A Polícia Federal deflagrou a Operação Fornax nesta terça-feira (12), resultando na prisão de três líderes de uma organização criminosa atuante na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. A quadrilha é acusada de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram expedidos 22 mandados de prisão, sendo 16 cumpridos até o momento, com seis alvos ainda foragidos.
Entre os detidos está Selma Nunes Roas, conhecida como “Barby do PCC”, que já teve passagens anteriores pela polícia. A operação, que durou quase três anos de investigação, já resultou na apreensão de 16 toneladas de drogas. Conforme informações divulgadas pela Polícia Federal, a estrutura criminosa utilizava estabelecimentos comerciais, como academias, padarias, açougues e oficinas mecânicas, para ocultar e movimentar recursos financeiros ilícitos.
Líderes da organização e “Barby do PCC” entre os presos
Os chefes da quadrilha presos foram identificados como Alex Benitez Gamarra, capturado em Ponta Porã; Jederson Miranda Perez, detido em Maracaju; e Alan Ademir Percece, preso em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Selma Nunes Roas, a “Barby do PCC”, foi presa em Campo Grande, sendo alvo de um mandado de prisão temporária. Ela já havia sido presa em novembro de 2025 durante a Operação Blindagem, do Gaeco, que investigava tráfico de drogas, extorsões, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Na ocasião anterior, Selma foi apontada como operadora da logística de uma facção criminosa, mas obteve prisão domiciliar 20 dias depois. Ela já possuía antecedentes criminais, incluindo uma prisão em flagrante por tráfico em Goiás, em 2018. A reportagem do Campo Grande NEWS apurou que há indícios de ligação da organização criminosa investigada na Operação Fornax com facções criminosas, mas ainda não há provas concretas dessa relação.
Além dos líderes e de “Barby do PCC”, outros nomes foram divulgados como presos, incluindo Maria Aparecida Gomes Moraes, Edson Benitez, Rafael de Araújo Silva, David Nogueira França e Jorge Luis Gonzalez Silva. Rafael foi preso em Guarujá (SP) e Jorge em Ponta Porã. Os locais de prisão dos demais não foram informados, assim como os nomes dos outros sete investigados detidos.
Operação Fornax: detalhes e resultados
A Operação Fornax mobilizou equipes da Polícia Federal em diversas cidades do país. Foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, 9 de prisão temporária e 47 de busca e apreensão, além de 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros. As ações ocorreram em Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Maracaju e Campo Grande (MS), Lucas do Rio Verde e Cuiabá (MT), Uberaba (MG), Balneário Camboriú (SC) e em cidades de São Paulo, como Guarujá e Fernandópolis.
As investigações tiveram início em junho de 2023, após a apreensão de quase duas toneladas de maconha. A partir dessa apreensão, a PF identificou a atuação de uma organização criminosa especializada na importação de grandes quantidades de drogas pela faixa de fronteira. Ao longo dos quase três anos de investigação, a quadrilha teve 16 toneladas de drogas retiradas de circulação em sete apreensões distintas.
O modus operandi do grupo criminoso
O grupo criminoso utilizava estabelecimentos comerciais como fachada para suas atividades ilícitas. A estrutura incluía academias, padarias, açougues e oficinas mecânicas, que serviam para ocultar e movimentar os recursos financeiros obtidos com o tráfico e outras atividades ilegais. Essa estratégia visava dificultar o rastreamento do dinheiro e das operações pela polícia.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, a operação visa desmantelar uma complexa rede de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro que operava na região de fronteira. A Polícia Federal tem intensificado as ações de combate ao crime organizado na área, buscando enfraquecer as estruturas financeiras e logísticas das quadrilhas. A atuação coordenada entre diferentes estados demonstra a abrangência da investigação e a importância do combate a essas organizações.
A Operação Fornax é um marco no combate ao crime organizado na região de fronteira, segundo o Campo Grande NEWS. A apreensão de 16 toneladas de drogas ao longo de três anos de investigação representa um duro golpe contra o narcotráfico. A prisão de líderes e de figuras proeminentes como a “Barby do PCC” demonstra a eficácia das ações de inteligência e repressão da Polícia Federal.
A complexidade das operações financeiras, com o uso de estabelecimentos comerciais para lavagem de dinheiro, evidencia a sofisticação dos criminosos. A Polícia Federal segue empenhada em desarticular completamente essas redes, buscando recuperar bens e valores e levar os responsáveis à justiça. As investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e ramificações da organização criminosa.

