Os vereadores de Campo Grande se reúnem nesta terça-feira, 11 de junho, para uma sessão decisiva que pode transformar o futuro das tradicionais barracas às margens da BR-163, no Distrito de Anhanduí. Em pauta, o crucial projeto de lei que visa o tombamento como patrimônio cultural dessas estruturas, um marco para a preservação da identidade local e da economia criativa da região. A proposta, apresentada pelo vereador André Salineiro (PL), busca garantir a inscrição das barracas no Livro de Tombo Histórico, Etnográfico e Paisagístico do Município, reconhecendo seu valor histórico, social, econômico e cultural.
Tombamento e Valorização Cultural em Anhanduí
As barracas de Anhanduí há muito tempo representam um ponto de encontro e de sustento para diversas famílias. Conhecidas pela venda de produtos artesanais, doces caseiros, conservas e pimentas, elas se consolidaram como uma expressão autêntica da cultura popular, da economia criativa e da memória coletiva da comunidade. O projeto de lei de Salineiro visa proteger esse legado, assegurando que as atividades ali desenvolvidas continuem a prosperar.
O texto do projeto detalha que, após o tombamento, o Município se comprometerá a promover ações de valorização cultural, turística e econômica. Isso inclui a implementação de políticas públicas de fomento, capacitação e apoio aos trabalhadores locais, sempre respeitando a disponibilidade orçamentária. O objetivo é não apenas preservar, mas também impulsionar o desenvolvimento sustentável do local, conforme informações divulgadas pela Câmara Municipal.
Preservação do Legado e Apoio aos Artesãos
A iniciativa de tombamento, segundo o vereador André Salineiro, é fundamental para preservar a história e a cultura que emanam dessas barracas. Ao serem inscritas no Livro de Tombo, elas ganham um status de proteção oficial, garantindo que sua importância seja reconhecida pelas futuras gerações. Essa medida é vista como um passo essencial para garantir a continuidade do trabalho dos artesãos e produtores locais, que são os guardiões dessa tradição.
O projeto também prevê que o município atue ativamente na promoção dessas barracas, buscando integrá-las ao roteiro turístico e cultural de Campo Grande. A ideia é que o tombamento sirva como um catalisador para novas oportunidades, atraindo visitantes e incentivando o consumo de produtos locais, fortalecendo assim a economia da região e a identidade de Anhanduí. O trabalho dos artesãos, que representa a alma do local, receberá um novo impulso com o reconhecimento oficial.
Outras Pautas Relevantes na Pauta Legislativa
Além do tombamento das barracas de Anhanduí, a sessão desta terça-feira (11) trará outras discussões importantes para o município. Uma delas é a votação, em primeira discussão, do projeto de lei que institui o uso do “Cordão AVC Estrela”. Proposto pelo vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), este instrumento visa auxiliar e facilitar a identificação de pessoas acometidas por Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A justificativa para a adoção do Cordão AVC Estrela é a necessidade de uma resposta mais rápida e eficaz em situações de emergência. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o uso desse cordão pode agilizar o atendimento médico, permitindo que os socorristas identifiquem rapidamente a condição do paciente e iniciem as intervenções necessárias, potencialmente salvando vidas e minimizando sequelas. A iniciativa demonstra um olhar atento às questões de saúde pública.
Dívida Previdenciária e Regime de Urgência
Outro ponto de destaque na pauta é o projeto de lei enviado pela Prefeitura, que trata do parcelamento de uma dívida previdenciária de R$ 2,38 bilhões. O montante refere-se a aportes não realizados entre os anos de 2010 e 2021. A proposta busca um acordo para parcelar essa dívida em 25 anos, uma medida que exige a aprovação do Legislativo para que o Executivo possa aderir a um programa do governo federal.
O líder do prefeito Adriane Lopes (PP), vereador Beto Avelar (PP), havia conseguido as assinaturas necessárias para que este projeto entrasse em regime de urgência. No entanto, a votação foi adiada em sessão anterior devido ao adiantar da hora e à necessidade de uma discussão mais aprofundada. Beto Avelar informou ao Campo Grande NEWS que pretende reapresentar as assinaturas para o regime de urgência na próxima sessão, pois o prazo para a adesão ao programa federal se encerra ainda este mês. A aprovação é crucial para a saúde financeira do município. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a Câmara Municipal tem um papel fundamental na negociação e aprovação de dívidas que impactam o futuro financeiro da prefeitura.

