Apagão fecha Feira Central e cabos energizados isolam Esplanada após temporal

A forte tempestade que atingiu Campo Grande na tarde desta quinta-feira (10) provocou um apagão generalizado na região central, forçando o fechamento antecipado da Feira Central. Além disso, dois cabos energizados mantêm parte da Esplanada Ferroviária isolada, exigindo a intervenção da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para garantir a segurança de pedestres. Equipes da Energisa já trabalham para restabelecer o fornecimento de energia, mas ainda não há previsão para normalização.

O temporal, que registrou rajadas de vento de 83,88 km/h, segundo o Inmet, causou diversos transtornos pela cidade. O destelhamento da Galeria de Vidro na Esplanada Ferroviária e o fechamento da Feira Central são alguns dos reflexos da força da natureza. Semáforos pararam de funcionar em um longo trecho da Avenida Mato Grosso, complicando o trânsito, e diversos bairros ficaram sem luz. A situação na Esplanada exigiu o isolamento da área pela GCM para evitar acidentes com os cabos energizados, conforme apurou o Campo Grande NEWS.

A administração da Feira Central confirmou o encerramento de suas atividades em um comunicado oficial divulgado nas redes sociais. As atividades só serão retomadas quando a situação for completamente normalizada. Apesar dos fortes ventos, o prédio da Feirona não sofreu destelhamento, mas o apagão impediu a continuidade do trabalho dos feirantes. A artesã Luzinete Bezerra, de 73 anos, relatou o momento em que a falta de iluminação levou ao fechamento:

Feirantes relatam susto e prejuízos com apagão

“Acabou tudo, a luz, tá tudo escuro. Faz muito tempo que parou tudo. Agora fechou. Não tem nem como ficar mais”, disse Luzinete Bezerra à reportagem. A falta de energia afetou uma área extensa do centro, desde a estação ferroviária até a feira, impactando diretamente o comércio local. A concessionária Energisa está no local para solucionar o problema na rede elétrica, conforme observado pelo Campo Grande NEWS.

Na Esplanada Ferroviária, os danos foram mais significativos na estrutura da estação. A Galeria de Vidro, parte da Plataforma Cultural, ficou completamente sem cobertura após o temporal. O antigo prédio do armazém, que compõe o complexo ferroviário, não foi destelhado. A extensão dos estragos foi perceptível após a tempestade, com telhas espalhadas e a plataforma descoberta dificultando a avaliação inicial dos danos, como constatou o Campo Grande NEWS.

Estruturas danificadas e trânsito afetado

Do outro lado da Avenida Calógeras, a força do vento derrubou o tapume metálico que cercava a obra de reforma do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS). Pedaços da estrutura foram arremessados na pista, forçando motoristas a realizar desvios e causando lentidão no trânsito, especialmente no cruzamento com a Avenida Mato Grosso.

O apagão agravou a situação, pois os semáforos em um longo trecho da Avenida Mato Grosso, entre a Avenida Calógeras e a Rua Ceará, deixaram de funcionar. A tempestade, que começou por volta das 17h, causou estragos em diversas regiões da cidade. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou rajadas de vento de 83,88 km/h, superando a previsão de 60 km/h. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicou um volume de 13 milímetros de chuva em apenas uma hora.

Outros estragos e o impacto na UPA do Bairro Universitário

Além dos transtornos no centro, a força do temporal também causou a queda de árvores sobre carros e motocicletas, bloqueando ruas e deixando bairros como Centro, Amambai, Guanandi, Piratininga, São Bento, Jardim Veraneio e Vila Margarida sem energia elétrica.

Um incidente notável ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, onde parte do teto desabou. Pacientes precisaram ser retirados da unidade e vidros laterais também caíram, embora não haja registro de feridos no local, conforme informações apuradas.