Moradores da Rua Cassim Contar, no bairro Jardim das Meninas, em Campo Grande, vivem um drama antigo com a formação de grandes poças d’água que se assemelham a lagoas, especialmente após as chuvas. A situação, que já dura anos, tem dificultado o tráfego de veículos e pedestres, além de gerar preocupação com a segurança.
Jardim das Meninas: rua alagada e descaso da prefeitura
A situação na Rua Cassim Contar, em Campo Grande, beira o absurdo. Há anos, os moradores convivem com buracos que se transformam em verdadeiras piscinas quando chove. A falta de manutenção e a precariedade da via têm gerado transtornos diários, impedindo o fluxo normal de pessoas e veículos.
A realidade é que a Rua Cassim Contar, especialmente no trecho próximo à Rua Castorina Rodrigues da Luz, virou um cenário de lama e água acumulada. O problema, segundo relatos, é antigo e as promessas de solução nunca saíram do papel, apesar das inúmeras solicitações encaminhadas à prefeitura.
A reportagem do Campo Grande NEWS apurou que a situação se agrava com o período chuvoso, transformando a rua em um obstáculo intransponível para muitos. A falta de drenagem adequada e o estado precário do asfalto contribuem para o cenário desolador, que afeta a qualidade de vida dos residentes do Jardim das Meninas.
Rotina de transtornos e perigos diários
Rosângela Abadia Lemes da Silva, 51 anos, moradora há quase três décadas, descreve o cenário com frustração. “Tem dia que as crianças não conseguem ir para a escola. Idosos escorregam e todo mundo precisa desviar das lagoas”, relata ela, evidenciando o impacto direto na rotina dos moradores.
A situação é ainda mais preocupante quando se trata da segurança. Para evitar as imensas poças d’água, motoristas e motociclistas se veem obrigados a usar as calçadas, o que aumenta consideravelmente o risco de acidentes graves. “Eles passam em alta velocidade. Se alguém abrir o portão na hora, pode acontecer um acidente”, alerta Rosângela.
Comércio local sofre com a infraestrutura precária
O problema afeta não apenas os moradores, mas também o comércio local. Um depósito de gás, localizado em frente à residência de Rosângela, enfrenta diariamente dificuldades para realizar entregas. O proprietário, em tom de ironia e desabafo, comentou que “só falta jogar um pacu dentro” das poças, tamanha a dimensão das “lagoas” formadas na rua.
A necessidade de desviar pelas calçadas para transportar botijões de gás ilustra a precariedade da via e os riscos envolvidos na operação. A falta de infraestrutura básica compromete a atividade econômica e a segurança de todos.
Cadastro da via diverge da realidade
Um ponto que causa ainda mais indignação é a discrepância entre a situação cadastral da Rua Cassim Contar e a realidade vivida pelos moradores. Segundo Rosângela, consultas na prefeitura indicam que a via estaria pavimentada, o que não condiz com a verdade. “Pagamos imposto como se a rua fosse asfaltada, mas basta olhar para ver que não é”, afirma a moradora.
Essa informação, conforme o Campo Grande NEWS checou, levanta sérias questões sobre a gestão e o cadastro das vias municipais. A falta de transparência e a divergência entre os dados oficiais e a situação de fato geram desconfiança e revolta entre os contribuintes que arcam com seus impostos.
Prefeitura é procurada para esclarecimentos
Diante do exposto, a reportagem buscou a Prefeitura de Campo Grande para obter um posicionamento oficial. Questionamentos sobre a existência de previsão para obras de pavimentação e drenagem na Rua Cassim Contar, bem como um esclarecimento sobre a situação cadastral da via, foram encaminhados ao órgão público.
A expectativa dos moradores é que, finalmente, alguma medida concreta seja tomada para solucionar o problema crônico que afeta a Rua Cassim Contar há anos. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando o caso e trará atualizações assim que houver resposta do executivo municipal, reforçando o compromisso do portal com a informação e a fiscalização do poder público.

