Anvisa autoriza estudo clínico para medicamento inovador no tratamento de lesões na medula espinhal
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu luz verde para o início de um estudo clínico com a **polilaminina**, um medicamento promissor para o tratamento de **trauma raquimedular agudo**. Esta decisão representa um avanço significativo, especialmente para as pessoas que sofrem com lesões na medula espinhal e seus familiares.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da pesquisa, ressaltando que cada progresso científico traz uma **nova esperança renovada**. Ele enfatizou que a polilaminina é uma **inovação radical com tecnologia 100% nacional**, fruto de pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A pesquisa com a polilaminina é liderada pela professora Tatiana Sampaio, da UFRJ, em parceria com o laboratório Cristália. Os estudos preliminares já indicam **resultados promissores na recuperação de movimentos**, o que motiva a continuidade do desenvolvimento clínico. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, a pesquisa básica contou com investimento de recursos do próprio ministério.
Primeira fase do estudo com foco na segurança
Nesta etapa inicial, o estudo da polilaminina envolverá **cinco pacientes voluntários** que sofreram lesões agudas na medula espinhal torácica, especificamente entre as vértebras T2 e T10. Para participar, os indivíduos devem ter indicação cirúrgica e a lesão ter ocorrido há menos de 72 horas.
Os locais exatos onde os estudos serão realizados ainda serão definidos pela empresa responsável pelo medicamento. O foco principal desta primeira fase é **avaliar a segurança da aplicação da polilaminina** e identificar potenciais riscos, garantindo a proteção dos participantes.
Prioridade da Anvisa para pesquisas de interesse público
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, explicou que a aprovação para o início do estudo clínico da polilaminina foi **priorizada pelo comitê de inovação da agência**. Essa agilidade visa acelerar pesquisas e registros que possuem **amplo interesse público**, como é o caso deste medicamento.
Safatle comemorou a iniciativa, afirmando que se trata de uma **pesquisa 100% nacional**, que fortalece a ciência e a saúde do Brasil. A proteína polilaminina, presente em diversos animais e também em seres humanos, é o foco da pesquisa que busca entender melhor sua aplicação terapêutica.
Polilaminina: um avanço promissor para a recuperação medular
A proteína polilaminina, presente em diversas espécies, incluindo os humanos, é a base deste novo tratamento. A pesquisa visa, portanto, **avaliar a segurança da aplicação do medicamento** e identificar quaisquer efeitos adversos para garantir a continuidade do desenvolvimento clínico.
A empresa patrocinadora terá a responsabilidade de coletar, monitorar e avaliar sistematicamente todos os eventos adversos, mesmo os não graves. Essa medida é crucial para **garantir a segurança dos participantes** durante todo o processo do estudo clínico. A expectativa é que a polilaminina possa, no futuro, oferecer uma nova perspectiva de tratamento para pessoas com lesões na medula espinhal.


