Artrose: Nova técnica com sangue do paciente é liberada pelo CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta quarta-feira (15) uma nova resolução que regulamenta o uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) no tratamento de quatro condições ortopédicas. A técnica, que utiliza o próprio sangue do paciente, foi liberada como tratamento complementar para casos de artrose de joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo de menisco. A norma estabelece as situações em que o procedimento pode ser realizado e define regras para sua aplicação, atualizando uma resolução de 2015.

O PRP é obtido a partir de uma coleta de sangue do próprio paciente. Após um processo de centrifugação, o material concentrado em plaquetas, células essenciais para a cicatrização, é reaplicado na área lesionada. O objetivo é auxiliar na recuperação dos tecidos. Conforme divulgado pelo CFM, o procedimento não substitui tratamentos convencionais como medicamentos, fisioterapia, procedimentos intervencionistas ou cirurgias, quando indicados.

A resolução detalha que o uso do PRP é restrito a tratamentos complementares. Antes de qualquer aplicação, o médico deve confirmar o diagnóstico, analisar exames, verificar contraindicações e avaliar se o paciente realmente pode se beneficiar da técnica. O plasma deve ser obtido exclusivamente do próprio paciente, sendo proibido o uso de material de terceiros ou a mistura com células-tronco, medicamentos ou outras substâncias biológicas.

Indicação e Aplicação Exclusivas de Médicos

A indicação, aplicação e acompanhamento do tratamento com PRP são atos exclusivos de médicos. O profissional responsável deve possuir capacitação compatível com a técnica e com a região do corpo a ser tratada. Para casos que envolvem a coluna vertebral, as exigências são ainda maiores. O procedimento deve ocorrer em ambiente hospitalar ou hospital-dia, com orientação por exames de imagem e ser realizado apenas por especialistas com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em áreas como ortopedia, neurocirurgia, anestesiologia, radiologia intervencionista ou medicina da dor.

Proibições e Cuidados Essenciais

A nova norma do CFM proíbe a apresentação do PRP como um tratamento que garanta cura, regeneração tecidual completa ou que substitua cirurgias já indicadas. O procedimento não é recomendado para pacientes com infecção ativa no local da aplicação, câncer em atividade ou certas doenças hematológicas. Antes de iniciar o tratamento, o paciente deve assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, que detalha os benefícios esperados, as limitações científicas da técnica, os riscos envolvidos e a possibilidade de o tratamento não atingir o resultado desejado.

O Conselho Federal de Medicina busca com esta resolução padronizar a utilização do PRP na prática médica. A técnica, que agora tem indicações regulamentadas para quatro condições ortopédicas específicas, reforça a importância de abordagens complementares no tratamento de doenças musculoesqueléticas. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a atualização visa oferecer mais segurança e clareza aos profissionais e pacientes sobre o uso dessa tecnologia terapêutica. O Campo Grande NEWS reafirma a importância de seguir as orientações médicas para garantir a eficácia e segurança do tratamento.

A resolução revoga a norma anterior de 2015, demonstrando um avanço na regulamentação e no acompanhamento do uso de terapias inovadoras. A busca por tratamentos mais eficazes e menos invasivos tem impulsionado o desenvolvimento de técnicas como o PRP. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a comunidade médica tem acompanhado de perto essas atualizações para oferecer o melhor cuidado aos pacientes.