Civil de Campo Grande faz um apelo à população para que auxilie no mapeamento dos estragos causados pela intensa tempestade que atingiu a capital nesta quinta-feira (10). A colaboração dos moradores é fundamental para que o órgão possa dimensionar a extensão dos prejuízos e definir as prioridades de atendimento, garantindo o suporte mais rápido e eficaz às áreas mais afetadas.

A tempestade, marcada por ventos de forte intensidade, causou danos significativos em diversas regiões da cidade. Árvores de grande porte tombaram sobre veículos, bloqueando importantes vias como as avenidas Mato Grosso e Afonso Pena. Além disso, a infraestrutura de serviços públicos foi atingida, com o cedimento parcial do forro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário e o destelhamento da cobertura da Plataforma Cultural. A energia elétrica foi interrompida em bairros centrais e residenciais, como Amambai, Guanandi e Centro, impactando a rotina de milhares de cidadãos.

O chefe da Defesa Civil, Eneas Netto, destacou a gravidade da situação. “A tempestade foi muito intensa e os danos foram enormes, mas ainda não temos a totalidade e nem conseguimos identificar ainda as prioridades. Pedimos que o cidadão acione a Defesa Civil para que a gente possa mapear os problemas com mais facilidade”, explicou Netto. Ele ressaltou que, embora os danos sejam visíveis, a dimensão completa dos prejuízos ainda está sendo avaliada pelas equipes em campo.

Mobilização Geral para Atendimento às Ocorrências

Em resposta à emergência, todas as secretarias municipais foram mobilizadas e estão em regime de prontidão desde o início da manhã. As equipes da prefeitura atuam em conjunto com a Energisa, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos parceiros para agilizar o atendimento às ocorrências. “Toda a estrutura da prefeitura está operacionalizada para atender as ocorrências”, afirmou o chefe da Defesa Civil, evidenciando a união de esforços para mitigar os impactos da tempestade.

Para facilitar a comunicação e o registro dos estragos, a Defesa Civil disponibilizou dois canais de contato. Os moradores podem acionar o órgão pelo telefone 199, que oferece ligação gratuita. Como alternativa, devido à possível instabilidade nas linhas telefônicas, a Ouvidoria-Geral também está recebendo chamados pelo número 156. A prefeitura reforça que o registro de cada ocorrência é crucial para a organização dos trabalhos de recuperação.

Rastro de Destruição em Vias e Equipamentos Públicos

Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, o rastro de destruição é evidente em diversas partes da cidade. Na Avenida Mato Grosso, uma árvore de grande porte caiu sobre um veículo Hyundai HB20, próximo à Rua Frederico Soares. Na Rua 13 de Maio, a queda de outra árvore atingiu diversas motocicletas que estavam estacionadas ao lado do Cemitério Santo Antônio. Estes incidentes causaram transtornos significativos e prejuízos materiais aos proprietários dos veículos.

Na UPA do Universitário, a força do vento provocou o desabamento de parte do forro de PVC na área de espera da recepção, levando à necessidade de retirar pacientes do local. Vidros laterais da unidade também caíram, demonstrando a violência da tempestade. A Prefeitura de Campo Grande, em nota, confirmou que equipes estão em campo mapeando as ocorrências e atuando de forma integrada para minimizar os impactos. Em situações de risco, como alagamentos ou quedas de árvores, a população é orientada a acionar a Defesa Civil pelo 156.

Danos na Plataforma Cultural e Interrupção de Energia

Os ventos fortes também causaram danos consideráveis na Plataforma Cultural, localizada na Esplanada Ferroviária, onde parte da cobertura foi arrancada. Tapumes metálicos de uma obra do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul foram arrastados pela Avenida Calógeras, prejudicando o tráfego de veículos. Na Avenida Ernesto Geisel, o letreiro do Fort Atacadista despencou sobre a pista, exigindo interdição temporária da via.

Registros de granizo na região do São Bento e de corredores alagados no campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) também foram confirmados. A falta de energia elétrica afetou diversos bairros, incluindo Amambai, Guanandi, Jardim Veraneio, Vila Margarida e o Centro da cidade. Semáforos apagados em cruzamentos importantes agravaram a situação, dificultando o trânsito e o retorno para casa dos moradores. A Energisa informou que realizou desligamentos emergenciais para manutenção da rede e que suas equipes trabalham para restabelecer o fornecimento o mais rápido possível, conforme o Campo Grande NEWS checou.

O pedido de colaboração da Defesa Civil reforça a importância da participação cidadã em momentos de crise. Ao relatar os danos, os moradores contribuem diretamente para a agilidade e eficiência das ações de socorro e recuperação. A união de esforços entre poder público e comunidade é essencial para superar os desafios impostos por eventos climáticos extremos, garantindo a segurança e o bem-estar de todos os campo-grandenses. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos e informando a população sobre as ações e orientações das autoridades competentes.