Cachorro preso em córrego de Campo Grande resiste a resgates; bombeiros alertam para dificuldades

Um cão sem raça definida se encontra em uma situação de extremo perigo, preso há aproximadamente dez dias no Córrego Segredo, na região central de Campo Grande. Apesar dos esforços concentrados de voluntários e do Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (20), o animal, visivelmente assustado, tem fugido das tentativas de resgate, frustrando as equipes e aumentando a apreensão de quem acompanha o caso. A preocupação se agrava com a possibilidade de chuvas intensas, que poderiam elevar o nível do córrego e colocar a vida do cachorro em risco, uma vez que não há uma saída acessível clara no local onde ele se encontra. Conforme informações divulgadas, as buscas começaram pela manhã e foram retomadas no fim da tarde, porém, o comportamento arisco do animal tem sido o principal obstáculo para sua captura e segurança.

O cachorro está retido em um trecho específico do córrego, situado entre a Avenida Ernesto Geisel e a Rua Barão do Rio Branco. Moradores e ativistas pela causa animal relatam que o animal permanece na área há cerca de dez dias, um período longo que intensifica a urgência da situação. A mobilização para o resgate envolveu tanto a comunidade quanto os serviços de emergência, que se dedicaram a diferentes horários do dia na tentativa de oferecer uma solução.

Ana Luísa Colombo, uma das voluntárias presentes, acompanhou a operação desde as 16h e descreveu a dificuldade enfrentada. Ela contou que seu namorado e uma amiga tentaram, por conta própria, adentrar o córrego para alcançar o animal. “Estamos aqui desde por volta das 16h. Meu namorado e uma amiga entraram no córrego por conta própria para tentar resgatar o cachorro. Desde então, ficamos de um lado para o outro da Ernesto Geisel acompanhando o animal. Toda vez que eles se aproximam, o cachorro corre para o outro lado”, relatou, evidenciando a resistência e o medo do cão.

Bombeiros utilizam equipamentos, mas cão foge

Diante da complexidade da situação e da necessidade de equipamentos especializados, o Corpo de Bombeiros foi acionado. Ana Luísa ressaltou a importância da atuação dos militares. “Os bombeiros têm a escada e a rede necessárias para fazer esse resgate. Sem esses equipamentos, a gente não consegue pegar o cachorro sozinho”, explicou a voluntária. A esperança era que a expertise e os recursos dos bombeiros pudessem superar o comportamento esquivo do animal, mas os trabalhos se estenderam sem sucesso até o início da noite.

A voluntária Ana Luísa expressou sua preocupação com o bem-estar do cão, acreditando que ele não consiga sair do córrego por meios próprios. Ela soube do caso através das redes sociais e decidiu ajudar após descobrir que outra protetora vinha, diariamente, levando água e ração ao animal. “É uma vida como qualquer outra. Se fosse uma pessoa, o resgate já teria sido feito há horas. Se chover, esse córrego pode encher e esse cachorro corre o risco de morrer”, alertou, enfatizando a fragilidade da vida do animal diante das condições ambientais.

Desafios nas tentativas de aproximação

O Tenente Blanco, do Corpo de Bombeiros, confirmou que a corporação foi acionada em duas ocasiões distintas no dia. Na primeira tentativa, pela manhã, a equipe não obteve sucesso em localizar o animal. Na segunda intervenção, por volta das 16h, os militares conseguiram entrar no córrego, mas a aproximação do cão se mostrou infrutífera. “Fizemos duas tentativas de aproximação dentro do córrego, mas toda vez que o cachorro percebe a presença da equipe, ele foge para o lado contrário”, detalhou o tenente.

O oficial explicou que novas tentativas de resgate poderão ser realizadas caso a corporação seja novamente acionada. Contudo, ele destacou que o comportamento do animal representa um grande desafio, limitando o tempo de permanência das equipes no local devido à necessidade de atender outras ocorrências de emergência. Mesmo com a oferta de alimentos, os bombeiros não conseguiram estabelecer confiança com o cachorro, que permaneceu acuado em seu refúgio improvisado.

Possíveis rotas de acesso e a esperança contínua

De acordo com o Corpo de Bombeiros, é comum que cães adentrem córregos por meio de barrancos ou áreas de vegetação densa, e, em muitas situações, eles conseguem retornar sozinhos. No entanto, nesta ocorrência específica, a suspeita é de que o animal utilize pontos com vegetação para acessar o córrego. Essa possibilidade, contudo, é contestada por voluntários, que afirmam não haver uma saída acessível no trecho onde o cão está preso. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a dificuldade de acesso e a natureza do terreno tornam a operação ainda mais delicada. A equipe do Campo Grande NEWS acompanha de perto os desdobramentos desta história, buscando trazer atualizações sobre o caso.

Enquanto o impasse entre a captura e a fuga do animal persiste, moradores e voluntários mantêm a esperança e continuam a levar água e alimento para o cachorro. A comunidade demonstra solidariedade e o desejo de que o resgate ocorra em segurança nos próximos dias, garantindo um final feliz para essa história de persistência e cuidado animal. A situação reforça a importância da colaboração entre cidadãos e órgãos públicos em prol do bem-estar animal, como destacou o Campo Grande NEWS em reportagens anteriores sobre resgates na região.