Anvisa proíbe tiras de glicemia falsificadas e medicamento
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quinta-feira (22), a proibição da comercialização de tiras para medição de glicemia falsificadas da marca Accu-Chek Active, que estavam sendo anunciadas na Amazon. Além disso, o medicamento Fauldleuco (folinato de cálcio) foi interditado por suspeita de conter material particulado. A agência também determinou a interdição cautelar de um lote do suplemento alimentar NAC (N-Acetil L-Cisteína), da marca Lauton, vendido pela Shopee. As medidas visam proteger a saúde pública diante de produtos com procedência duvidosa.
Falsificações na Amazon e Shopee causam alerta da Anvisa
A Anvisa intensificou a fiscalização sobre produtos comercializados em plataformas online, resultando na proibição de itens importantes para a saúde. A empresa Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pelas tiras Accu-Chek Active, identificou dois anúncios falsos na Amazon. Esses produtos apresentavam diferenças significativas em relação ao item original, como a ausência da embalagem externa e a indicação em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER” (Destinado exclusivamente a licitações governamentais), o que levantou suspeitas de irregularidades.
A identificação de falsificações em plataformas de grande alcance como a Amazon e a Shopee reforça a necessidade de atenção por parte dos consumidores. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a Anvisa atua de forma constante para garantir a segurança dos medicamentos e suplementos disponíveis no mercado, mas a rápida disseminação de produtos falsificados online representa um desafio.
A descoberta dessas falsificações ocorreu após relatos da própria empresa fabricante, que prontamente comunicou à Anvisa. A agência, por sua vez, agiu de forma rápida para remover os anúncios e proibir a venda dos produtos irregulares, evitando que mais consumidores fossem expostos a itens que podem não oferecer a qualidade e a segurança esperadas.
Medicamento Fauldleuco interditado por suspeita de impurezas
O medicamento Fauldleuco (folinato de cálcio), utilizado no tratamento de anemias e como coadjuvante em quimioterapias contra o câncer colorretal, também foi alvo de interdição cautelar. A Anvisa identificou suspeita de desvio de qualidade em um lote específico do produto, fabricado pela Libbs Farmacêutica Ltda., devido à possível presença de material particulado. Esta medida preventiva impede a utilização e comercialização do lote em questão enquanto as investigações estiverem em andamento.
A interdição cautelar é uma ação temporária e preventiva. Seu principal objetivo é resguardar a saúde da população. A Anvisa esclarece que essa medida permanece vigente até que todas as análises, testes e investigações necessárias sejam concluídos para determinar a causa e a extensão do problema. A segurança e a eficácia dos medicamentos são prioridades absolutas para a agência reguladora.
O folinato de cálcio é uma substância crucial em diversas terapias médicas, tornando essencial que sua qualidade seja garantida. A presença de material particulado pode comprometer a segurança e a eficácia do tratamento, por isso a atuação rápida da Anvisa é fundamental para evitar riscos aos pacientes que dependem deste medicamento.
Suplemento NAC da Lauton tem lote interditado na Shopee
Em outra ação, a Anvisa determinou a interdição cautelar do lote 11-2025 do suplemento alimentar NAC (N-Acetil L-Cisteína), da marca Lauton, que estava sendo comercializado pela Shopee. A identificação de irregularidades levou à necessidade de suspender a comercialização deste lote específico, com validade até novembro de 2026. A interdição é uma medida de precaução enquanto a agência investiga a natureza das irregularidades apontadas.
A N-Acetil L-Cisteína é um suplemento conhecido por suas propriedades antioxidantes e seu uso em diversas aplicações para a saúde. A descoberta de irregularidades em um de seus lotes, especialmente em plataformas de venda online, exige atenção redobrada dos consumidores. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a agência reguladora busca, com essas ações, coibir a circulação de produtos que possam apresentar riscos à saúde.
A Anvisa reitera que a interdição cautelar é uma medida de proteção à saúde pública. Ela vigorará enquanto os processos de investigação estiverem em curso, garantindo que apenas produtos seguros e com qualidade comprovada cheguem aos consumidores. A colaboração entre empresas, plataformas de venda e a própria agência é vital para a manutenção da segurança sanitária no país.
Orientações para consumidores e importância da fiscalização
Diante desses alertas, a Anvisa recomenda que os consumidores estejam atentos à procedência dos produtos que adquirem, especialmente aqueles comprados em marketplaces online. É fundamental verificar a reputação do vendedor, a descrição detalhada do produto e, se possível, buscar informações sobre a autenticidade diretamente com os fabricantes. A compra de medicamentos e suplementos deve sempre priorizar estabelecimentos autorizados e confiáveis.
A atuação da Anvisa, em conjunto com a colaboração de empresas como a Roche Diabetes Care Brasil Ltda. e a Libbs Farmacêutica Ltda., é essencial para identificar e mitigar os riscos associados a produtos falsificados ou com qualidade comprometida. O Campo Grande NEWS reforça a importância de seguir as orientações dos órgãos de saúde e denunciar qualquer suspeita de irregularidade.
A fiscalização contínua e a rápida resposta da Anvisa em casos como este são cruciais para garantir a segurança sanitária e a confiança dos cidadãos nos produtos que utilizam em seu dia a dia, assegurando que apenas itens seguros e eficazes estejam disponíveis no mercado brasileiro.

