Moradores do Residencial Alto Tamandaré reclamam de buraco intransponível na Rua Torre do Alto, no Jardim Seminário, em Campo Grande. A cratera, aberta há cerca de três meses após uma obra da concessionária Águas Guariroba, acumula água, facilita a proliferação de mosquitos da dengue e representa um perigo iminente para pedestres e motoristas. A situação, que já se arrasta por um longo período, tem gerado indignação na comunidade, que cobra uma solução urgente da empresa responsável.
A comunidade do Residencial Alto Tamandaré, localizada no Jardim Seminário, em Campo Grande, vive um pesadelo diário. Um buraco de grandes proporções, que surgiu na Rua Torre do Alto após serviços da concessionária Águas Guariroba, completa três meses sem reparo. A situação tem gerado revolta entre os moradores, que relatam os diversos transtornos e perigos causados pela cratera.
Segundo relatos, a obra, que consistiu em uma ligação de água em um imóvel da região, foi executada em um curto espaço de tempo, mas o serviço de recomposição da via nunca foi concluído. O buraco, com aproximadamente dois metros de comprimento, 50 centímetros de largura e 1,20 metro de profundidade, tornou-se um ponto de acúmulo de água parada, criando um ambiente propício para a proliferação do mosquito da dengue e aumentando o risco de acidentes para quem transita pela rua.
A indignação dos moradores é palpável. O mestre de obras André Marques, de 64 anos, um dos residentes afetados, expressou a frustração com a demora na solução. “Tem três meses que a Águas Guariroba fez esse buraco e até hoje não arrumou”, desabafou. Ele complementa que, apesar de funcionários da concessionária terem retornado ao local para reforçar a sinalização com cones, o problema principal, o buraco em si, permanece sem solução.
O perigo constante na Rua Torre do Alto
A falta de reparo na via tem gerado preocupação constante para os moradores. O buraco se tornou uma verdadeira armadilha, especialmente durante a noite ou em dias chuvosos, quando a visibilidade é reduzida e a água acumulada disfarça a profundidade da cratera. Crianças que brincam na rua ou se deslocam para a escola também correm risco de quedas e ferimentos graves.
Além do perigo físico, o acúmulo de água parada é um prato cheio para o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Em um cenário de preocupação com a saúde pública, a situação se agrava ainda mais, transformando a rua em um foco potencial de contaminação. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a comunidade já tentou contato com a concessionária diversas vezes, mas as promessas de reparo não se concretizaram até o momento.
Reclamações ignoradas e sinalização improvisada
A comunicação entre os moradores e a Águas Guariroba tem sido marcada pela frustração. André Marques relatou que, após as reclamações iniciais, funcionários da empresa apareceram no local, mas apenas para colocar cones ao redor do buraco, uma medida paliativa que não resolve o problema estrutural. A comunidade, unida, buscou insistentemente o contato com a concessionária, mas as respostas foram insuficientes e a solução tardia.
Essa situação levanta questionamentos sobre a responsabilidade e o compromisso das empresas prestadoras de serviços públicos com o bem-estar da população. A demora na conclusão de obras e a falta de manutenção adequada das vias públicas geram transtornos e colocam em risco a segurança dos cidadãos. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a situação já se estende por um período considerável, gerando insatisfação generalizada.
Águas Guariroba promete solução, mas prazo é incerto
Diante da repercussão do caso e das constantes reclamações, a Águas Guariroba finalmente se pronunciou. A concessionária informou que uma equipe foi enviada ao local para realizar o reaterro da vala e a recomposição asfáltica. A empresa também disponibilizou seus canais oficiais de atendimento, como o telefone 0800 642 0115 e o site, para que dúvidas e ocorrências sejam registradas.
No entanto, a nota oficial não especifica um prazo para a conclusão dos reparos, deixando os moradores em estado de alerta. A comunidade espera que, desta vez, as promessas se concretizem e que a Rua Torre do Alto volte a ser um local seguro e transitável. Conforme o Campo Grande NEWS acompanhou, a expectativa é que a empresa cumpra com sua responsabilidade e resolva o problema o mais rápido possível, evitando novos transtornos e garantindo a segurança de todos.

