A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), através da Gerência de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o segundo caso de raiva em morcego em Campo Grande em um intervalo de apenas 10 dias. O animal positivo foi encontrado na região central da cidade, levantando preocupações sobre a circulação do vírus na área urbana. O primeiro registro deste ano ocorreu no dia 9 de fevereiro, quando um morcego foi localizado caído no quintal de uma residência no Bairro Vivendas do Bosque.
Apesar da confirmação dos casos, o CCZ assegura que não há motivo para pânico. A presença de morcegos com o vírus da raiva em ambientes urbanos é um fenômeno monitorado e esperado pelas autoridades de saúde. Em 2025, foram registrados 11 casos de morcegos infectados. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a vigilância constante é fundamental para a prevenção e controle da doença.
Cuidados essenciais e recomendados pela Sesau
Para garantir a segurança da população, a Sesau divulga orientações importantes. A principal delas é nunca tocar em morcegos, seja ele vivo ou morto. Animais que se apresentam em situações atípicas, como caídos no chão, em paredes ou voando durante o dia, podem estar doentes e transmitir o vírus. Em caso de encontro com um morcego nessas condições, a recomendação é isolar o local.
Se um morcego for encontrado caído, a orientação é tentar isolar a área ou cobri-lo com um balde ou caixa, sempre evitando o contato direto com as mãos. A medida visa impedir o acesso de pessoas e outros animais ao animal possivelmente contaminado. A vacinação de cães e gatos em dia é apontada como a forma mais eficaz de proteger as famílias, pois os animais domésticos são a principal via de transmissão do vírus para humanos. Ao avistar um animal em situação de risco, é crucial acionar o CCZ para o recolhimento seguro e análise laboratorial.
Canais de atendimento para emergências com morcegos
Para entrar em contato com o CCZ em Campo Grande, a população pode utilizar o número geral de atendimento: (67) 3313-5000. O órgão também disponibiliza o WhatsApp para contato: (67) 99142-5701. Os serviços de atendimento funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, excluindo feriados e pontos facultativos. Para o setor de recolhimento específico, os telefones são 2020-1801 ou 2020-1789 durante o horário comercial. Para plantões noturnos, entre 17h e 21h, o número é 2020-1794.
Avanço na operação tapa-buracos em Campo Grande
Em um cenário paralelo, a Prefeitura de Campo Grande tem intensificado os esforços para solucionar o problema dos buracos nas vias da cidade. Em menos de dois meses, mais de 60 mil buracos foram fechados em todas as sete regiões da Capital. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) estima que existam cerca de 300 mil buracos na cidade, evidenciando a magnitude do desafio.
A operação tapa-buracos registrou uma média de 2,1 mil buracos fechados diariamente em fevereiro, superando os mais de 1,4 mil diários em janeiro. No primeiro mês do ano, foram tapados aproximadamente 34.854 buracos. Conforme a Sisep, o número real pode ser ainda maior, pois buracos próximos são frequentemente contabilizados como um único serviço. O Campo Grande NEWS apurou que as chuvas intensas têm sido o principal obstáculo para a conclusão dos trabalhos, pois a massa asfáltica requer temperaturas específicas para aplicação.
Desafios das chuvas e projeções para a malha viária
O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Odilon de Oliveira, explicou que a massa asfáltica precisa estar entre 110°C e 177°C para ser utilizada. Caso contrário, o material precisa ser descartado, pois não pode ser reaproveitado no dia seguinte. A logística de fornecimento do material é ajustada para o uso no mesmo dia, visando evitar perdas. A persistência é a palavra de ordem, com equipes trabalhando continuamente para reparar os danos causados pelas intempéries.
Vias importantes como as Avenidas Cônsul Assaf Trad, Marechal Deodoro e Gunter Hans receberam atenção especial e apresentam melhorias significativas. No entanto, vias secundárias em bairros como Jockey Club, Vila Jaci e Vila Glória, além da Avenida Calógeras, ainda enfrentam desafios. A expectativa é que, nos próximos 30 a 60 dias, a malha asfáltica da Capital apresente uma melhora considerável, segundo o secretário. Contratos no valor de até R$ 12 milhões foram firmados para a operação tapa-buracos em 2026.
Tempestades de verão e seus impactos em Campo Grande
A cidade de Campo Grande tem sido atingida por fortes tempestades de verão. Um temporal recente, ocorrido no final da tarde de quinta-feira (19), registrou 51 milímetros de chuva em apenas uma hora, causando alagamentos, quedas de árvores e panes em semáforos. A Avenida Costa e Silva se transformou em um rio, e uma ambulância ficou ilhada, necessitando de resgate pelo Corpo de Bombeiros. O Lago do Amor também transbordou novamente.
Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que Campo Grande já acumulou mais de 300 milímetros de chuva em janeiro e fevereiro. O total foi de 152,2 mm em janeiro e pelo menos 150,3 mm até o momento em fevereiro. Esses volumes expressivos de chuva contribuem para a deterioração do asfalto e a formação de novos buracos, intensificando o trabalho da prefeitura.
Curso gratuito de Libras na Câmara Municipal
Em outra frente de ação social, a Câmara Municipal de Campo Grande, por meio da Escola do Legislativo, abriu inscrições para um curso básico e gratuito de Libras (Língua Brasileira de Sinais). São oferecidas 30 vagas para servidores e para a população em geral, com inscrições abertas até 27 de fevereiro. O curso, ministrado pela intérprete Helga Pereira, visa promover a inclusão da comunidade surda.
As aulas ocorrerão às segundas-feiras, de 2 de março a 10 de agosto, das 7h30 às 8h50, no plenarinho da Casa de Leis. O objetivo é fornecer noções básicas da língua de sinais, facilitando a comunicação e a compreensão do universo surdo, promovendo a acessibilidade linguística. Esta é a quarta edição do curso, que já formou cerca de 60 alunos. O vereador Epaminondas Neto, Papy, destacou a importância do curso como uma ferramenta poderosa de inclusão e empatia na política pública.
A acessibilidade em Libras já é uma realidade na Câmara Municipal, com intérpretes presentes nas sessões ordinárias e audiências públicas, transmitidas ao vivo pela TV Câmara e pelo YouTube. Servidores que concluíram o curso, como Laís Berrocal na recepção e a Guarda Civil Metropolitana Adriana Cardoso dos Santos Silva, relatam como o aprendizado facilitou o atendimento e o acolhimento de pessoas surdas na Casa de Leis. O Campo Grande NEWS reforça a importância dessas iniciativas para uma sociedade mais inclusiva e acessível a todos.

