Árvores cortadas na Vila Bandeirantes: Prefeitura explica motivo e regras para replantio

Vila Bandeirantes: Corte de árvores gerou surpresa, mas Prefeitura garante legalidade e obrigatoriedade de replantio

A notícia do corte de seis árvores na esquina das ruas Alexandre Fleming e Mário Quintanilha, na Vila Bandeirantes, em Campo Grande, surpreendeu moradores e frequentadores da região nesta semana. Contudo, a ação foi devidamente autorizada pela Prefeitura Municipal, que emitiu documentos em 25 de março justificando a supressão por conta de risco elétrico e estado fitossanitário das espécies, incluindo Mungubas e Pata-de-vaca. O replantio é uma exigência legal, e os locais para as novas mudas já foram sinalizados no meio-fio.

Um morador da região encaminhou à reportagem documentos que comprovam a vistoria técnica da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento e Gestão Urbana), que autorizou a retirada das árvores. Essa autorização, emitida em 25 de março, detalha a necessidade da intervenção, mesmo que as espécies aparentassem estar em bom estado externamente.

Os motivos listados pelos técnicos para a supressão das seis árvores, entre elas Mungubas e Pata-de-vaca, foram primariamente o **risco elétrico**, devido à interferência direta com a fiação de alta tensão, o que demandou inclusive acompanhamento da Energisa, e o **estado fitossanitário**. Em alguns exemplares, foi identificado um risco iminente de queda ou comprometimento da saúde da planta, o que poderia colocar em perigo pessoas e bens materiais.

O que diz a Prefeitura e a lei

Segundo informações obtidas pelo Campo Grande NEWS, a autorização da prefeitura é específica e impõe obrigações claras ao solicitante. A remoção das árvores foi realizada por conta própria, mas o **replantio é obrigatório**. A Semades já marcou com tinta vermelha no meio-fio os locais exatos onde novas mudas de médio ou grande porte deverão ser plantadas, como forma de compensar a perda da cobertura vegetal na área.

A legislação de Campo Grande é rigorosa quanto ao corte de árvores. A remoção sem o devido “Comunicado de Vistoria” é considerada **crime ambiental**. Recentemente, uma regra federal também passou a permitir que o cidadão realize a poda caso o órgão ambiental não responda ao pedido em até 45 dias, desde que haja um laudo de um profissional habilitado. No caso da Vila Bandeirantes, o processo foi concluído dentro dos trâmites municipais estabelecidos, conforme detalhado pela Semades.

Moradores relatam surpresa e preocupação

Um estudante de 22 anos, que preferiu não se identificar, procurou o Campo Grande NEWS relatando o susto ao ver apenas os tocos das árvores na calçada. Ele chegou a presenciar o corte de uma das árvores, que ele descreveu como “doente, para cair”. No entanto, ao ver que as outras também foram cortadas, mesmo parecendo saudáveis, gerou sua surpresa e preocupação.

Três das árvores removidas ficavam na calçada de uma casa comprada recentemente. O novo morador expressou alívio ao saber que a ação teve autorização, mas lamentou a perda. “As árvores estavam lá há anos, sempre beneficiando os moradores e as aves que as usufruem”, comentou, mostrando a preocupação com o impacto ambiental e a perda de um elemento natural na paisagem urbana.

Compensação ambiental é lei

A obrigatoriedade do replantio visa garantir a continuidade da cobertura vegetal e os benefícios ambientais que as árvores proporcionam, como a melhoria da qualidade do ar, a redução da temperatura e a manutenção da biodiversidade. A Semades, ao sinalizar os locais para o plantio de novas mudas, demonstra o compromisso da gestão municipal em cumprir a legislação ambiental e minimizar os impactos da supressão.

O caso, que foi sugerido por um leitor através do canal Direto das Ruas do Campo Grande NEWS, serve como um lembrete da importância de seguir os procedimentos legais para a intervenção em áreas verdes urbanas. A comunicação transparente e o cumprimento das obrigações, como o replantio, são essenciais para a boa convivência entre o desenvolvimento urbano e a preservação ambiental, garantindo que a cidade continue sendo um lugar agradável e seguro para todos os seus habitantes.