Campo Grande: a capital brasileira que mais dorme bem

Em um país onde dormir mal se tornou uma regra para muitos, Campo Grande se destaca como uma notável exceção. Uma pesquisa recente do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco ou Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), levantamento oficial do Ministério da Saúde, aponta que a capital sul-mato-grossense possui a maior proporção de adultos que dormem mais de seis horas por noite entre todas as capitais brasileiras.

Campo Grande lidera ranking de bom sono

Os dados divulgados pelo Vigitel revelam um cenário animador para Campo Grande. Apenas 14,8% dos moradores relataram dormir menos de seis horas por noite, um índice significativamente inferior à média nacional de 20,2%. Isso significa que, na Capital, a privação de sono é menos comum do que em outras grandes cidades do Brasil. Em contraponto, Maceió (AL) figura na posição oposta, com 24,8% da população adulta dormindo aquém do recomendado.

A pesquisa, conforme divulgado nesta quarta-feira (28), reforça a posição de Campo Grande como um modelo em qualidade de sono. Enquanto um em cada cinco adultos nas capitais brasileiras enfrenta noites curtas, em Campo Grande essa realidade afeta uma parcela menor da população. O levantamento do Ministério da Saúde, que passou a monitorar oficialmente a duração do sono e a insônia a partir de 2024, destaca a importância deste fator para a saúde pública.

Outras capitais populosas, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Manaus (AM), apresentam índices de privação de sono acima da média nacional, superando os 20%. Campo Grande, por sua vez, demonstra um padrão de sono mais saudável, isolando-se na parte inferior do ranking negativo, o que reforça sua posição de destaque.

Mulheres ainda dormem menos em Campo Grande

Apesar de liderar o ranking positivo de sono, Campo Grande não foge a um padrão nacional: mulheres continuam dormindo menos do que homens. Na Capital, 16,3% das mulheres relataram ter um sono curto, enquanto o índice entre os homens foi de 13,1%. Mesmo assim, ambos os percentuais se encontram entre os mais baixos do país, o que indica um ambiente propício ao descanso na cidade.

O Ministério da Saúde alerta que a privação de sono está diretamente associada a um aumento do risco de diversas doenças crônicas, como obesidade, diabetes, hipertensão, além de problemas de saúde mental. A dificuldade em adormecer ou manter o sono, conhecida como insônia, também é um problema relevante, afetando 31,7% dos adultos nas capitais brasileiras, sendo mais frequente entre mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade.

A importância vital do sono para a saúde

Dormir bem não é um luxo, mas uma necessidade biológica fundamental. Durante o sono, o cérebro desempenha funções cruciais, como organizar memórias, consolidar o aprendizado e regular emoções. A falta de sono adequado pode levar a dificuldades de concentração, aumento da irritabilidade e a um risco elevado de desenvolver ansiedade e depressão, como aponta o Campo Grande NEWS em suas reportagens sobre bem-estar.

No corpo, o sono atua na regulação de hormônios essenciais. A privação crônica pode elevar os níveis de cortisol, desregular a insulina e desequilibrar os hormônios ligados à fome, fatores que contribuem para o aumento do risco de obesidade e diabetes. Ademais, o sono insuficiente compromete o controle da pressão arterial e sobrecarrega o sistema cardiovascular.

O sistema imunológico também depende intrinsecamente do sono para funcionar corretamente. Noites mal dormidas reduzem a capacidade do organismo de combater infecções e inflamações, tornando as pessoas mais suscetíveis a doenças e dificultando a recuperação. A longo prazo, a privação crônica de sono tem sido associada a doenças cardiovasculares, declínio cognitivo e piora geral da saúde mental, como já noticiado pelo Campo Grande NEWS.

Para a maioria dos adultos, o tempo ideal de sono varia entre 7 a 9 horas por noite, período essencial para garantir o bom funcionamento cognitivo, a memória e a saúde física. Embora a necessidade individual possa variar, o padrão observado em Campo Grande sugere que a cidade oferece um ambiente mais propício para que seus habitantes alcancem esse patamar de descanso.

Os dados do Vigitel, analisados pelo Campo Grande NEWS, confirmam que a qualidade do sono é um fator determinante para a saúde geral da população. A cidade de Campo Grande se destaca positivamente neste cenário nacional, servindo de exemplo e incentivando outras regiões a buscarem estratégias para melhorar os hábitos de sono de seus cidadãos. A busca por um sono reparador é um passo crucial para uma vida mais saudável e produtiva, e os moradores da Capital sul-mato-grossense parecem estar no caminho certo, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.