Alerta máximo: 5 cidades de MS em risco de surtos de dengue, zika e chikungunya

Cinco municípios de Mato Grosso do Sul entraram em estado de alerta máximo devido à alta infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças graves como dengue, zika e chikungunya. O levantamento, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), indica um cenário preocupante que exige respostas imediatas das autoridades e o envolvimento de toda a população.

Os dados, referentes ao primeiro ciclo de 2026 do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti), realizado em janeiro, colocam Rio Negro, Paranhos, Eldorado, Terenos e Santa Rita do Pardo em situação de risco elevado, com índices de infestação superiores a 4. Essas cidades apresentam maior probabilidade de surtos e epidemias, conforme a SES.

A capital, Campo Grande, figura na faixa de médio risco, com um índice de 1,40, o que demanda a manutenção e o reforço das ações de vigilância. Outras cidades como Maracaju, Vicentina e Naviraí também estão em estado de alerta, necessitando de intensificação no combate ao mosquito. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a atenção deve ser contínua em todo o estado.

Cidades em Alerta Máximo Exigem Ações Urgentes

Os municípios que atingiram índices acima de 4 no LIRAa são Rio Negro (8,80), Paranhos (8,20), Eldorado (7,00), Terenos (6,20) e Santa Rita do Pardo (6,00). Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, essas localidades necessitam de uma resposta imediata das autoridades para prevenir a ocorrência de surtos e epidemias. A situação exige um plano de ação robusto e coordenado.

O gerente estadual de Combate às Arboviroses, Mário Luiz de Oliveira, ressaltou a importância do monitoramento para direcionar as ações de forma mais eficaz. Ele destacou que o período atual é favorável à proliferação do mosquito, exigindo uma atenção redobrada de todos. O trabalho conjunto entre poder público e sociedade civil é visto como essencial.

Médio Risco e Atenção Constante em Campo Grande

No grupo de médio risco, com índices entre 1 e 3,9, estão cidades como Anaurilândia (3,90), Água Clara (3,70), Ponta Porã (3,70) e Bataguassu (3,50). Campo Grande, com índice de 1,40, também se encontra nesta categoria, necessitando de vigilância constante e reforço nas medidas de controle. Conforme o Campo Grande NEWS, a capital segue em monitoramento.

Mesmo os municípios que registraram índice zero, como Chapadão do Sul e Jaraguari, não devem relaxar nas ações. A SES alerta que os dados do LIRAa devem ser analisados em conjunto com outros indicadores, como o monitoramento por ovitrampas, para evitar uma falsa sensação de segurança. A vigilância deve ser permanente.

Participação Popular é Fundamental no Combate

A secretária de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, enfatizou que os índices servem como um sinal de alerta para a necessidade de ações imediatas. “Os municípios em médio e, principalmente, em alto risco precisam intensificar imediatamente as ações de controle. Esses números indicam maior probabilidade de surtos, e o enfrentamento precisa ser rápido e contínuo”, declarou.

A SES reforça que a participação da população é um pilar fundamental no combate ao Aedes aegypti. Medidas simples, como a eliminação de recipientes que possam acumular água parada – criadouros preferenciais do mosquito – e a manutenção de quintais limpos e livres de entulhos, são essenciais para conter a sua proliferação. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a conscientização comunitária é chave.

Próximos Passos e Atualização dos Indicadores

De acordo com o Governo do Estado, um novo ciclo do LIRAa está previsto para ser realizado nas últimas semanas de maio. Nesta ocasião, os índices serão atualizados, permitindo a avaliação da eficácia das ações implementadas e a adoção de novas estratégias para enfrentar o mosquito em Mato Grosso do Sul. A luta contra o Aedes aegypti é um esforço contínuo.

O trabalho de monitoramento e controle do Aedes aegypti é crucial para a saúde pública, visando a prevenção de doenças que podem causar sérios danos à população. A colaboração de cada cidadão é um passo importante para garantir um ambiente mais seguro e livre de arboviroses.