Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro iniciaram nesta sexta-feira (27) o quinto dia de um adesivaço com o slogan “Fora Lula” em Campo Grande. O movimento, que pede mudanças no governo, é descrito pelos participantes como “um despertar”. A ação visa convocar mais pessoas para as ruas no próximo domingo, 1º de março, quando está prevista uma manifestação contra o governo do presidente Lula. O grupo se concentrou no cruzamento das avenidas Via Park e Mato Grosso.
Na quinta-feira (26), foram distribuídas cerca de 500 unidades de material de divulgação. Para o evento de sexta e os dias seguintes, os manifestantes aumentaram a meta para a distribuição de 1 mil adesivos e até 5 mil flyers. Além da distribuição física, o grupo tem ampliado a divulgação por meio das redes sociais.
Vivian Elias, cirurgiã dentista e uma das organizadoras, é responsável pela definição dos locais de divulgação. Ela explicou ao Midiamax que a ação de sábado (28) ocorrerá no mesmo ponto da sexta-feira, mas com início às 8h. Elias destacou a flexibilidade dos horários para os voluntários e mencionou que fechou seu consultório nesta semana para se dedicar à organização do evento.
Buzinaço de Apoio Reforça Mobilização
O movimento incentiva os apoiadores a demonstrarem seu engajamento através de buzinaços. Durante a cobertura jornalística no local, diversos motoristas demonstraram apoio ao protesto, buzinando ao passarem pelo grupo. Warlei Filho, um dos apoiadores, parou para colar um adesivo em seu veículo e expressou seu desejo de ver Lula fora do governo.
“Estamos adesivando. Vamos tirar o Lula, estamos apoiando o nosso presidente, Bolsonaro vai voltar, se Deus quiser. Fora Moraes e fora Toffoli”, declarou Filho, demonstrando insatisfação com o atual cenário político e mencionando figuras do judiciário.
A Sargento Betânia, que também participou do evento, enfatizou a importância da participação individual. “O Brasil que nós queremos depende de cada um de nós, depende da minha participação, da sua participação, do nosso engajamento”, afirmou, ressaltando a necessidade de união para alcançar os objetivos do grupo.
Manifestação de Domingo Sem Candidatos Específicos
Cassy Monteiro, outra participante do movimento, esclareceu que a manifestação de domingo (1º) não terá um candidato específico como foco. “Não é uma manifestação em prol de nenhum candidato, não é em prol de uma polarização, é realmente um espaço para os brasileiros que estão insatisfeitos de se posicionar”, disse Monteiro.
Ela completou que o objetivo é “mostrar que nós não somos coniventes com essa situação que está acontecendo no nosso país”. A fala reforça o caráter de protesto contra o governo atual, sem necessariamente endossar uma alternativa política específica no momento.
Programação da Manifestação de Domingo
A manifestação principal está agendada para o domingo, 1º de março. A concentração inicial ocorrerá na Praça do Rádio, às 8h. Em seguida, às 9h, os participantes iniciarão um percurso em direção ao Parque dos Poderes.
O trajeto seguirá até o Parque das Nações, onde o movimento será encerrado. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a organização espera um grande número de participantes para demonstrar descontentamento com a gestão federal. A divulgação intensa nas redes sociais e o adesivaço contínuo visam engajar o maior número possível de pessoas nessa demonstração pública.
A iniciativa, que já dura cinco dias, reflete um movimento crescente de oposição ao governo federal em Campo Grande. A estratégia de usar adesivos e flyers, combinada com chamadas para buzinaços, busca maximizar a visibilidade e o alcance da mensagem. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a organização tem se mostrado dedicada em mobilizar os cidadãos para que expressem suas opiniões nas ruas. A participação de diferentes setores da sociedade, como a cirurgiã dentista Vivian Elias e a Sargento Betânia, demonstra a amplitude do movimento. A expectativa é que o protesto de domingo seja um marco para os apoiadores em Mato Grosso do Sul, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.

